"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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segunda-feira, 4 de junho de 2012

A ARENA DE MINHA JANELA

Ontem assisti parcialmente a uma entrevista do Secretário da Secopa no Canal 5 daqui de Cuiabá. Muito interessante, até para conhecê-lo. Pareceu-me uma pessoa despida de estrelismo e focada na continuidade das obras. Disse que as obras da Arena Pantanal estão com melhor desempenho dentre as arenas que não disputam mais a Copa das Confederações, dando a entender que houve uma desaceleração nas obras. 
Segue para avaliação de cada um. Veja como estão as obras da Arena Pantanal vistas de minha varanda hoje dia 4 de junho de 2012:


                                                                         Foto: José Lemos


Dá para comparar com a do mês passado:



                                                                 Foto: José Lemos


E com a do início do ano (04/01/12):


                                                         Foto: José Lemos

terça-feira, 12 de julho de 2011

AVENIDA PARQUE DO BARBADO

José Antonio Lemos dos Santos

     O anúncio pela Agecopa da Avenida do Barbado entre os projetos preparatórios de Cuiabá para a Copa do Pantanal em 2014, amplia o leque de possibilidades de legados positivos da Copa para a cidade. Trata-se de um projeto nascido na segunda metade da década de 80, na primeira administração Dante de Oliveira na prefeitura de Cuiabá, cuja execução até chegou a ser iniciada por ele no trecho entre a Archimedes Lima e a então Avenida dos Trabalhadores.
     Integra o conjunto de 3 novas avenidas essenciais ao presente e futuro da cidade, inclusive na Copa. As outras são a ligação da Beira-Rio ao São Gonçalo Beira-Rio com uma nova ponte sobre o Coxipó e a ligação da Estrada da Guia ao Trevo do Lagarto, com outra ponte sobre o Cuiabá, próxima ao Sucuri. Sem elas, as intervenções projetadas nas avenidas existentes não surtirão os resultados esperados. É claro que é preciso melhorar o sistema viário atual, com correções geométricas, novas interseções, pavimentação, recapeamento, sinalizações horizontais e verticais, iluminação, e, sobretudo, calçadas novas e acerto das calçadas antigas. Mas não basta. Sem novas e bem estudadas avenidas essas intervenções podem até deixar as atuais avenidas bem bonitinhas, mas, continuarão engarrafadas, e cada vez mais.
     O projeto da Avenida do Barbado é especial para os que trabalharam em sua criação original. Integra o acervo de importantes projetos do IPDU, órgão de planejamento urbano absurdamente extinto pela atual administração municipal. Partiu de um projeto existente de canalização de córrego, com retificações e concretagem de leito, e uma pista colada de cada lado, concepção comum na época, hoje superada e mesmo condenada como crime ambiental. O então recém criado GT-PDU, núcleo que precedeu e propôs o IPDU, sugeriu ao prefeito Dante uma revisão daquele projeto em função das discussões que surgiam sobre o tratamento ambientalmente correto dos corpos d’água nos sítios urbanos, levando em conta questões como permeabilidade do solo, reposição de aqüíferos, velocidade das águas, inundações, clima e flora e fauna urbanas. O prefeito autorizou e assim buscou-se o conceito da avenida-parque, simpaticamente apelidado de “corgo-way” pela equipe.
      A ideia era conservar ao máximo o córrego em seu leito natural, com mini-estações de tratamento de esgoto e suas margens protegidas pelas vias laterais que não ficavam presas às áreas de proteção, aproximando-se em alguns casos de ocupações consolidadas, ou se afastando compensatoriamente, por exemplo, em áreas de várzeas, que funcionariam como elementos naturais de dissipação de energia, redutores da velocidade das águas em casos de transbordamento. Como resultado final a cidade ganharia um parque linear de cerca de 35 hectares ao longo de alguns bairros e uma bela avenida que prosseguiria na Tancredo Neves chegando até a Dom Orlando Chaves em Várzea Grande através de uma nova ponte, que mais tarde seria a Sérgio Mota. Atravessando a FEB chegaria à Miguel Sutil pela Ponte Nova. Ao norte a nova avenida venceria a Avenida do CPA em trincheira chegando até a Estrada da Guia. Entrou na lei de Hierarquização Viária de Cuiabá em 1999, denominada Via Estrutural Circular Norte (VECI-N) e foi recém-confirmada como prioritária pelo secretário de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá em entrevista na TV. Olhando a Grande Cuiabá em planta, o complexo de vias funcionaria como uma macro voluta viária integradora. Assim se pensava o futuro de Cuiabá e assim a nova Avenida do Barbado poderá ser um dos maiores legados da Copa, urbanística e ambientalmente correta. Tomara que aconteça.
(Publicado pelo Diário de Cuiabé em 12/07/2011)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

CUIABÁ ARSENAL E O AEROPORTO

José Antonio Lemos dos Santos


Não deixaria de homenagear o Cuiabá Arsenal, campeão brasileiro de futebol americano, título conquistado no sábado em São Paulo, superando clubes poderosos como o Corinthians e Fluminense. Certamente que para os mais afetados pela nossa crônica síndrome de capacho, essa conquista só valerá quando o nosso campeão vencer o campeão da Liga Americana, lá nos EUA. Mais uma atração esportiva que poderá fazer uso do novo Verdão, junto com nosso outro campeão nacional, o Joaninha do motociclismo, e com os nossos queridos times de futebol, masculino e feminino. O esporte é a alternativa mais natural para a juventude.
No rastro natalino das boas notícias, afinal começam a aparecer ações concretas da Infraero na preparação do Aeroporto Marechal Rondon para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Pantanal de 2014. No dia 19 de novembro foi dada ordem de serviço para a construção do módulo operacional de passageiros, o “puxadinho” emergencial que funcionará (é o que se espera) até a conclusão do terminal efetivo, e no último dia 7 foi homologado o resultado da licitação para o projeto da obra. Ótimas notícias, ainda que atrasadas no mínimo 1 ano, e refletem a mobilização da sociedade mato-grossense, em especial do trade turístico com seus fóruns e comitê, bem como da Agecopa que teve que se aproximar da Infraero e dela não pode mais se afastar.
Nesse noticiário chama especialmente atenção a nova postura do superintendente local da empresa, Sérgio Kennedy, agora entusiasmado e positivo, dizendo estar feliz “por mais esta vitória”, quando da homologação da licitação do projeto. Animado, disse ainda ser “plenamente possível” ter “Cuiabá em condições de sediar a Copa das Confederações”, e que o “aeroporto Marechal Rondon estará pronto com toda a certeza”. Esse ânimo faltava à Infraero com relação à Cuiabá e às Copas das Confederações e do Pantanal. Dava até impressão de que estava trabalhando contra, e ainda creio que realmente esteve. Agora não, parece que Cuiabá e Mato Grosso ganharam uma parceira fundamental na epopéia da Copa, pelo menos em nível da superintendência. Esse é o superintendente merecedor de apoio e aplausos. Pode ser, enfim, a aterrisagem em Mato Grosso da grande Infraero que esbanja competência por esse Brasil afora, mas que estava e ainda está devendo por aqui.
Na realidade as providências já deviam ter acontecido a tempo, independente de Copa. No caso do “puxadinho” de emergência, ou do eufemístico módulo provisório, é inaceitável a continuação do atual muquifo de desembarque. Não atenderia sequer uma demanda de 200 mil passageiros por ano, enquanto que o Marechal Rondon chegou a 181 mil passageiros só em novembro passado, com uma previsão da própria Infraero de 210 mil para dezembro. Ao mês! Isto é equivalente a um movimento anual de 2,5 milhões de passageiros por ano! Nestas condições um enorme risco, muito pior que a vergonha do mato-grossense ao receber seus visitantes na principal porta de entrada do estado. Ainda não aconteceu um acidente de graves proporções no local porque Deus é brasileiro e o Senhor Bom Jesus de Cuiabá é poderoso.
Que o sucesso do Cuiabá Arsenal motive outros esportes e os clubes de futebol locais a continuarem buscando desempenhos compatíveis com seus lugares nos corações mato-grossenses, e que o entusiasmo do superintendente contagie logo a direção nacional da Infraero. Não há espaço para mais erros e atrasos. E ainda é preciso muita vigilância da sociedade e muito trabalho da Infraero, que apenas começa. Que assim seja. Amém.
(Publicado no Diário de Cuiabá em 21/12/10)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A "CONQUISTA" DA INFRAERO

A "CONQUISTA" DA INFRAERO
José Antonio Lemos dos Santos


Tenho acompanhado diariamente o site da Infraero esperando boas notícias a respeito das obras no Aeroporto Marechal Rondon. Não tem sido tarefa agradável, pois as boas notícias restringem-se sempre ao movimento do nosso aeroporto, maior a cada mês, com mais taxas de embarque para a Infraero. Mas, infelizmente, mais dificuldades para os passageiros. Nada referente às obras devidas pela empresa. Para ser justo, no dia 5 passado apareceu notícia da abertura, dois dias antes, da licitação para o projeto da ampliação do aeroporto. Uma grande notícia, mesmo que não tenha merecido destaque específico dentre as notícias do site e ainda que um ano e meio atrasada, no mínimo. Veio escondida em uma outra encabeçada pela estranha manchete: “Infraero conquista licença prévia para obras de ampliação do Aeroporto de Cuiabá”.
O termo “conquista” ficou esquisito e se repete mais duas vezes no corpo da matéria. A impressão que passa é que a Infraero esteve lutando contra dificuldades criadas por Mato Grosso para o reinício das obras do Aeroporto Marechal Rondon, necessárias mesmo sem a Copa e paralisadas há muito tempo, só por culpa da empresa. Pela notícia parece que Mato Grosso estaria atrapalhando a empresa na realização de suas obrigações. Mas a história é clara e se alguém tem culpa nesse atraso absurdo, essa culpa é da negligência da Infraero com um problema que se arrasta desde o final da década passada. Mato Grosso não pode passar de vítima a culpado.
Segundo a empresa, a “conquista” refere-se à licença ambiental prévia para realização de obra de reforma e ampliação do aeroporto, emitida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do (sic) Mato Grosso. O que teria a ver o atraso na licitação de projeto com essa licença para obras? Por que essa licitação só sai 1 ano e meio após a definição de Cuiabá como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014? A grande manchete seria: “Infraero licita projeto para o aeroporto de Cuiabá!”. Mas com esse destaque o Brasil veria o grande atraso da empresa em relação à Copa. Misturando os dois assuntos a matéria disfarça o atraso e sugere que a empresa aguardava ansiosamente tal licença para desenvolver o projeto, e que o motivador desse atraso seria o próprio governo do estado através da Sema. A Sema precisa trazer sua versão ao público, inclusive se a falta de licença prévia para obra impediria a realização de projetos arquitetônicos pela empresa.
A insistência no caso do aeroporto é sua imprescindibilidade à realização em Cuiabá da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo em 2014. Esses dois eventos são essenciais como compensação pelo admirável esforço que a cidade e o estado estão fazendo e ainda terão que fazer pela Copa. Não basta a Copa do Pantanal, Mato Grosso não pode abrir mão da Copa das Confederações. Insisto também porque confio na determinação dos governos federal e estadual em cobrir de êxito o grandioso evento internacional que traz para o Brasil e para Mato Grosso as atenções do mundo inteiro. Enfim, por ainda ser tecnicamente possível o aeroporto ficar pronto em tempo hábil. Sempre é bom lembrar que Brasília foi feita em 3 anos e o Empire State em 451 dias. O aeroporto precisa estar pronto em dezembro de 2012 para a Copa das Confederações e faltam 2 anos. Mas é preciso que o empenho político da união e do estado com a realização em Cuiabá da Copa das Confederações e da Copa do Pantanal chegue com urgência à Infraero. A hora de cobrar é agora, depois será tarde.
(Publicado no Diário de Cuiabá em 18/11/2010)