"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

O PROBLEMA DAS PROPORCIONAIS

 

                                                              Charge: professor José Maria

José Antonio Lemos dos Santos

     À beira das eleições de 2022 ainda discutimos as urnas eletrônicas como escrutinadora confiável da vontade do eleitorado. Pena que tais discussões se restrinjam às eleições majoritárias, já que o Brasil usa também eleições proporcionais. Nestas a escolha do candidato se dá em listas, sendo eleitos os mais votados nelas, porém de acordo com o Quociente Eleitoral (QE), que é o número mínimo de votos correspondente a cada vaga em disputa. Ou seja, o voto não é direto e o eleitor pode votar em um candidato e eleger outro, situação muito repetida em cada pleito a ponto de comprometer a representatividade dessas eleições, como pretendo mostrar com base nas eleições de 2018 para deputados estaduais e federais em Mato Grosso.

     Naquelas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar e o QE foi de 185.158 votos para federal e 63.138 para estadual. Deste total de eleitores, 571.047 e 555.860 votaram nos candidatos que foram eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, naquelas eleições proporcionais menos de 1 em cada 4 dos eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu o candidato em quem votou.  Ao contrário, daquele mesmo total de eleitores, 800.033 e 841.164 votaram em candidatos que não foram eleitos para federal ou estadual. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos tiveram em seu conjunto muito mais votos diretamente neles do que os eleitos. Sem contar a maior parte, os 958.294 e os 932.350 que nem foram votar, nem para federal nem para estadual.  

     Mas os votos nas proporcionais nunca são perdidos. Mesmo que o eleitor não saiba, seu voto aparentemente “perdido”, vai se somar aos dos eleitos para determinar o número de vezes que a agremiação atingirá o QE, o que dará o número dos eleitos pela agremiação. Daí que um candidato menos votado poderá ser eleito com votos dados a outros, ou seja, o eleitor pode votar em um e eleger outro.

      Assim são as proporcionais aqui e nos países de democracia mais avançada. E elas são necessárias. A grande diferença no Brasil é a maioria de eleitores que indiretamente elegem candidatos sem saber quem, e são decisivos no pleito. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal com 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o QE, sem os quais não seria eleito. Já o menos votado teve 49.912 votos e precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. O estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos de companheiros não eleitos, enquanto o menos votado, que teve 11.374 votos, precisou de mais 51.764 votos dos seus aliados derrotados para conseguir sua eleição. Só neste último caso mais de 50 mil eleitores ficaram sem saber quem elegeu. Qual a representatividade disso?

     O problema é que no Brasil as regras das proporcionais e as listas dos candidatos por partido ou coligação, agora federação, não são dadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos desconhecendo seus componentes. Essa maioria de eleitores que não elege diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quem, zerando a representatividade das proporcionais pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar. Algo me sugere que isso tem a ver com a longevidade nos cargos de muitos caciques partidários, os que organizam as listas partidárias. Agora o TSE está divulgando em seu site o nome dos candidatos às eleições de outubro, porém por ordem alfabética. Por que não divulgar organizados por partido ou federação? Só esta simples providência já ajudaria grande parte dos eleitores a escolher em quem votar e ao mesmo tempo saber quem poderá ser eleito com seu voto, sem ser mais enganado. Por que não? Por hora resta ao eleitor tentar decifrar e montar suas próprias listas.


terça-feira, 24 de maio de 2022

O BOM, O MAU E O ELEITO

Charge: prof. José Maria

José Antonio Lemos dos Santos

     Desde que me entendo por gente o eleitor brasileiro comum se importa mais com o Poder Executivo deixando em segundo plano o Legislativo e, por consequência, suas eleições. Entretanto de algum tempo para cá tem crescido a consciência da importância do Poder Legislativo para a gestão pública, para o bem ou para o mal, em todos os seus âmbitos, municipal, estadual e federal. Junto a essa conscientização surgem na Internet ferramentas de ajuda ao eleitor para a identificação dos melhores e piores integrantes dos legislativos, utilizando critérios tais como presença e participação nas sessões, número de projetos apresentados, influência entre os pares, gastos com verbas de gabinete etc. Sem dúvida ótimas iniciativas que buscam melhoria na qualidade da composição das Casas de Leis através do auxílio ao eleitor na definição de seu voto.

     Tais ferramentas são úteis em especial para a escolha dos candidatos ao Senado que se dá por eleição majoritária, aquela em que são eleitos os mais votados, como nas eleições para o Executivo. Nestas, o perigo está nos suplentes. Entretanto, para as demais casas legislativas (Câmaras municipais, estaduais, distrital e federal) não basta identificar os melhores e os piores, pois suas composições são definidas em eleições proporcionais nas quais as cadeiras são distribuídas de acordo com o total de votos dados aos partidos ou federações através de seus candidatos. Assim, seu voto será somado aos votos da lista de candidatos do partido ou federação de seu escolhido, e este total definirá o número de cadeiras conquistadas pelo partido ou federação, conforme o Quociente Eleitoral (QE), que é o número mínimo de votos correspondente a cada cadeira em disputa, que serão ocupadas pelos mais votados das listas que atingirem o QE.

     Em suma, você pode votar em um candidato e eleger outro. Por isso não basta identificar os bons e os maus. Bons e maus podem estar misturados em uma mesma lista e aí mora o perigo, pois os candidatos são escolhidos pelos líderes dos partidos ou federações de tal forma que os mais votados sejam sempre eles próprios ou seus prepostos, garantindo-lhes as cadeiras quantas vezes quiser, eleitos com votos de todos, inclusive dos candidatos que escolhemos. Ao eleitor sobrará a pecha de não saber votar e ainda a conta para pagar.

     Além de conhecer os bons e os maus, é fundamental saber em quais listas eles estão metidos, pois o seu bom candidato pode estar numa destas listas apenas para somar votos para a legenda atingir o QE e dar as cadeiras aos mais votados nas listas habilmente montadas pelos caciques partidários visando seus interesses. Assim são mantidos no poder aqueles de sempre. E a culpa cai sempre sobre o eleitor. Por sorte, a eficácia desta artimanha não é total pois sempre “escapa” alguma renovação e bons candidatos também são (re)eleitos.

     A saída, além de conhecer a qualidade dos candidatos é preciso aguardar os TSE’s divulgarem a lista dos candidatos nas proporcionais. Se esta já vier organizada por partidos ou federações, melhor. Se não, será preciso montá-las para identificar em quais delas estão os bons e os maus candidatos, avaliando suas possibilidades alcançarem o QE, bem como de seus bons candidatos terem mais votos que os maus, estando na mesma lista. Uma avaliação estritamente pessoal, que deve se basear em fontes diversas, desde conversas e discussões entre amigos e parentes, até o noticiário e a opinião de especialistas em todas as mídias. Se seu candidato tiver chance, não se limite a dar o seu voto, mas também ajude sua campanha como puder, para depois exercer o direito da cobrar um bom exercício do mandato.



segunda-feira, 16 de maio de 2022

PROPORCIONAIS E REPRESENTATIVIDADE

 José Antonio Lemos dos Santos  

     Em artigo recente lembrei que nas eleições proporcionais você pode votar em um candidato e eleger outro. Neste artigo tentarei mostrar que estes desvios de intenções não são poucos e comprometem em muito a representatividade das eleições. Uso por base os dados das eleições de 2018 para deputados estaduais e federais em Mato Grosso.

     Naquelas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar. Destes, 571.047 e 555.860 votaram nos candidatos eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, naquelas eleições proporcionais menos de 1 em cada 4 dos eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu o candidato em quem votou. 

     Ao contrário, daqueles mesmos 2.329.374 eleitores, 800.033 e 841.164 votaram nos candidatos não eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos tiveram em seu conjunto muito mais votos diretamente neles que os eleitos. Mas se você foi um dos que não elegeu seu candidato, não deve ter ficado aborrecido pois os votos nas proporcionais nunca são perdidos. Mesmo sem saber, você ajudou os eleitos a completar os votos necessários à conquista de suas cadeiras, número dado pelo Quociente Eleitoral, no caso 185.158 para federal e 63.138 para estadual.

      Nenhum demérito aos eleitos, afinal assim são as proporcionais aqui e nos países de democracia mais avançada. O grande problema fica com esta maioria de eleitores que indiretamente elegeu candidatos sem saber quem são, e foram decisivos nela. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal que teve 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o Quociente Eleitoral, sem os quais não seria eleito. Para se ter uma ideia, para esta complementação o mais votado precisou de mais votos de seus correligionários derrotados do que os 49.912 votos obtidos pelo federal eleito menos votado, o qual, por sua vez precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. As proporcionais são assim, por isso a Justiça Eleitoral decidiu que nelas as cadeiras pertencem aos partidos e não aos candidatos. Porém mesmo assim podem mudar de partido, levando com eles os votos dados a outros que foram companheiros de chapa na eleição. Incompreensível! Mas essa é outra história.

     Já o estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos dados a seus companheiros derrotados. Mais que os 11.374 votos obtidos pelo estadual eleito menos votado. O qual por sua vez precisou de recorrer a 51.764 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados. Quase 5 vezes os votos dirigidos diretamente a ele. E mesmo assim pode mudar de partido.

     Sem demérito aos eleitos, assim são as proporcionais. O problema é que no Brasil suas regras e as listas dos candidatos por partido ou coligação, agora federação, não são facilitadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos desconhecendo seus componentes. Assim, essa maioria de eleitores que não elegeu diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quais poderiam ser, muitas vezes um que abomina, zerando a representatividade das proporcionais pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar e ainda paga a conta. Por isso, para definir seu voto nas proporcionais é importante aguardar os TRE’s divulgarem oficialmente os candidatos, de preferência listados por partido ou federação.


segunda-feira, 27 de julho de 2020

PARA ONDE FOI SEU VOTO?


José Antonio Lemos dos Santos
     Na eleição de 2016 que definiu a atual composição da Câmara Municipal de Cuiabá, dos 283.121 votos válidos dados aos candidatos apenas 86.885 foram diretamente nos eleitos, menos de 1 (31%) em cada 3 votos! Ou seja, 86.885 eleitores votaram nos eleitos e 196.236 eleitores votaram em outros candidatos. Considerado todo o eleitorado de Cuiabá na época com 415.098 eleitores a situação foi pior pois de cada 5 eleitores cuiabanos apenas 1 (21%) votou nos eleitos, ou seja, um total de 328.213 (79%) escolheu faltar as eleições, anular seu voto, votar em branco ou em outros candidatos, não nos eleitos. Se fosse futebol, os eleitos na verdade teriam sido goleados por 5 x 1!
     É injusto dizer que o brasileiro não sabe votar, ao menos nas condições atuais em que se realizam as eleições proporcionais, e neste ano de novo temos eleições para vereadores. Importantes, elas definem a base do quadro político nacional, a sustentação dos caciques que os apadrinham. Nos resultados das últimas eleições é nítido que o eleitor tem evitado os maus políticos. Falta-lhe, entretanto, conhecer o cerne das eleições proporcionais: as listas dos candidatos por partido.
     Por querer ou não, estas listas no Brasil não são facilitadas ao conhecimento do eleitor e nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido. Ao escolher um candidato, seu voto é contado primeiro para a lista ou “chapa” do partido do candidato escolhido, definindo o número de cadeiras que este partido terá com base no quociente eleitoral, que é o quanto “custa” em número de votos cada cadeira nos legislativos. Os mais votados de cada lista são os eleitos para ocupá-las. Só aqui é contado o voto no candidato. Ao escolher um candidato, sem saber escolhe uma lista cuja composição ignora, e assim em sua maioria elege outro. Trágico, o quociente eleitoral da eleição passada foi 11.939 votos e o candidato mais votado teve 5.620 votos, o menos, 1.938. Em suma, todos usaram de votos dados a outros candidatos para se elegerem, o que, quase certo foi o caso do seu. Quem seu voto elegeu?
     Nestas eleições não teremos as famigeradas “coligações”, o que facilitará o voto. Mesmo assim, caro eleitor, antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas pela Justiça Eleitoral e torcer para que ela te facilite as listas dos candidatos por partido, ao menos em seu site. Ou que algum partido aceite o desafio de orgulhosamente publicar sua lista de candidatos, por exemplo no verso dos “santinhos” de propaganda dos candidatos. O voto é a mais poderosa arma da cidadania, não vamos continuar a usá-lo contra nós mesmos.
     Sabemos que a regra para os candidatos é começar cedo, isto é, chegar nos eleitores antes de outros para “beber água limpa”. Em geral o assédio começa pelos familiares, amigos, colegas de trabalho ou dos bancos escolares, em resumo, aquele conjunto de pessoas supostamente formador de seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais arrancam compromissos de difícil escapatória futura, vários amarrados em respostas ditas para não desagradar. Aí mora o perigo.     
     Sem duvidar da qualidade dos eleitos e nem colocar alguma culpa neles pela situação, tem algo muito errado em nossas eleições proporcionais, e não é o eleitor. Certo que nas democracias mais avançadas não há mal no eleitor votar em um e eleger outro, a diferença é que nelas o eleitor sabe quem pode ser eleito com seu voto. Aqui não, o eleitor às cegas tenta acertar seu voto em uma lista oculta, habilmente montada pelos caciques para se perpetuarem no poder. Além de enganado, o eleitor paga a conta e nem pode cobrar do eleito pois a maioria não sabe quem elegeu. E ainda leva a culpa.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PROPORCIONAIS, NÚMEROS E REPRESENTATIVIDADE

Charge prof. José Maria de Andrade

José Antonio Lemos dos Santos
     Nestas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar. Destes, 571.047 e 555.860 votaram diretamente nos candidatos eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, nas eleições proporcionais deste ano menos de 1 em cada 4 do total de eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu diretamente o candidato em quem votou. Se você se encontra entre estes que viram seu candidato eleito diretamente com seu voto, parabéns, você se encontra naquele menos de um quarto dos eleitores mato-grossenses que conseguiu esse privilégio e agora, após o voto, pode continuar a cumprir seu dever cívico de acompanhar, colaborar ou cobrar, aplaudir ou criticar o desempenho de seu escolhido nos respectivos parlamentos.
     Ocorre que do total dos 2.329.374 eleitores mato-grossenses nem todos foram tão felizes já que 800.033 e 841.164 votaram nos candidatos não eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos em seu conjunto tiveram diretamente neles muito mais votos que os eleitos. Mas se você estiver entre estes não deve estar aborrecido pois sabe que os votos nas proporcionais nunca são perdidos e o seu também não foi ajudando na definição daqueles que foram eleitos ao completar os votos necessários à conquista de cada uma de suas cadeiras, número estabelecido pelo Quociente Eleitoral, que no caso foi de 185.158 e 63.138 eleitores respectivamente para federal e estadual.
      Até aqui nenhum demérito aos eleitos, afinal assim são as proporcionais nos países de democracia mais avançada. O grande problema fica com esta maioria de eleitores que indiretamente elegeu candidatos sem saber quem são, e foram decisivos nela. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal que teve 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o Quociente Eleitoral, sem o que não seria eleito. Para se ter uma ideia, para esta complementação o mais votado precisou de mais votos de seus correligionários derrotados do que os 49.912 votos obtidos pelo eleito a federal menos votado, o qual, por sua vez precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. Por essa característica a Justiça Eleitoral decidiu que nas proporcionais as cadeiras pertencem aos partidos e não aos candidatos. Mas, incrível, mesmo assim podem mudar de partido, levando com eles os votos dados a outros que foram companheiros de chapa na eleição. Sinceramente não dá para entender.
     Já o estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos dados a seus companheiros derrotados, mais que os 11.374 votos obtidos pelo estadual eleito menos votado, que por sua vez precisou de recorrer a 51.764 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados, quase 5 vezes os votos dirigidos diretamente a ele. E mesmo assim pode mudar de partido.
     Sem demérito aos eleitos, assim são as proporcionais. O grande problema, repito, é que no Brasil as listas dos candidatos por partido ou coligação não são dadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos sem saber quais são seus componentes. Assim, essa maioria de eleitores que não elegeu diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quais poderiam ser, muitas vezes um que até queria fora da vida pública, e a representatividade das proporcionais cai a zero pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar, paga a conta, o pato e ainda sofre as consequências.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

VEJA O ESTADUAL (RE)ELEITO COM SEUVOTO

Charge prof. Zé Maria

LEMBRE-SE: MESMO QUE O CANDIDATO NÃO TENHA SIDO ELEITO DIRETAMENTE COM O SEU VOTO,  FOI SEU VOTO QUE INDIRETAMENTE O ELEGEU, PORTANTO,  VOCÊ TEM TODO O DIREITO E O DEVER DE ACOMPANHÁ-LO, APLAUDI-LO OU COBRÁ-LO DURANTE SEU MANDATO. O QUOCIENTE ELEITORAL,  ISTO É O NÚMERO DE VOTOS NECESSÁRIOS PARA CONQUISTAR UMA CADEIRA FOI 63.138 VOTOS. NESTAS ELEIÇÕES NENHUM CANDIDATO ALCANÇOU O QUOCIENTE ELEITORAL.TODOS PRECISARAM DE VOTOS - E PODE TER SIDO O SEU - DE OUTROS CANDIDATOS DO PARTIDO OU COLIGAÇÃO PARA SE ELEGER. NEM POR ISSO É MENOR.



1 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "A FORÇA DA UNIÃO I" (PR, PRB, PCdoB e PT) - Nº INICIADOS PELAS DEZENAS  22, 10, 65 e 13
VOCÊ ELEGEU:          LÚDIO CABRAL (PT)    -  22.701 VOTOS
                                     VALDIR BARRANCO   (PT)  - 21.970 VOTOS
                                     VALMIR MORETTO  (PRB) -  21.261 VOTOS

PARABÉNS SE VOCÊ ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS, APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


2 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "A FORÇA DA UNIÃO II "   (PP, PODEMOS, PROS e PMN) - Nº INICIADOS PELAS DEZENAS  11, 19, 90 e 33
VOCÊ ELEGEU:          PAULO ARAÚJO (PP)  -  11.645 VOTOS
                                     JOÃO BATISTA DO SINDISPEN (PROS) - 11.374 VOTOS
                                     
PARABÉNS SE VOCÊ ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS, APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


3 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "A FORÇA DA UNIÃO II " (PTB e PV) -  Nº INICIADOS PELAS DEZENAS  14 e 43
VOCÊ ELEGEU:    FAISSAL (PV)  -  20.509 VOTOS
                               DR. GIMENEZ -  12.058 VOTOS
                                                                          
PARABÉNS SE VOCÊ ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS,  APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


4 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "FÉ E TRABALHO" (SOLIDARIEDADE, PATRIOTAS, AVANTE, PRP, DC e PRTB) -  Nº INICIADOS PELAS DEZENAS  77, 51, 70, 44, 27 e 28
VOCÊ ELEGEU:           ELIZEU NASCIMENTO (DC)  -   21.347 VOTOS 
                                      ULYSSES MORAES (DC)      -   18.721 VOTOS
                                                                          
PARABÉNS SE VOCÊ ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS, APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


5 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO " PRA MUDAR MATO GROSSO IV"  (DEM, MDB, PSD, PDT e PSC) -  Nº INICIADOS PELAS DEZENAS 25, 15, 55, 12 e 20)
VOCÊ (RE)ELEGEU:    JANAÍNA RIVA (MDB)   -   51.546 VOTOS  REELEITA  (MAIS VOTADO)
                                      NININHO (PSD)  -  37.501 VOTOS    REELEITO
                                      EDUARDO BOTELHO  (DEM)   -    33.788  VOTOS    REELEITO
                                      DILMAR DAL BOSCO (DEM)    -    28.827 VOTOS     REELEITO
                                      SEBASTIÃO MACHADO REZENDE (PSC)  -  25.683  VOTOS  REELEITO
                                      XUXU DAL MOLIN  (PSC)  - 23.764 VOTOS REELEITO
                                      JOÃO JOSÉ DE MATOS (MDB)  - 19.836 VOTOS
                                      THIAGO SILVA (MDB)  -   19.339 VOTOS
                                      PROF. ALLAN (PDT) -  18.629 VOTOS    REELEITO
                                                                          
PARABÉNS SE VOCÊ (RE) ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS (RE)ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS, APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


6 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PSDB (SEM COLIGAÇÃO)   Nº INICIADO PELA DEZENA  45
 VOCÊ (RE)ELEGEU:    GUILHERME MALUF (PSDB)  -  29.959  VOTOS   REELEITO
                                       WILSON SANTOS (PSDB)       -  14.855  VOTOS    REELEITO                                 
                                                                          
PARABÉNS SE VOCÊ REELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS REELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS, APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.


7 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PSL (SEM COLIGAÇÃO) -  Nº INICIADO PELA DEZENA  17
VOCÊ ELEGEU:          DELEGADO CLAUDINEI  -  29.988 VOTOS
                                     SILVIO FAVERO                -  12.059  VOTOS                                     
                                                                                                              
PARABÉNS SE VOCÊ ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE OS ELEITOS INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJAM TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LOS,  APLAUDI-LOS OU COBRÁ-LOS DO MESMO JEITO.

8 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "SEGUE EM FRENTE MATO GROSSO III" (PSB e  PPS) -  Nº INICIADOS PELAS DEZENAS 40 e 23
VOCÊ (RE)ELEGEU:    MAX RUSSI (PSB) -  35.042 VOTOS     REELEITO                            
                                      DR. EUGÊNIO (PSB)   -  13.458  VOTOS
                                     

PARABÉNS SE VOCÊ (RE)ELEGEU O SEU ESCOLHIDO, SE NÃO, QUE O (RE)ELEITO  INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJA TAMBÉM DE SEU AGRADO. PODE (DEVE) ACOMPANHÁ-LO,  APLAUDI-LO OU COBRÁ-LO DO MESMO JEITO.



9 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PSOL (SEM COLIGAÇÃO) -  Nº INICIADO PELA DEZENA  50
VOCÊ ELEGEU:           NINGUÉM.
                                                                          
PARABÉNS! O VOTO PROPORCIONAL NUNCA É PERDIDO, AJUDA A DEFINIR A PROPORÇÃO DAS CORRENTES IDEOLÓGICAS. ASSIM  FOI IMPORTANTE CUMPRIR O DEVER CÍVICO DO VOTO E VOCÊ TEM O MESMO DIREITO (OBRIGAÇÃO) DE ACOMPANHAR,  APLAUDIR E DE COBRAR AQUELES QUE FORAM (RE)ELEITOS.


10 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PTC (SEM COLIGAÇÃO) -  Nº INICIADO PELA DEZENA  36
VOCÊ (RE)ELEGEU:           NINGUÉM.
                                                                          
PARABÉNS! O VOTO PROPORCIONAL NUNCA É PERDIDO, AJUDA A DEFINIR A PROPORÇÃO DAS CORRENTES IDEOLÓGICAS. ASSIM  FOI IMPORTANTE CUMPRIR O DEVER CÍVICO DO VOTO E VOCÊ TEM O MESMO DIREITO (OBRIGAÇÃO) DE ACOMPANHAR,  APLAUDIR E DE COBRAR AQUELES QUE FORAM (RE)ELEITOS.


11 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DA COLIGAÇÃO "REDEFININDO MATO GROSSO" (PPL e REDE)-  Nº INICIADOS PELAS DEZENAS 54 e 18
VOCÊ (RE)ELEGEU:   NINGUÉM.
                                                                          
PARABÉNS! O VOTO PROPORCIONAL NUNCA É PERDIDO, AJUDA A DEFINIR A PROPORÇÃO DAS CORRENTES IDEOLÓGICAS. ASSIM  FOI IMPORTANTE CUMPRIR O DEVER CÍVICO DO VOTO E VOCÊ TEM O MESMO DIREITO (OBRIGAÇÃO) DE ACOMPANHAR,  APLAUDIR E DE COBRAR AQUELES QUE FORAM (RE)ELEITOS.