"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

O SILÊNCIO DOS URBANISTAS

(Foto: ReproduçãoTvGlobo)
José Antonio Lemos dos Santos
     Por que os constituintes incluíram na Constituição Federal de 88 um capítulo dedicado à Política Urbana e no artigo 182 determinou que as cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes devessem ter um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU)? Por certo não foi para enfeitar as estantes dos gabinetes prefeitos. A própria Constituição responde quando estabelece o plano diretor como “o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana”, política a ser “executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei”, com objetivo de “ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.”  Mas faltou expressar que os PDDUs fossem respeitados e implantados.
     Passados mais de 3 décadas da promulgação da Constituição de 1988, a maioria das cidades brasileiras já tem seus PDDUs, em especial as maiores, sendo uma de suas ferramentas básicas a regulamentação do uso e ocupação do solo, cuja elaboração se baseia em um mapeamento, com os geólogos, das condições geotécnicas próprias ou impróprias para a ocupação do sítio urbano, tanto nas áreas consolidadas como nas áreas possíveis de expansão. Dentre estas as áreas, as equipes técnicas debruçam-se com especial atenção na identificação das impróprias à ocupação humana pelos riscos que oferecem por inundações, alagamentos, deslizamentos e outros aos eventuais moradores.
     Causa indignação a todos, em especial aos próprios urbanistas, a repetição anual das tragédias vividas pelas cidades brasileiras, como as recentes no Espírito Santo e Minas Gerais, em especial sobre Belo Horizonte, uma das capitais com melhor estruturação técnica em termos de planejamento urbano no Brasil. Certamente tem seu PDDU elaborado nos mais elevados níveis técnicos, contando com a demarcação clara de suas Áreas de Risco onde o parcelamento do solo não pode ser admitido, em especial para moradia. Assim, não dá para aceitar que estas tragédias virem rotina. São emblemáticas as imagens da tranquilidade dos frequentadores de um restaurante em Belo Horizonte assistindo, com água pelo meio das canelas, carros sendo levados pela enxurrada do outro da janela. Balanço da tragédia até o dia 31 de janeiro último: 66 mortos e 68.959 flagelados no Espírito Santo e Minas Gerais.
     Indignação maior fica com o urbanista que trabalha por este Brasil afora dando o melhor de si na elaboração, monitoramento, correção e atualização contínuas dos PDDUs.  Estas tragédias deixam no cidadão comum a impressão de que no Brasil não existe o Urbanismo, que não existe planejamento urbano e que os urbanistas, aos quais a sociedade delega a responsabilidade da competência exclusiva sobre o urbanismo, são um bando de incompetentes, sugadores das tetas públicas, refestelados em seus cargos a assistir a desgraça das cidades. Quando das tragédias, logo aparecem autoridades em lágrimas de crocodilo empurrando a culpa para São Pedro explicando que desconheciam os riscos, mesmo que tão bem mapeados nas leis municipais de uso e ocupação do solo urbano que criminosamente não são cumpridas.
     E para gáudio dos políticos a desgraça logo vira oportunidade de verbas adicionais para mapeamentos que já existem ou obras nem sempre de acordo com os planos e que nem estarão concluídas antes das próximas tragédias. Pior para os urbanistas é que nestes momentos seus órgãos representativos não aparecem e nem são convidados para as comissões de investigação e avaliação dos flagelos, muito menos para defender publicamente os PDDUs, produto maior dos urbanistas, e cobrar punição exemplar para aqueles que não cumprem suas determinações e tinham a obrigação pública de fazê-lo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

TRAGÉDIAS DA IMPUNIDADE

Área de risco em Belo Horizonte (Foto:reproduçãotvGlobo)

José Antonio Lemos dos Santos
     A Constituição Federal em capítulo dedicado à Política Urbana determinou que todas as cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes tenham um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Passados mais de 30 anos certamente todas as grandes cidades do país, em especial as capitais, dispõem desse importante documento de controle e ordenação urbana. Grosso modo, pode se dizer que um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano seria o projeto da cidade, isto é, um documento firmado em lei que estabelece tecnicamente como ela deve se desenvolver em um horizonte de 20 a 30 anos tanto em suas condições sociais e econômicas, como em seus aspectos físicos-urbanísticos, em especial sua base geotécnica, a qual determina entre outras especificações as áreas proibidas ao parcelamento do solo pelos graves riscos que oferecem, seja por alagamento, enxurradas, deslizamentos, ou outros que tais. São as chamadas Áreas de Risco.
     Repito, todas as cidades brasileiras, se não todas, ao menos as capitais e as de grande porte dispõem de um PDDU, e mais, dispõem também de um órgão técnico de planejamento urbano destinado ao acompanhamento de sua implantação. Mas de que adianta as cidades terem seus PDDUs e órgãos de planejamento se eles, via-de-regra, não são obedecidos? Em sua quase totalidade os PDDUs são documentos para “inglês ver”, ou melhor, para os tribunais de contas e os ministérios públicos verem e atestarem a obrigação constitucional, mesmo que esta obediência se dê apenas nos papeis, principalmente no que diz respeito às ocupações das áreas de risco. Não vemos no país iniciativas consistentes no sentido de evitar novas ocupações em tais áreas de risco e muito menos no sentido de reduzi-las através de programas consistentes e bem planejados de transferências dignas das populações que se encontram sob constante ameaça. Só para se ter uma ideia, são estimadas 3,2 milhões de pessoas ocupando áreas de risco em apenas 8 capitais avaliadas por uma recente estimativa a que tive notícia.
     Pois bem, estamos no verão novamente e com ele novas tragédias sempre tratadas pelas autoridades como surpresas excepcionais, muito embora previstas e mapeadas nas leis de uso e ocupação do solo. Neste fim de semana passado 44 pessoas perderam a vida só em Minas Gerais, das quais 26 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com 19 desaparecidos, 3.334 desabrigados e 13.887 desalojados, segundo o último boletim de domingo (26) da Defesa Civil. E de fato choveu como nunca em Minas. Muitos dos sobreviventes perderam tudo ou quase tudo o que tinham. Mas não foi só em Minas. Tristeza e dor se espalham por este Brasil a cada verão. Em geral as autoridades dedicam-se às emergências de praxe refugiando-se às indagações pertinentes e buscam salvação nos números da meteorologia, empurrando por entre lágrimas de crocodilo a culpa para São Pedro, e no esquecimento que sempre vem.
     A Civilização é um estágio em que o homem aceita submeter-se a um arcabouço de leis, normas, costumes e princípios em favor da vivência coletiva. Sem ela a cidade vira o algoz do cidadão, ao invés de promotora de sua qualidade de vida. A raiz dos atuais males que afligem as cidades está no descaso oficial com que são tratadas as determinações técnicas urbanísticas consolidadas nos PDDUs. É urgente uma lei de responsabilidade urbanística nos moldes da lei de responsabilidade fiscal com previsão de punição severa, como a perda da elegibilidade para os prefeitos complacentes com a expansão das ocupações em área de risco, conforme proposta em discussão no âmbito do Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Condenados à Civilização, ou progredimos nela ou morreremos todos. E o pior já está acontecendo.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

URBANISMO E REPÚBLICA

Morro da Boa Esperança após deslizamento (Imagem:Cidade de Niterói)
José Antonio Lemos dos Santos
     8 de novembro passado, Dia Mundial do Urbanismo e antevéspera de mais uma tragédia urbana anunciada e evitável, 8 anos após o drama do Morro do Bumba com quase 50 mortos. De novo na mesma Niterói, uma das cidades brasileiras mais desenvolvidas, mas que desde 2010 não conseguiu concluir o levantamento de suas áreas de risco. 8 de novembro, início de uma semana que poderia ser encerrada no dia 15 de forma menos melancólica com o 129º aniversário da Proclamação da República. Contudo, na madrugada do dia 10 depois da festinha pelos 3 anos de Arhur, a grande pedra que pairava a anos sobre a cabeça de todos e à vista de todos, rolou no Morro da Boa Esperança soterrando um conjunto de casas matando 15 pessoas, entre elas o pequeno aniversariante e sua irmãzinha Nicole de 8 meses.   
    Comemorar Urbanismo e República no Brasil só se for para lembrar a enorme defasagem civilizatória do país, onde Urbanismo e República não passam de figuras de retórica. Civilização e cidade são irmãs xipófagas inseparáveis em que uma não pode viver sem a outra, e a cidade é o maior e melhor exemplo de uma “res-publica”, do bem comum, sentido maior do conceito republicano. Nada mais incompatível com o urbano do que a barbárie da prevalência de interesses pessoais, partidários ou grupais sobre aqueles princípios civilizatórios vitoriosos em quase todo o mundo da vida colaborativa em um espaço comum, a cidade, que deve funcionar para todos ou não funciona.
     As cidades são objetos artificiais dinâmicos, construídos e em constante construção e reconstrução pelo homem. Entre nós cabe às prefeituras a coordenação dessa obra imensa e contínua, bem como organizar e garantir seu funcionamento seguro, confortável, sustentável e, sobretudo, justo. Como objeto construído, a cidade tem uma dimensão técnica que lhe é inalienável. Ademais, ela é um objeto que tem múltiplos donos, os cidadãos, todos com direitos sobre ela, o que lhe acrescenta outra dimensão, a política, também inalienável. Estas duas dimensões, a técnica e a política têm que funcionar juntas.
     Ocorre que as cidades brasileiras foram dominadas pela política que marginalizou aos poucos até praticamente suprimir a participação técnica em seus processos de gestão. Sem a técnica, a política virou politicagem a qual só interessa ganhar as eleições a cada 2 anos. Salvo umas 5 ou 6, as cidades brasileiras transformaram-se em grandes butins eleitorais a serem exploradas conforme interesses menores. As leis e normas que seriam de execução obrigatória passam a ser tratadas como prerrogativas e aplicadas ou não de acordo com o custo/benefício em número de votos. A ciência do Urbanismo fica de fora pois estorva a liberdade das autoridades na exploração do rico butim e o planejamento urbano vira uma obrigação legal de “ter”, mas não de “fazer”. Daí a falta de estruturas técnicas especializadas nas prefeituras e a não aplicação das leis e outras normas urbanísticas, como as “áreas de risco”, em uma das quais deixaram ficar a casa do Arthur, crime no mínimo de negligência urbanística. Porém, o Urbanismo fica fora até das comissões de apuração das responsabilidades.
     Não foi a chuva, a pedra ou o morro que matou Arthur, sua irmã e vizinhos, mas nossa irresponsabilidade pública. A pedra que pairava sobre aquele brasileirinho, paira também sobre a cabeça de cada um de nós. Sabemos que a qualquer momento ela vai despencar, não só nas áreas de risco, mas nas obras malfeitas, no trânsito bagunçado, na poluição, na infeliz novidade do lixo aéreo, nas inundações como a de Belo Horizonte no dia da República matando 5 pessoas, e em todas as arapucas que a barbárie nacional consegue agregar à nossa vida urbana. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

JOAQUIM MURTINHO

José Antonio Lemos dos Santos


     A cidade é um centro de produção, mas sua produção vai além da economia, extrapola os bens e serviços e seu principal produto é a sua gente. A qualidade de seu povo é a melhor medida do sucesso de uma cidade. Já foi assim e devia continuar sendo. As cidades devem lembrar seus vultos como exemplos para reproduzi-los em todas as áreas do desenvolvimento humano. Nos meus tempos de escola primária, do “grupo” escolar, estudávamos suas vidas aprendendo a respeitá-los, e através deles aprendemos a respeitar ainda mais nossa gente.
     Amanhã, 7 de dezembro, devíamos lembrar Joaquim Murtinho, nascido em Cuiabá em 1848. Foi engenheiro civil e médico homeopata, professor da Escola Politécnica, Deputado Federal, Senador, Ministro da Viação e da Fazenda. Para Rubens de Mendonça, foi o maior estadista e financista brasileiro no período republicano. Alguns hoje só o conhecem como nome de escolas ou ruas, aqui, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande, ou ainda como nome de cidades em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Seu prestígio era tal que certa vez Dom Pedro II, Imperador do Brasil, tido como um dos governantes brasileiros mais cultos, assistindo a uma palestra dele sobre homeopatia, quis questioná-lo, recebendo em troca a sugestão de que quando "tivesse ímpetos de assistir a uma defesa de tese que Sua Majestade não entenda, deixe-se ficar em casa e leia uma página de Spencer".
     Mudaram os tempos e mudaram muito as relações de respeito entre a autoridade política e a autoridade técnica. Hoje qualquer político ou preposto de quinto escalão ou menos acha que pode desprezar o especialista enquanto ele próprio propõe sobre questões técnicas que não entende, como a preparação de nossas cidades para a Copa. Depois quer que o especialista se responsabilize tecnicamente pelas decisões, chegando até a forçar mudanças de pareceres em função dos interesses da hora. Imagine se não fosse a República e tivéssemos imperadores. Felizmente, os bons técnicos, como Murtinho, ainda insistem em existir, convictos da importância de sua responsabilidade social como portadores do conhecimento científico e do domínio tecnológico.
     Pioneiro da homeopatia no Brasil foi, porém, como Ministro da Fazenda que Murtinho ficou na história. Lembro Joelmir Betting em artigo de 1984 na Folha de São Paulo: “O saneamento da moeda nacional começou com a presença mágica do ministro Joaquim Murtinho (a partir de 1899). Murtinho só não é apostila nas escolas de economia do mundo ocidental porque nasceu no Brasil, teorizou no Brasil, e não em algum reduto da aristocracia acadêmica nos dois lados do Atlântico Norte.”
     Diz mais: “Mal empossado no cargo de chanceler do Tesouro, que ele chamava de “monarca dos entulhos”, Joaquim Murtinho disparou um vigoroso “pacote” econômico, politicamente atrevido: a palavra de ordem era a de acabar, em rito sumário, com a especulação financeira do setor bancário”, e segue, “Murtinho entendia que o Brasil da virada do século não podia tolerar uma economia meramente escritural, era preciso promover o refluxo da poupança nacional do mercado de papéis e de divisas para o mercado de produtos e de serviços.” A inflação foi quase a zero gerando o “pânico bancário” de 1900, com o sistema financeiro “experimentando uma quebradeira em cascata”, diz Betting.
     Aprendi com meu pai, que foi bancário orgulhoso em sê-lo, a reconhecer o valor dos bancos, mas, amargando seus juros, suas portas giratórias, e o número crescente de taxas exorbitantes, concluo esta homenagem ainda com Betting: “O “czar” Murtinho lavou as mãos enluvadas: que se quebrem todas as casas bancárias, desde que se salvem todas as fábricas, empórios e fazendas...”. Dá para esquecer?
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 06/12/2011)

sábado, 24 de setembro de 2011

AS OBRAS DE BH PARA 2014

As obras de BH para 2014
TRANSPORTE RÁPIDO POR ÔNIBUS - BRT

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O que é BRT ?

O Bus Rapid Transit (BRT) ou Transporte Rápido por ônibus é o sistema de
transporte por ônibus, eficiente, de alta capacidade e alta qualidade, operado de
forma semelhante ao metrô, capaz de atender os usuários com rapidez e conforto.
É uma combinação de infraestrutura viária, veículos, operação, sistemas de controle
e informação ao usuário, para oferecer ao cidadão um serviço de transporte público
de qualidade.

Atualmente um sistema de transporte público que vem sendo implantado, com sucesso, em
todo o mundo: Bogotá (Transmilênio), Santiago (Transantiago), México (Metrobus),
Johanesburgo (Reya Vaia), em várias cidades da China, inclusive Pequim, Europa,
Estados Unidos e Canadá.

Onde será implantado ?

Em corredores que apresentam uma grande demanda pelo transporte público na cidade:
* Corredor Antônio Carlos - Pedro I, com cerca de 16 km;
* Corredor Cristiano Machado, com cerca de 5 km;
* Corredor Pedro II – Av. Carlos Luz ,,com cerca de 12 km;
* Em vias de Área Central, com cerca de 5km.

Quando serão implantados?

Até meados de 2012 esses corredores deverão estar operando:
Corredor Cristiano Machado – janeiro de 2012;
Corredor Pedro II – Carlos Luz – junho 2012;
Corredor Antônio Carlos – Pedro I – agosto 2012.

Qual o investimento do poder público?

Corredor Antônio Carlos – Pedro I – 688 milhões de reais;
Corredor Pedro II – Carlos Luz - 231 milhões de reais;
Corredor Cristiano Machado – 51 milhões de reais;
Tratamento da Área Central – 56 milhões de reais.

Embarque/Desembarque

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28/06/2011


CENTRO DE CONVENÇÕES DA PRAÇA DA ESTAÇÃO

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A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, apresentou o projeto para
um novo local de eventos na capital. O espaço de 6,9 mil metros quadrados está
localizado entre a Praça da Estação e o Viaduto da Floresta e será o primeiro
equipamento público, dessa natureza, com capacidade para
receber até 20 mil pessoas, 10 mil em área coberta e 10 mil em área externa.

“A Prefeitura de Belo Horizonte trabalha para a solução da carência de infraestrutura
de espaço para eventos de grande porte, preservando a identidade da cidade. Hoje
nós temos poucos espaços privados ou alguns do governo do estado”, afirma o
presidente da Belotur, Júlio Pires.

A intervenção contempla a construção de um espaço que valoriza a paisagem urbana
da Praça da Estação, dentro da proposta de tratamento urbanístico do Boulevard
Arrudas. O investimento previsto é de R$10 milhões e o prazo de execução da obra
pode variar de 12 a 18 meses a partir do processo licitatório.

“O projeto que estamos trabalhando é um conjunto de ações que envolvem arquitetura,
financiamento e gestão. Essas três partes do projeto serão trabalhadas simultaneamente
para que, após a conclusão do projeto executivo, essas questões estejam todas
equacionadas”, analisa Júlio Pires.

HOTEL 5 ESTRELAS NO CENTRO DA CIDADE
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Maior elefante branco de Belo Horizonte, enfim o inacabado arranha-céu de 32 andares
que começou a ser erguido, no início da década de 1980, na esquina da Rua Rio de Janeiro
com Avenida do Contorno, no Centro, será transformado num luxuoso hotel. O imponente
prédio, com 44 mil metros quadrados de área construída, receberá aporte de R$ 220
milhões para ser repaginado e inaugurado, em julho de 2012, com o batismo de Ramada
Plaza Boulevard. O empreendimento terá 336 apartamentos e vai gerar 370 empregos
diretos. Este é o maior investimento, no Brasil, previsto, para os próximos três anos, pelo
grupo norte-americano Wyndham, dono da marca Ramada e líder mundial do setor em
número de hotéis, com mais de 7 mil endereços nos cinco continentes.

A famosa bandeira do grupo internacional estreou no Brasil, terça-feira, com a inauguração
do Ramada Airport Lagoa Santa, na cidade homônima da Região Metropolitana de BH.
O prédio, de 140 quartos, recebeu investimento de R$ 38,5 milhões e será administrado
pela Vert Hotéis, especialista em reforma, decoração e administração de empresas deste
mercado. De olho na Copa do Mundo de 2014
e no bom desempenho da economia doméstica, o Wyndham e a Vert fecharam parceria
para investir, em conjunto, de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão nos próximos três anos. A
cifra será usada para erguer outros 13 hotéis no país, sendo sete em Belo Horizonte.

O empreendimento mais caro será o do espigão inacabado da Rio de Janeiro com a
Contorno. Apesar de carregar o rótulo de maior elefante branco da capital, o arranha-céu,
que conta com um imponente
heliponto e foi erguido para abrigar um hotel, o Beira Rio Palace, sempre foi cobiçado
por grandes investidores, pois, além de boa parte da estrutura ter sido concluída ainda na
década de 1980, sua localização é considerada privilegiada. Mas o edifício tem outro
atrativo de peso para o setor hoteleiro: uma área de 5 mil metros quadrados que pode ser
usada para eventos. “Não há outro hotel em BH com este espaço. Atende uma demanda
que já existe”, justificou Amilcar Mielmiczuk, diretor de Desenvolvimento da Vert.
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Outro interesse do Wyndham e da Vert no antigo prédio do Beira Rio é a missão de
transformar a reforma numa espécie de cartão de visita para a expansão dos negócios
das duas empresas em outras capitais do Brasil. “Será uma grande vitrine. O edifício,
marco da feiura, vai ser o símbolo da renovação da região”, profetiza Mielmiczuk,
acrescentando que, além dos 336 apartamentos e da área de 5 mil metros quadrados, o
Ramada Plaza Boulevard contará com três restaurantes e igual número de andares para
escritórios.
Por enquanto, o inacabado espigão abriga apenas um estacionamento particular, que deverá
ser desativado. Os R$ 220 milhões que serão investidos pelo grupo americano incluem a
compra do imóvel, segundo informou, Mielmiczuk, que participou do almoço de
inauguração do Ramada Airport Lagoa Santa.

O projeto originário do edifício previa a construção de um hotel, que seria batizado de
Beira Rio em alusão ao Ribeirão Arrudas – parte do leito foi coberto, em 2008, pelo
famoso bulevar da capital. O hotel que jamais foi inaugurado tinha um projeto arrojado
para a época, cujo destaque era a fama de ser o único da capital com heliponto. Até
então, o Othon Palace, inaugurado, no fim da década de 1970, na Avenida Afonso Pena,
era visto como o único concorrente de peso na capital.
Mas, poucos anos depois de começar o Beira Rio começar a ser erguido, o recurso secou.
O espigão entrou no ostracismo: a fachada começou a ser sujada por pichadores e o interior,
invadido pela poeira.
Em 2006, o poder público ventilou a possibilidade de transformá-lo, em parceria com a
iniciativa privada, num prédio residencial, mas os herdeiros do empresário que começou
a construí-lo declinaram da proposta por avaliarem que teriam baixa margem de lucro.

CENTRO DE CONVENÇÕES AO LADO DO MINAS SHOPPING
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A infraestrutura que será montada para o Mundial de 2014 ajudará Belo Horizonte a
se consolidar no cenário do turismo internacional de negócios.
Até o início do campeonato, a capital de Minas Gerais deve ganhar um novo centro de
convenções – o Centro de Convenções de Belo Horizonte –
e um hotel padrão cinco estrelas, que serão construídos no bairro União, em um terreno
público naav. Cristiano Machado, ao lado do Minas Shopping, na região Nordeste
da cidade.

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Atualmente, Minas Gerais conta com um dos mais modernos centros de eventos do país
– o Expominas –, que possui 72 mil metros quadrados de área construída e um projeto de
arquitetura futurista, assinado pelo arquiteto Gustavo Penna.
O Centro de Convenções de Belo Horizonte será construído juntamente com um hotel
padrão cinco estrelas, em um terreno de 31 mil metros quadrados. O projeto prevê o
seguinte conjunto de edificações:

Centro de convenções

Composto de dois setores/edificações: O setor de convenções, destinado à realização de
congressos e eventos com área em torno de 8 mil metros quadrados, com previsão de
configuração flexível que permita eventos simultâneos; e o setor multiuso, com espaço
estimado em 7,9 mil metros quadrados, de funcionamento independente, mas
com possibilidade de integração com o setor de convenções.

Hotel

Composto por 300 unidades habitacionais, que deverá incluir em seu programa lobby,
restaurantes, businness center e espaços funcionais compatíveis com os padrões
internacionais de hotelaria. Com relação à acessibilidade, o projeto deve obedecer à
Legislação Local e às normas do “The Americans with Disabilities”. O Hotel deverá
possuir acesso de público independente, mas fornecer acesso confortável ao
Centro de Convenções.

Áreas Comuns

Estacionamento para 1.817 vagas; sistema viário e urbanização dos acessos de pedestres,
veículos leves, ônibus e veículos de carga; e áreas verdes.

HOTEL DE LUXO NA PRAÇA DA LIBERDADE
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Mais do que simplesmente um hotel de luxo um marco na hotelaria de Belo Horizonte
e a inauguração de um novo padrão de serviços na capital mineira, que se prepara para
receber a Copa do Mundo em 2014. Cinco estrelas, com serviços e atrativos
diferenciados, o empreendimento se destaca pela localização privilegiada: a praça da
Liberdade, no antigo prédio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de
Minas Gerais (Ipsemg). Diferenciadas também serão as características do hotel,
que irão preservar a arquitetura do prédio e se integrarão ao circuito turístico e cultural
da praça da Liberdade.
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O prédio do Ipsemg foi desocupado no início deste ano, com a mudança para a Cidade
Administrativa.
O edifício ocupa área de 12 mil m2 e tem 11 pavimentos. O subsecretário salienta que o
valor comercial do empreendimento será acentuado pela possibilidade de construção de
uma torre de onze andares atrás do prédio principal, também aprovada pela área de
patrimônio. Esse diferencial, ressalta, já se beneficia das alterações na Lei de Uso e
Ocupação do Solo, recentemente aprovada pelaprefeitura de Belo Horizonte, que
estimula a viabilização de empreendimentos hoteleiros na cidade.
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O empreendimento contará com design de alto nível e variados serviços. Galeria de
arte, auditórios, uma grande terraza no sexto andar com uso para evento, dois cafés
e um restaurante abertos à população, estão entre os atrativos, que combinam com
outro fator de peso na elaboração do edital: a interação com a sociedade. A iniciativa
tem como objetivo, ainda, contribuir para   revitalização da área central de Belo Horizonte.
27/06/2011


A NOVA CATEDRAL DE BH

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Duas colunas simbolizando os mistérios de Deus. Ou um barco com velas içadas pronto
para ancorar na Região Norte da capital e, apartir desse porto, navegar em águas de
paz, esperança e promoção social. O projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, de 103 anos,
para a nova catedral da Arquidiocese de Belo Horizonte, já batizada de Cristo Rei, e
publicado hoje com exclusividade pelo Estado de Minas,permite várias leituras, mas traz
de concreto um compromisso: pôr em prática um sonho dos católicos desde a época de
dom Antônio dos Santos Cabral, o dom Cabral (1884-1967), primeiro chefe da Cúria
de BH. No próximo sábado, às 14h30, durantemissa festiva no ginásio
do Mineirinho, na Pampulha, o arcebispo metropolitano dom Walmor Oliveira de
Azevedo fará o lançamentooficial do projeto da construção, que terá capacidade para 5 mil
pessoas sentadas.

O arcebispo Dom Walmor está entusiasmado com a nova catedral metropolitana, que
substituirá a de Nossa Senhora da Boa Viagem,no Centro da cidade, e vai ocupar
22 mil metros quadrados no Bairro Juliana, em frente à Estação BHBus/Metrô
Vilarinho, naAvenida Cristiano Machado, sobre a referida estação está em construção
o Shopping Estação BH.
“A barca é a metáfora daIgreja na teologia antiga. Não queremos construir um elefante
branco, mas dar o sentido mais genuíno à palavra catedral, que é o lugar onde o bispo
exerce a missão de governar, ensinar e santificar. Além de um centro de espiritualidade,
da mística, das celebrações e confraternização,
pensamos na Catedral Cristo Rei como polo de educação e cultura.”
Num depoimento à arquidiocese,Niemeyer escreveu: “Estou certo de que esse templo
será o lugar mais visitado de Belo Horizonte e de Minas Gerais”.
O arcebispo enxerga ainda nas linhas criadas pelo arquiteto para a catedral metropolitana
o maior de todos os mistérios de Deus – a encarnação do verbo. “Deus, por amor, assume
a condição humana. São duas colunas arredondadas, uma delas gentil e generosamente se
inclina sobre o conjunto, sustentando-o, erguida com leveza sublime do chão.” Outra visão
seria de mãos postas, sinal reconhecido universalmente como gesto e atitude de prece.
Niemeyer concebeu para a construção de 40 mil metros quadrados duas colunascom
100 metros de altura sobre um espelho d’água, campanário de 40 metros de altura, com
sete sinos, e uma cruz de 20 metros, nacor branca. Na base de todos os monumentos,
haverá uma praça para receber de 15 mil a 20 mil pessoas.

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Contribuição Fundamental
GALERIA DA GRATIDÃO
Espaço especial para inscrever as contribuições para a construção da Catedral
Cristo Rei, Aqui estarão eternizados no tempo, iluminando os dias vindouros, os nomes
de grandes e corajosos apoiadores, inteligentes na compreensão do presente que Belo
Horizonte, a Região Metropolitana, Minas Gerais mereceu.
Seu nome! O nome da sua empresa! Sua família! Gratidão para sempre. Graças e
Bênção de Deus...
LIVRO DE OURO
Na entrada da Catedral Cristo Rei um equipamento digital , batizado de "Livro de Ouro",
trará o nome de cada um que se dispuser a entregar um pouco daquilo que tem para
edificar esta obra, que visa exclusivamente levar a Palavra de Deus cada vez mais a um
número maior de pessoas, consolidando-se como centro de irradiação da fé e serviços
à vida, à cultura e à educação.

Aquele que apoiar financeiramente esta obra poderá, com um simples toque, consultar
o livro, em qualquer tempo, e localizar o próprio nome relembrando assim os bons motivos
que o levaram a se tornar parceiro da Igreja neste projeto, bem como o retorno recebido
por meio da grande contribuição espiritual e social que a Catedral Cristo Rei dará a toda
população de Belo Horizonte, de Minas e de todo o Brasil.
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Faça parte desta obra! (31) 3209 3559

O GIGANTE DA PAMPULHA - MINEIRÃO
http://obrasbh.zip.net/images/mineirao.png

Desde que Belo Horizonte foi anunciada como uma das doze cidades-sede brasileiras
para a Copa do Mundo de 2014, o poder público de Belo Horizonte, tem realizado
estudos para avaliar as características do evento, alinhando necessidades e demandas
da Federação Internacional de Futebol (Fifa) à disponibilidade de recursos e à
realidade locais.
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O palco principal do futebol mineiro é o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais
conhecido como Mineirão. O estádio passa por modificações para atender à extensa
lista de requisitos e encargos exigidos pela Fifa. São necessárias obras para melhorar
o acesso ao estádio, que fica localizado na região da Pampulha, ampliar o sistema
de segurança e as condições de visibilidade do gramado, modernizar vestiários,
banheiros, assentos, estacionamentos e áreas comuns de circulação, aumentar a
qualidade de serviços e produtos, entre outras modificações.
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O projeto arquitetônico do novo estádio, que conta com uma esplanada com cerca
de 70 mil metros quadrados, é uma espécie de convite à prática esportiva, ao lazer
e às atividades culturais. O futuro Mineirão será um equipamento integrado ao acervo
da Pampulha, cartão postal e patrimônio histórico de Belo Horizonte.
O projeto de modernização do Mineirão também apresenta alternativas para assegurar
a utilização racional de recursos naturais. Um dos exemplosé a reutilização da água da
chuva. O projeto prevê a implantação de um sistema de captação de água de chuva
com a capacidade de armazenamento de 6.270 m³ (6.270.000 litros). Esse volume
seria suficiente, por exemplo, para suprir a necessidade de consumo de água do Mineirão,
antes do fechamento (o consumo médio mensal era de 4.400 m³ ao mês,
considerando-se sete jogos no período, o funcionamento administrativo e o atendimento
a visitantes).
Outro bom exemplo é a produção de energia por meio de células fotovoltaicas. Essas
células são dispositivos capazes de transformar a energia luminosa, proveniente do Sol sol
ou de outra fonte de luz, em energia elétrica. Estudo desenvolvido pela Cemig
aponta para a possibilidade de instalar no Mineirão um sistema com capacidade de
aproximadamente um megawatt.
A geração de energia, que depende da luz solar, equivalerá à alimentação de 700
residências de médio porte.