"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

AS LISTAS DAS PROPORCIONAIS

 

José Antonio Lemos dos Santos

Por muito tempo mantive a expectativa de que elas um dia aparecessem, como enfim apareceram nas eleições de 2022. Era no mínimo ilógico que em eleições proporcionais, como as deste ano para vereadores, em que o eleitor vota em listas de candidatos (por partidos, coligações ou federações), as tais listas não fossem dadas ao conhecimento do eleitor, originando o grotesco fenômeno brasileiro do eleitor votar em um candidato e eleger outro, sem saber sequer quem foi eleito com seu voto. Muitas vezes até elegendo um candidato que gostaria de vê-lo banido da vida pública. Pior, levando a pecha de não saber votar e ainda pagando a conta. 

     Ei-las! Em 2022 elas foram apresentadas no site oficial do TRE, não tão fácil de encontrar, mas simples de manusear. Espero que nestas eleições de 2024 elas voltem a aparecer, talvez agora com um avanço a mais, apresentadas em separado por partido ou coligação com todos os seus candidatos lado a lado em tela única facilitando ao eleitor na definição de seu voto, identificando eventuais candidatos indesejáveis e, no caso, sugerindo outra escolha, em outra lista menos poluída.

     A preocupação especial com as eleições proporcionais é procedente pois, nas eleições majoritárias a eleição é simples: o voto é direto no candidato e os mais votados ganham. Já nas eleições proporcionais o voto é dado a candidatos em listas por agremiação que conquista um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”: os mais votados ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ajuda a arrumar uma cadeira para outro, que você nem sabe quem é.

     As proporcionais são importantes e funcionam bem em democracias avançadas. O problema é que no Brasil as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, a não ser uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de lista de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? Em 22 a Justiça Eleitoral fez em parte esse imprescindível reparo. 

     Com as listas publicadas, ao escolher um candidato de antemão o eleitor saberá quais outros poderão ser eleitos com seu voto. Não mais um voto no “escuro” como nas eleições atuais. Para se ter ideia, nas eleições para deputado federal de 2018 em Mato Grosso, apenas 1 (25%) em 4 eleitores aptos a votar votou em quem foi eleito, enquanto 34% votaram em quem não foi eleito. Os demais 41% nem votaram, optaram pelo voto em branco ou nulo, ou pela pescaria com os amigos. 

     Esta aparentemente simples decisão do Justiça Eleitoral poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Basil algumas mudanças importantes imediatas: o eleitor poderá escolher melhor seu candidato, bem como terá a possibilidade de saber quem se elegeu com seu voto, caso seu escolhido não seja eleito. 

     Mais importante: as sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas, aprimorando com isso a qualidade dos nossos parlamentos. Esta sequência de mudanças positivas poderá gerar um processo sinérgico de grande proveito para as eleições brasileiras. Aguardemos, pois, as listas oficiais de 2024 para definir nosso voto nas proporcionais.   


quarta-feira, 31 de agosto de 2022

A REVOLUÇÃO DAS LISTAS

 

José Antonio Lemos dos Santos

     Ei-las! Enfim apareceram as listas dos candidatos às eleições proporcionais organizadas pela Justiça Eleitoral por partidos ou federações, (tratados neste artigo como agremiações) e apresentadas em um site oficial fácil de encontrar (até no celular), dinâmico, simples de manusear e entender. Questiono a ausência desta publicação há pelo menos uma década entendendo que, enquanto nas eleições majoritárias a eleição é simples – o voto é direto no candidato e os mais votados ganham - nas eleições proporcionais fazemos nossa escolha em listas de candidatos por agremiação, cabendo a cada uma destas um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”. Só então vêm prevalecer os mais votados que ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais o voto nunca é perdido e mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ao menos ajudou a arrumar uma cadeira para um outro. 

     As proporcionais são importantes e funcionam bem nas democracias mais avançadas no mundo. O problema é que no Brasil as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, a não ser uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de lista de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto, o que aconteceu na maioria das vezes. Pior, além de desconhecido, o felizardo eleito com seu voto podia até ser um daqueles que o eleitor quisesse banido da vida pública. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? O TSE faz agora esse importante e imprescindível reparo na forma de publicação dos candidatos. 

     Com as listas publicadas da forma correta, o eleitor ao escolher um candidato de antemão saberá quem poderá ser eleito com seu voto. Não mais um voto no “escuro” como acontecia nas eleições passadas. Para se ter ideia, nas eleições para deputado federal de 2018 em Mato Grosso, apenas 1 (25%) em 4 eleitores aptos a votar votou em quem foi eleito, enquanto 34% votaram em quem não foi eleito. Os demais 41% nem votaram, optaram pelo voto em branco ou nulo, pela pescaria etc. É evidente que havia algo errado nesse processo e, para mim o erro sempre foi essa falta de publicação oficial das listas de candidatos organizadas por agremiação. E isto seguramente tem a ver com a longevidade de mandatos cuja repetição jamais entendemos.

     Esta aparentemente simples decisão do TSE poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Basil algumas mudanças importantes. Já bastava a primeira que será imediata: a possibilidade do eleitor saber quem se elegeu com seu voto. Será que em pleno século XXI alguém possa imaginar que em um país reconhecido como democrático algum eleitor desconheça quem se elegeu com seu voto? Pois é, isso acontecia no Brasil. Também poderá definir melhor seu voto pois conhecendo as listas antes de votar, poderá identificar nelas “personas non gratas” que não desejaria ver eleitos e escolher outro bom candidato em listas mais “limpas”. 

     As sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas e aprimorando a qualidade dos nossos parlamentos. E esta sequência de mudanças tem tudo para ser longa. Mas também pode ser curta, pois os que se beneficiavam da antiga situação escondidos nas listas enganando o eleitor, certamente não deixarão passar batido e questionarão as agora corretas eleições proporcionais, tentando substitui-la por alguma falsa novidade visando pôr fim às perspectivas otimistas destas reflexões. 


terça-feira, 30 de agosto de 2022

CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL - MATO GROSSO 2022

 CANDIDATOS A DEPUTADO ESTADUAL - MATO GROSSO -2022 

(Organizados por partidos ou federações) 


     NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS VOTAMOS EM LISTAS DE CANDIDATOS E MESMO QUE UM CANDIDATO NÃO TENHA SIDO ELEITO 

DIRETAMENTE COM O SEU VOTO, SEU VOTO INDIRETAMENTE O ELEGEU. ASSIM, ANTES DE DEFINIR SEU VOTO A DEPUTADO ESTADUAL

 VERIFIQUE EM QUAL DAS LISTAS ABAIXO ESTÁ SEU CANDIDATO E AVALIE OS OUTROS CANDIDATOS QUE ESTÃO COM ELE NA MESMA LISTA. 

CASO ENCONTRE JUNTO ALGUÉM QUE VOCÊ NÃO QUEIRA VER ELEITO(A) OU REELEITO(A), VOCÊ TEM A OPÇÃO DE ESCOLHER OUTRO BOM 

CANDIDATO EM OUTRA LISTA QUE ESTEJA LIVRE DE INDESEJÁVEIS OU MENOS "SUJA". CASO QUEIRA MANTER SEU VOTO, ESTEJA CONSCIENTE

 DO RISCO DE ELEGER POR 4 ANOS ALGUÉM QUE VOCÊ NÃO QUIS ELEGER.

  

   

PARA REFERÊNCIA: EM 2018 O QUOCIENTE ELEITORAL(QE)FOI 63.138 VOTOS



PL

ADAVILSO AZEVEDO

BIA CALMON

CESINHA

CLEUZIJAN DE SOUZA

COMANDANTE ANTONIO

DELEGADO CLAUDINEI

DOUTORA PRISCILA

DRA NOELY

ELIZEEU NASCIMENTO

ENGENHEIRO EDSON MENDES

GILBERTO CATTANI

GILBERTO MELO

IRMÃO GEREMIAS

JADSON BARROS

JEAN POPULAR

JOÃO REIS

MÁRCIO MIGUEL

MOISES DO JARDIM DO OURO

NETINHO COMPETITION

NORBERTO JUNIOR

POLICIALFEDERAL RAFAEL

PROFESSORA MAZÉ ARRUDA

PROFESSORA VÂNIA TRETTEL

SÔNIA CASSOL

TENENTE-CORONEL VÂNIA


FEDERAÇÃO PSDB/CIDADANIA

ADEIR RUFINO

ADENILSON ROCHA

ADRIANA DESCHAMPS

CARLOS AVALONE     

DAMIANI DA TV

DR MARCOS SANCHES

EDIANA FERREIRA

ELINEI MACIEL

ENFERMEIRO ADEMILSON

FÁBIO PIOVESAN

FAISSAL

FRANCIS MARIS DA COMETA

JANE CARVALHO

NEURE REJANE

OSMAR ISOTON

PROF GILMAR MIRANDA

PROF SEBASTIAN

RUI WOLFART

SHEILA KLENER

SUBTENENTE GUINANCIO

TANIA BARBOSA

THADEU JR

UELIDA RIBEIRO

VALKIRIA BRANDÃO


PSB

ADRIANA ENFERMEIRA

BETO DOIS A UM

CAMILA NALEVAIKO

DAVI OLIVEIRA

DIVINO CARLOS DIOLINDO

DR. EUGÊNIO

EDCLEI COELHO

EMANOEL FLORES

FABINHO

JAIME RODRIGUES

JANOVAN RIOS

LAURA LEVENTI

LUCAS BADAN

MARILDES FERREIRA

MAX RUSSI  

MEIRE DO LANCHE

OZEAS VERAS

PRISCILA DOURADO

PROFESSOR DIMORVAN

RONI MADNANI

ROSE DO TRADIÇÃO

SIDNEY DE PAULA

VALDENIRIA

VALMIR TEIXEIRA


PODE

ARNILDO NETO

CLEMILSON FRANÇA

DILEMÁRIO ALENCAR 

DILCENÉA DE SOUZA COSTA

ELAINE ANTUNES

FERNANDA DA VERDADE

GILSON LINDO

JOANIL SIQUEIRA

JORDRÉ JANUÁRIO

LUCIANO SILVA

MARCÃO DO ALHO

MARCELO BUSSIKI

NILSON PORTELA

PROF DR KAPITANGO

PROFESSOR LENNON

SEBASTIÃO FERRUJA

SELMA DUARTE

SONINHA

TELMA DELGADO 

TENENTE ESTEVES

THAIS REGINA

VALDEMIR BERNARDINO

VALMIR DA FARMÁCIA

VALQUIRIA CATADORA


PDT

ALBERT ARRUDA

BRUNO BOTELHO

CELOIR GUEDES

DRA ROSANGELA

DR DIVINO HENRIQUE

DR PABLO

GUERREIRO AZUL

PASTOR NATANAEL DE JESUS

PROFESSOR LUIZINHO

TAINA ALVES


PTB

ALCEU MOGNON

CARLOS LONGO

CESAR DO CARMO

CHICO GUARNIERI

CLAUDIO FERREIRA

CLAUDIO SENA

DANIEL CARCAÇA

DRA. CLAUDIA LOPES

DRA. FLAVIANE RAMALHO

ELIANE HELLER

ENEDIR ALVES

ENGENHEIRO NAKAMOTO

GESENILTON NELO

JOANA D’ARC

MARCIO GREY

MARLI MARTINS

PRESBITERO CLAUDIO COSTA

PR JACKSON MESSIAS

PROFESSOR CESAR LEITE

RAFAEL YONEKUBO

RONIE PETERSON

ROSILEY NUNES

SATURNINO DUTRA

VALUCIO

VANESSA ANTONIA


PSD

ALEX RABELO

DR. GIMENEZ

GASPAR

ITAMI SIRAVEGNA

JILEINE FERREIRA

JOSANE DIAS

JUCELMA OLIVEIRA

MARQUINHOS

NININHO

PASTOR JEFERSON

PROFESSOR SIVIRINO

RECK JUNIOR

ROSINHA FIN

STÉFANO DO CARMO

TONINHO DE SOUZA

VIVIANE RIBEIRO

WILSON SANTOS

ZIZE


REPUBLICANOS

ALEX SANDRO

ARLETE BARTOLOMEU

BASSANI

COMANDANTE OZEIAS DE SOUZA

CORONEL RIDALVA

CRISTO BICÔ

DANIEL FERREIRA

DELEGADO STRINGUETA

DIEGO GUIMARÃES

DILMA CAMARGO

CRA ELZA QUEIROZ

DRA VAL

EDIANA THANARA

EDILSON SAMPAIO

GORDINTUR

HUGO GARCIA

MAYSA LEÃO

PROFESSOR EDVALDO

STEFANYA PAIVA

TENENTE CORONEL PACCOLA

TENENTE CORONEL ZILMAR

TONINHO BROLIO

VALMIR MORETTO

WLAD MESQUITA


FEDERAÇÃO PT/PC DO B/PV

ALTIR PERUZZO

ANDRÉ PEDRA 90

AURIVAN DOURADO

CLEOMAR PILAR

DR MARCOS MORAES

DT. JOSUE NASCIMENTO

EDER MORAES

EDNA SAMPAIO

ELENIR VALE VERDE

ELI LEAL

ELIANE XUNAKALO

FANIZE ALBUES

LÚDIO CABRAL

LUIZ ANTONIO

NADIELE

ODILZA PRETA

OSCARLINO ALVES

PROFA GRACIELE

PROFESSOR HENRIQUE LOPES

VALDIR BARRANCO

VANDA VALADARES

ZÉ AIRTON


AGIR

AMORÉSIO

ARMINDO DA CAIXA

DA SILVA

DORACY

GILBERTO CONFIRMA

JONAS MUSIC BAR

JORDÃO JORDÂNIA

MANOEL CAMPOS DO LAVA

MARCIA NAZARÉ

MARTHA ALCIONE

PAULO RIBEIRO

RODRIGÃO

SANTEIRO

SIMONE SOUZA

THAYANE CAMPELO

VANESSA PATRÍCIA

WANDERLÚCIO DA AMBULÂNCIA

ZÉ DO GÁS


FEDERAÇÃO PSOL/REDE

ANDREA JENEFFER

CANTORA JANAINA LIMA

EFRAIN CASTILHO

ELISÂNGELA RENASCER

GONÇALO SILVA


DC

ANDRÉ TOLEDO

BENEDITA

CASCILDA

CEL BARBOSA

CIDA

DANIEL BOCA RICA

DIVINO CORRETOR

EDCLEY COELHO

EDNALDO RAMOS

FABRIZIO CISNEROS

JAMIL ABREU

JOSÉ AMADEU

LUCIANO GOMES

LUCIENE FERREIRA

MAKISUELL TEIXEIRA

MAURICIO CORREDOR

MAURO JUNGES

MOISES

PASTOR PABLO GUERRA

SARAH

ULISSES

WELYSON TEIXEIRA


UNIÃO

ARLAN CATULÉ

BAIANO FILHO

BETO CORRÊA

BOTELHO

DILMAR DAL BOSCO

DRA. LUDYMILA

EMIDIO DE SOUZA

ENGº SEBASTIÃO MACHADO REZENDE

FÁBIO DE OLIVEIRA

GILBERTO FIGUEIREDO

IDILENE CABRAL

ILIZETH COENGA BEBÊ DA SAÚDE

JÚLIO CAMPOS

NASCIMENTO

ROGÉRIO SILVA

SANDRA DAS BOTAS

SANDY DE PAULA

SARGENTO SANDRA

XUXU DAL MOLIN


PATRIOTA

BISPO AROLDO TELLES

CABO COSTA

CANTORA EDNA LIMA

CIDA SANTANA

CORONEL SANDRO

DAMIANE LIMA

DELEGADO CLAUDEMIR

EBENICE AMORIM

EDIFRANÇA TEIXEIRA

ELIZEU PEREIRA

EUDES DO PASTEL

FRED PEREIRA

JOSÉ JACOB

JOTA MORENO

MAJOR CÍCERO

NELSON SALES

NESTOR FIDELIS

PEIXOTINHO CAMINHONEIRO

PROFESSORA ADRIANA

SAMARA BASTOS

SARGENTO ERVESON

SOLDADO BORGENS

SUELY CAMPOS

VALCIR AMARO

VILMA BARROS


MDB

CAMILA HONDA

CLAUDETE BETT

DEJAMIR SOARES

DR. FRANCISCO CABEÇA E PESCOÇO

DR. JOÃO

JANAÍNA RIVA

JOVEM JADIEL

JUCA DO GUARANÁ

MARCO AURÉLIO

MARI SOUZA

MAURO SÉRGIO

PROFESSORA ADÉLIA

PROFESSORA JOLIANE

ROSE PIRES

SILLO BOASORTE

SILVANO AMARAL

THIAGO SILVA

VALDENIR SANTOS

VALTINHO MIOTTO


PP

CRISTINA DA CULTURA

DELEGADO DR SERGIO

DR ARNALDO

INSTRUTORA FÁTIMA

JOÃO BATISTA DO SINDSPEN

LUIZINHO MAGALÃES

MOACIR COUTO

NAIUSA DUARTE

OSCAR BEZERRA

PAULO ARAUJO

PROFESSOR EURICO ROCHA

ROSE VITAL

SANDRA PRINA

SARGENTO DR LAUDICÉRIO

SIMONE LAURA

WANDERLEY PAULO

ZINHO DO TRANSPORTE 


NOVO


PROS


NOTA: ESTA LISTA FOI ORGANIZADA PARA MINHA ORIENTAÇÃO E DE MEUS FAMILIARES, E COMPARTILHO NO BLOG  DO JOSÉ LEMOS

 COM A ÚNICA INTENÇÃO DE AJUDAR  O LEITOR QUE SE INTERESSAR E SE BASEIA NOS DADOS DO LINK DO TSE : https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/estados/2022/2040602022/MT/candidatos )






quarta-feira, 17 de agosto de 2022

O PROBLEMA DAS PROPORCIONAIS

 

                                                              Charge: professor José Maria

José Antonio Lemos dos Santos

     À beira das eleições de 2022 ainda discutimos as urnas eletrônicas como escrutinadora confiável da vontade do eleitorado. Pena que tais discussões se restrinjam às eleições majoritárias, já que o Brasil usa também eleições proporcionais. Nestas a escolha do candidato se dá em listas, sendo eleitos os mais votados nelas, porém de acordo com o Quociente Eleitoral (QE), que é o número mínimo de votos correspondente a cada vaga em disputa. Ou seja, o voto não é direto e o eleitor pode votar em um candidato e eleger outro, situação muito repetida em cada pleito a ponto de comprometer a representatividade dessas eleições, como pretendo mostrar com base nas eleições de 2018 para deputados estaduais e federais em Mato Grosso.

     Naquelas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar e o QE foi de 185.158 votos para federal e 63.138 para estadual. Deste total de eleitores, 571.047 e 555.860 votaram nos candidatos que foram eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, naquelas eleições proporcionais menos de 1 em cada 4 dos eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu o candidato em quem votou.  Ao contrário, daquele mesmo total de eleitores, 800.033 e 841.164 votaram em candidatos que não foram eleitos para federal ou estadual. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos tiveram em seu conjunto muito mais votos diretamente neles do que os eleitos. Sem contar a maior parte, os 958.294 e os 932.350 que nem foram votar, nem para federal nem para estadual.  

     Mas os votos nas proporcionais nunca são perdidos. Mesmo que o eleitor não saiba, seu voto aparentemente “perdido”, vai se somar aos dos eleitos para determinar o número de vezes que a agremiação atingirá o QE, o que dará o número dos eleitos pela agremiação. Daí que um candidato menos votado poderá ser eleito com votos dados a outros, ou seja, o eleitor pode votar em um e eleger outro.

      Assim são as proporcionais aqui e nos países de democracia mais avançada. E elas são necessárias. A grande diferença no Brasil é a maioria de eleitores que indiretamente elegem candidatos sem saber quem, e são decisivos no pleito. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal com 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o QE, sem os quais não seria eleito. Já o menos votado teve 49.912 votos e precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. O estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos de companheiros não eleitos, enquanto o menos votado, que teve 11.374 votos, precisou de mais 51.764 votos dos seus aliados derrotados para conseguir sua eleição. Só neste último caso mais de 50 mil eleitores ficaram sem saber quem elegeu. Qual a representatividade disso?

     O problema é que no Brasil as regras das proporcionais e as listas dos candidatos por partido ou coligação, agora federação, não são dadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos desconhecendo seus componentes. Essa maioria de eleitores que não elege diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quem, zerando a representatividade das proporcionais pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar. Algo me sugere que isso tem a ver com a longevidade nos cargos de muitos caciques partidários, os que organizam as listas partidárias. Agora o TSE está divulgando em seu site o nome dos candidatos às eleições de outubro, porém por ordem alfabética. Por que não divulgar organizados por partido ou federação? Só esta simples providência já ajudaria grande parte dos eleitores a escolher em quem votar e ao mesmo tempo saber quem poderá ser eleito com seu voto, sem ser mais enganado. Por que não? Por hora resta ao eleitor tentar decifrar e montar suas próprias listas.


terça-feira, 24 de maio de 2022

O BOM, O MAU E O ELEITO

Charge: prof. José Maria

José Antonio Lemos dos Santos

     Desde que me entendo por gente o eleitor brasileiro comum se importa mais com o Poder Executivo deixando em segundo plano o Legislativo e, por consequência, suas eleições. Entretanto de algum tempo para cá tem crescido a consciência da importância do Poder Legislativo para a gestão pública, para o bem ou para o mal, em todos os seus âmbitos, municipal, estadual e federal. Junto a essa conscientização surgem na Internet ferramentas de ajuda ao eleitor para a identificação dos melhores e piores integrantes dos legislativos, utilizando critérios tais como presença e participação nas sessões, número de projetos apresentados, influência entre os pares, gastos com verbas de gabinete etc. Sem dúvida ótimas iniciativas que buscam melhoria na qualidade da composição das Casas de Leis através do auxílio ao eleitor na definição de seu voto.

     Tais ferramentas são úteis em especial para a escolha dos candidatos ao Senado que se dá por eleição majoritária, aquela em que são eleitos os mais votados, como nas eleições para o Executivo. Nestas, o perigo está nos suplentes. Entretanto, para as demais casas legislativas (Câmaras municipais, estaduais, distrital e federal) não basta identificar os melhores e os piores, pois suas composições são definidas em eleições proporcionais nas quais as cadeiras são distribuídas de acordo com o total de votos dados aos partidos ou federações através de seus candidatos. Assim, seu voto será somado aos votos da lista de candidatos do partido ou federação de seu escolhido, e este total definirá o número de cadeiras conquistadas pelo partido ou federação, conforme o Quociente Eleitoral (QE), que é o número mínimo de votos correspondente a cada cadeira em disputa, que serão ocupadas pelos mais votados das listas que atingirem o QE.

     Em suma, você pode votar em um candidato e eleger outro. Por isso não basta identificar os bons e os maus. Bons e maus podem estar misturados em uma mesma lista e aí mora o perigo, pois os candidatos são escolhidos pelos líderes dos partidos ou federações de tal forma que os mais votados sejam sempre eles próprios ou seus prepostos, garantindo-lhes as cadeiras quantas vezes quiser, eleitos com votos de todos, inclusive dos candidatos que escolhemos. Ao eleitor sobrará a pecha de não saber votar e ainda a conta para pagar.

     Além de conhecer os bons e os maus, é fundamental saber em quais listas eles estão metidos, pois o seu bom candidato pode estar numa destas listas apenas para somar votos para a legenda atingir o QE e dar as cadeiras aos mais votados nas listas habilmente montadas pelos caciques partidários visando seus interesses. Assim são mantidos no poder aqueles de sempre. E a culpa cai sempre sobre o eleitor. Por sorte, a eficácia desta artimanha não é total pois sempre “escapa” alguma renovação e bons candidatos também são (re)eleitos.

     A saída, além de conhecer a qualidade dos candidatos é preciso aguardar os TSE’s divulgarem a lista dos candidatos nas proporcionais. Se esta já vier organizada por partidos ou federações, melhor. Se não, será preciso montá-las para identificar em quais delas estão os bons e os maus candidatos, avaliando suas possibilidades alcançarem o QE, bem como de seus bons candidatos terem mais votos que os maus, estando na mesma lista. Uma avaliação estritamente pessoal, que deve se basear em fontes diversas, desde conversas e discussões entre amigos e parentes, até o noticiário e a opinião de especialistas em todas as mídias. Se seu candidato tiver chance, não se limite a dar o seu voto, mas também ajude sua campanha como puder, para depois exercer o direito da cobrar um bom exercício do mandato.



segunda-feira, 2 de maio de 2022

SEGURE SEU VOTO






José Antonio Lemos dos Santos

     Faltando 6 meses para as próximas eleições algumas candidaturas aos diversos cargos já se consolidam, enquanto outras se esfumam ante a dura realidade da política. Surgem os primeiros adesivos nos carros, ainda discretos e cautelosos pelos prazos da legislação eleitoral. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares (até então esquecidos), amigos, em suma, aquele conjunto potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. A meio ano das eleições, muitos desses compromissos são sacramentados sem pensar muito, às vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.

     A reforma eleitoral aguardada como a “mãe de todas as reformas”, por enquanto tem vindo à conta gotas, para melhor ou pior. Lembra a história da montanha parindo um rato, no caso um ratinho a cada eleição. Para estas eleições de 2022 a principal novidade é o fim das chamadas “coligações”, que não deixarão saudades. Em seu lugar chegaram as “federações”, que é quase a mesma coisa, só que exigindo um prazo mínimo 4 anos para os partidos confederados permanecerem unidos. Esta alteração traz uma esperança de redução no número de partidos políticos hoje existentes. Por isso mesmo desconfio que esta boa novidade terá vida curta. Talvez até menos que os 4 anos.

    Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, neste ano abrangendo as escolhas para deputado estadual e federal em eleições proporcionais, e para senador, governador e presidente da República em eleições majoritárias. Como sabemos no Brasil temos 2 tipos de eleição, majoritária e proporcional, como nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção das diversas correntes ideológico-partidárias no eleitorado. Sabemos que existem os dois tipos, mas não sabemos bem a diferença de uma para outra, a maioria pensando até que são iguais.

     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas o candidato é escolhido dentre os disponibilizados em listas montadas habilmente pelos partidos ou federações, sendo eleitos apenas os mais votados, de acordo com o total de votos que as listas de cada partido ou federação tenham obtido. Contando, inclusive, os votos dos não eleitos. Assim, você pode votar em um candidato e eleger outro. E esta é a beleza universal das eleições proporcionais, todos trabalhando por todos de uma mesma lista. Menos no Brasil pois nem seu funcionamento é explicado ao povo e nem as listas são facilitadas ao eleitor comum.

     Votando em listas desconhecidas, o eleitor escolhe um candidato que considera bom e pode eleger um que talvez quisesse banido da vida pública. Assim são mantidos aqueles eternos caciques, a maioria destes eleitos com votos dos não-eleitos. O povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos e fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa. Importante é não se comprometer com algum pré-candidato nas proporcionais e esperar que os TSE’s divulguem oficialmente as listas dos candidatos por partidos ou federações. Enquanto isso, segure seus votos nas proporcionais. 



 

domingo, 11 de outubro de 2020

NUMERAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

1- COMO OS CANDIDATOS A VEREADOR EM CUIABÁ  NÃO ESTÃO DANDO DESTAQUE AO NOME OU SIGLA DOS PARTIDOS PELOS QUAIS SE CANDIDATAM EM SEU MATERIAL DE CAMPANHA,

2- COMO A ESCOLHA DO CANDIDATO E A DEFINIÇÃO DE SEU VOTO PARA VEREADOR DEPENDEM MUITO DA LISTA DOS CANDIDATOS  DO PARTIDO DA QUAL  O ESCOLHIDO PARTICIPA,

3- COMO NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS O ELEITOR PODE VOTAR EM UM CANDIDATO E ELEGER OUTRO DA MESMA LISTA DE CANDIDATOS,

4 - PARA AUXILIAR NA LOCALIZAÇÃO DE SEU CANDIDATO NAS LISTAS DE CANDIDATOS POR PARTIDO NA POSTAGEM ANTERIOR 👆👆,   CASO NECESSÁRIO

                                           CONSULTE

A LISTA DOS PARTIDOS POLÍTICOS REGISTRADOS NO TSE E SEUS RESPECTIVOS NÚMEROS:

MDB - PARTIDO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO - 15

PTB - PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - 14

PDT - PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - 12

PT - PARTIDO DOS TRABALHADORES - 13

DEM - DEMOCRATAS - 25

PCdoB - PARTIDO COMUNISTA SO BRASIL - 65

PSB - PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO - 40

PSDB - PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - 45

PTC - PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO - 36

PSC - PARTIDO SOCIAL CRISTÃO - 20

PMN - PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL - 33

CIDADANIA - CIDADANIA - 23

PV - PARTIDO VERDE - 43

AVANTE - AVANTE - 70

PP - PROGRESSISTAS - 11

PSTU - PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO - 16

PCB - PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - 21

PRTB - PARTIDO RENOVADOR TRABALHISTA BRASLILEIRO - 28

DC - DEMOCRACIA CRISTÃ - 27

PCO - PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA - 29

PODE - PODEMOS - 19

PSL - PARTIDO SOCIAL LIBERAL - 17

REPUBLICANOS- REPUBLICANOS - 10

PSOL - PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - 50

PL - PARTIDO LIBERAL - 22

PSD - PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO - 55

PATRIOTA - PATRIOTA - 51

PROS - PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL - 90

SOLIDARIEDADE - SOLIDARIEDADE - 77

NOVO - PARTIDO NOVO - 30

REDE - REDE SUSTENTABILIDADE - 18

PMB - PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA - 35

UP - UNIDADE POPULAR - 80

(Extraído do link: www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/registrados-no-tse)








terça-feira, 15 de setembro de 2020

SEGURE SEU VOTO

 


José Antonio Lemos dos Santos 

     As eleições estão bem aí marcadas para os dias 15 e 29 de novembro deste ano bem como já estão nas ruas as candidaturas em especial as para vereador, ainda que discretas pois aguardam suas aprovações nas convenções partidárias. A regra geral para os candidatos é chegar primeiro para “beber água limpa”, isto é, chegar nos eleitores antes que outros concorrentes. Começam buscando familiares, colegas de trabalho, amigos, velhos colegas dos bancos escolares até então esquecidos, em suma, aquele conjunto de pessoas potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais acabam arrancando compromissos de difícil escapatória futura a partir de frases ditas sem muito pensar, quase sempre só para não ser desagradável. Aí mora o perigo.

     Em 2017 houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que acabou mudando pouco. Em relação ao voto em si ficou quase tudo como antes. Este ano a escolha será para os cargos de vereador e prefeito em eleições proporcionais e majoritárias, que continuam para o eleitor basicamente do mesmo jeito, só que sem aquela aberração das coligações dos partidos para as eleições do legislativo. E esta foi uma mudança importante. Sabemos que os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribuem as diversas correntes ideológico-partidárias no eleitorado.
     O voto majoritário é simples, para prefeito vencerá o candidato que tiver mais votos, em um ou dois turnos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas de candidatos oferecidas pelos partidos, através dos votos dados diretos aos partidos ou aos candidatos nelas constantes, agora sem coligações. Nas eleições proporcionais busca-se a distribuição dos eleitos na proporção da representatividade dos partidos no universo eleitoral. Ocupam as cadeiras os candidatos mais votados de cada lista, a maioria dos quais não é escolhida diretamente pelo eleitor. Os outros ficam como suplentes. Assim, o cidadão escolhe um candidato e seu voto pode eleger outro. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu mal entre nós pois aqui as listas dos candidatos por partido não são facilitadas ao conhecimento do eleitor. Será que nestas eleições algum partido terá a iniciativa de publicar com orgulho sua lista com os nomes que oferecem à escolha do eleitorado?
     Muitos pensam que as eleições para vereador são as menos importantes. Grande engano! Ela forma a base onde se apoia a política nacional. Votando em listas desconhecidas, definidas e escondidas pelos caciques partidários, o eleitor escolhe um candidato e pode eleger sem querer outro, mesmo um que queira banir da vida pública. E assim são mantidos aqueles de sempre. O povo é enganado, forçado a eleger e legitimar com seu próprio voto muitos dos que não queria eleitos ou reeleitos. É ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     Nestas eleições proporcionais a consciência do eleitor precisa estar mais alerta. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre, espere mais um pouquinho. Aguarde a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral facilite ao eleitor as listas dos candidatos por partido, turbinando a representatividade das eleições. Ou que algum partido aceite o desafio de orgulhosamente publicar a sua. Podia ser no verso dos “santinhos” de propaganda dos próprios candidatos. O verdadeiro amigo candidato entenderá. O voto é a arma da cidadania. Aguarde um pouquinho mais.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

SEGURA O VOTO

Opinião e Notícias
José Antonio Lemos dos Santos
     Nem bem iniciando o ano eleitoral de 2018 já começam a ser esboçadas algumas candidaturas, muitas das quais nem serão concretizadas. Mesmo assim surgem ainda discretos os primeiros adesivos nos carros. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas até então esquecidos dos bancos escolares, amigos, em suma, aquele conjunto de pessoas potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda distantes, muitos desses compromissos são sacramentados em frases ditas sem muito pensar sobre assunto tão longínquo, muitas vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.
     Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal acabou parindo um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano abrange a escolha para os cargos de deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.
     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos, mais confiável agora com o registro do voto em papel. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Assim, o cidadão escolhe um candidato e seu voto pode eleger outro. Nas eleições proporcionais busca-se a distribuição das cadeiras parlamentares na proporção do poder político dos partidos no universo eleitoral. Tais cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, a maioria dos quais não é escolhida diretamente pelo eleitor. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós pois as listas não são publicadas.
     Votando em listas desconhecidas o eleitor pode escolher um bom candidato e eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação. O eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banir da vida pública. Assim são mantidos aqueles de sempre. E assim o povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     O sentido de consciência e responsabilidade do eleitor na hora de votar deve então ser multiplicado nas eleições proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais, o que ajudaria muito a aperfeiçoar a legitimidade e a representatividade das eleições. As listas mostrarão quais os outros candidatos que você poderá eleger ao votar naquele que hoje postula o seu voto. Entre eles pode estar um ou mais candidatos que não se queira eleito, nem pintado de ouro. O verdadeiro amigo entenderá. Importante é não se precipitar em compromisso muito cedo com algum pré-candidato. Segure o seu voto.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

REFORMA E LISTAS OCULTAS

tribunadainternet.com.br
José Antonio Lemos dos Santos
     Enfim a montanha pariu! Não se esperava mais que um rato. Até evito dizer o que veio à luz em respeito à instituição Congresso Nacional. Fora o deboche dos políticos com o povo brasileiro, só mexeram naquilo que lhes interessava. Primeiro, assegurar a grana para esbanjarem em suas campanhas, pois nem mesmo o maior dos caras de pau defenderia após a operação Lava-Jato a continuidade do financiamento através das grandes empresas. Também aumentaram o poder dos grandes partidos e de seus caciques criando entraves ou mesmo inviabilizando os pequenos partidos. Alguma iniciativa que viesse aumentar a representatividade e a moralidade políticas como a nação inteira esperava de uma verdadeira “mãe de todas as reformas”?
     No fundo ninguém acreditava que eles fossem acabar com a cadeira do esdrúxulo “senador biônico” cuja existência era execrada e sua extinção prometida durante  das campanhas pela redemocratização do país, promessa esquecida tão logo aboletados no poder. Ninguém esperava que fossem mexer com a questão dos suplentes de senadores, os senadores sem votos que hoje ocupam cerca de 20% das cadeiras do Senado. Nem mexer com a absurda possibilidade de membros dos legislativos pedirem licença para a composição de ministérios ou secretariados nos executivos, uma forma explícita de dominação de um poder por outro. Como estas, ninguém acreditava em alguma mexida substancial com objetivo republicano.
     Nem buscaram uma forma de cumprir a decisão da própria Justiça Eleitoral estabelecendo ser do partido a cadeira conquistada nas eleições proporcionais. Quem trocar de partido no mandato, perde a cadeira em respeito aos votos dos eleitores. Enfim, está aí a mais importante das reformas do Brasil jogadas nas nossas caras como naqueles filmes do Gordo e o Magro. Mais alterações na legislação eleitoral a serem mudadas novamente daqui a 2 anos porque não serão cumpridas. Em vez de punir os que se colocaram ou se colocarem fora da lei, mais uma vez muda-se a lei para não serem cumpridas de novo. Como a velha piada do sofá que eu citei a propósito em outro artigo.
     Relembro porém com aos leitores algo que pode ser uma réstia de esperança para as próximas eleições de 2018. Como sabemos, nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido, o eleitor vota nas chapas ou listas dos partidos definindo o número de cadeiras a serem conquistadas, sendo eleitos para ocupá-las apenas os mais votados. Assim, é fundamental que o eleitor tenha conhecimento das listas de candidatos. Acontece que no Brasil tais listas não são publicadas e o eleitor fica que nem um bobó, vota em um e elege outro que às vezes nem queria que fosse eleito. Para se ter uma ideia do absurdo da situação nas eleições de 2016 para deputado federal menos de 1 em cada 3 eleitores inscritos votaram diretamente nos eleitos, e para vereador em Cuiabá chegou-se à exorbitância de apenas 1 em 5. É muito injusto dizer que o brasileiro não sabe votar como sempre ouvimos dizer.
     Já que dos políticos não se pode esperar nada melhor no assunto além do que já fizeram, talvez a Justiça Eleitoral possa vir de novo em socorro dos eleitores visando assegurar a representatividade de seu voto já que foi mantido o voto em listas nas eleições proporcionais. Refiro-me à publicação massiva das listas de candidatos dos partidos ou coligações para que o eleitor possa saber quem seu voto pode de fato eleger caso seu candidato escolhido não seja eleito. Imagino que não seja preciso qualquer alteração legal já que se as eleições proporcionais acontecem em listas é natural que essas listas sejam publicadas. Ao contrário, revela-se incompreensível, e até mesmo um absurdo que elas não estejam sendo publicadas até hoje.
(Publicado em 10/10/17 pelo Diário de Cuiabá sem "a cadeira do, ...)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A REFORMA

EPD Online
José Antonio Lemos dos Santos
A tão sonhada reforma política avança em Brasília e toma aquele rumo que todos temiam, ou seja, não mudará nada ou, se mudar, será para favorecer ainda mais os atuais políticos. A famigerada “coligação partidária” vai virar “federação”, novo rótulo para a mesma coisa, e o “distritão” vai matar as eleições proporcionais transformando-as em eleições majoritárias sob alegação de que o eleitor brasileiro é incapaz de entende-las. De uma cajadada matam as proporcionais matando também os partidos. Só restará o personalismo dos mais fortes.
     É injusto dizer que o brasileiro não sabe votar seja por burrice, falta de informações, irresponsabilidade cívica ou safadeza mesmo, ao menos nas condições atuais em que são realizadas as eleições proporcionais, base da formação de todo o nosso quadro político. Nestas começam a ser formados os futuros políticos que sustentam os velhos caciques que os apadrinham. Ao invés, os resultados das últimas eleições proporcionais mostram que o eleitor tem evitado os maus políticos. Falta-lhe, entretanto, conhecer aquilo que é fundamental nas eleições proporcionais, as listas dos candidatos por partido ou coligação. Intencionalmente ou não, estas listas no Brasil não são publicadas, sonegando ao eleitor uma informação básica. Como sabemos, nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido, o eleitor vota nas chapas ou listas dos partidos definindo o número de cadeiras a serem conquistadas, sendo eleitos para ocupá-las apenas os mais votados. Assim, sem conhecimento das listas, o eleitor pode escolher um ótimo candidato e eleger um outro que ele não queira. Desconhecendo as listas nas quais vota de fato, fica como um bobo, escolhe um e acerta outro. Sem a publicação das listas, tanto faz serem pós ou preordenadas, “abertas” ou “fechadas”, o eleitor continuará sendo enganado. Aqui o mal é a não publicação das listas.
     Sem discutir a qualidade dos candidatos, mas tomando por exemplo as últimas eleições para a Câmara Federal em Mato Grosso temos que os candidatos eleitos não tiveram em seu nome nem sequer a metade dos votos dados a todos eles, eleitos e não eleitos. Apenas 45%. Isto é, 55% dos que votaram para deputado federal votaram em outros candidatos, votos que somados pela legenda definiram os escolhidos para as 8 cadeiras, cada uma valendo 167.664 votos. Pior, contando com as abstenções a proporção dos que votaram nos candidatos eleitos cai para 35%, isto é, em cada 3 eleitores inscritos apenas 1 votou nos eleitos! Como dizer que os eleitores os elegeram?
     Nas eleições de 2016 para vereador em Cuiabá a situação foi mais aberrante pois dos 283.121 votos válidos dados aos candidatos (votos nominais) apenas 86.885 foram diretamente nos eleitos, menos de 1 em cada 3 (31%)votos foram dados aos eleitos, ou seja, 196.236 eleitores votaram diretamente em outros candidatos. Considerando todo o eleitorado de Cuiabá com seus 415.098 eleitores fica pior pois de cada 5 eleitores cuiabanos apenas 1(21%) votou nos eleitos, ou seja, um total de 328.213 eleitores escolheu faltar as eleições, anular seu voto, votar em branco ou em outros candidatos, não nos eleitos.
     Tem algo errado, e não é o eleitor, nem o tipo de eleição. Nas eleições proporcionais realmente democráticas o eleitor pode votar em um e eleger outro. A diferença é que nas democracias avançadas o eleitor conhece a lista dos que podem ser eleitos com seu voto. Aqui não, o eleitor às cegas tenta acertar seu voto em uma lista oculta, habilmente montada pelos caciques para se reelegerem sempre. A minha grande reforma seria a simples publicação das listas dos candidatos nas proporcionais. Nem seria uma reforma, mas uma revolução.

domingo, 7 de maio de 2017

LISTAS OCULTAS

pso150.org
José Antonio Lemos dos Santos

     Que me perdoem os especialistas, mas insisto na questão das eleições proporcionais pois os artigos anteriores não comportaram as lições das últimas eleições. Argumento que nas verdadeiras democracias é essencial que existam as eleições majoritárias e as proporcionais, uma focalizando o cidadão político e outra, os partidos, mas que, nas proporcionais é indispensável a publicação das listas dos candidatos por partido ou coligação para conhecimento do eleitor. Esta é a tese. A não publicação de tais listas, como acontece hoje, engana o eleitorado já que ao votar em um candidato o eleitor pode eleger outro que às vezes nem queria, e essa brecha eleitoral é usada pelos caciques políticos para sua manutenção no poder, reelegendo-se ou elegendo apadrinhados. E a culpa cai no eleitorado, que é ludibriado, chamado de burro, venal e ainda paga as contas.
     Os resultados da última eleição para deputado federal em Mato Grosso, por exemplo, são eloquentes. Sem discutir o mérito dos candidatos, nem voltar aos 65% do eleitorado que não votaram nos eleitos, abordado no artigo anterior, o quociente eleitoral para a Câmara Federal em 2014 foi 181.826 votos, ou seja, este foi o “preço” em votos de cada uma das cadeiras para deputado federal em Mato Grosso. Mesmo o candidato eleito com maior votação precisou de 54.077 votos dados a outros candidatos de sua chapa para inteirar a cadeira que ocupa. O caso do menos votado é incrível. Recebeu 62.923 votos, isto é, cerca de um terço dos votos necessários para a conquista da cadeira que ocupa em Brasília. Para inteirar o “preço” precisou de 118.903 votos a mais, quase o dobro de sua votação nominal, votos que não foram dados a ele e sim a outros companheiros de chapa.
     O caso dos vereadores eleitos em Cuiabá retrata em cores ainda mais nítidas o quadro absurdo, mesmo sem lembrar que 79% do eleitorado não votaram nos eleitos, tratado no artigo anterior. O quociente eleitoral ficou em 11.939 votos e o mais votado teve 5.620 votos, isto é, menos da metade do precisava para ser eleito, ou seja, 6.319 dados a outros candidatos ajudaram a elegê-lo. O último eleito, teve 1.938 votos e para se eleger precisou de mais 10.001 votos dados a outros!
     Na última eleição para vereador tive a pachorra de montar as listas com todos os candidatos por partido ou coligação buscando nome por nome no site do TRE e postei no meu blog. Muitos leitores disseram ter ajudado na definição de seu voto. Mas, o caso especial foi com um colega ao qual perguntei se já havia escolhido seu candidato e respondeu que sim. Pedi então que identificasse nas listas seu candidato. Subiu pelas paredes ao saber que na mesma lista se encontrava uma pessoa que ele achava que não podia nem ser candidato. Disse que mudaria o voto. Depois da eleição ele me procurou dizendo que não havia mudado o voto pois o cara era seu padrinho e que já havia prometido, mas que no dia após a eleição ligou para o candidato afirmando que na próxima não votaria caso continue em grupos com candidatos daquela qualidade. Podia ser assim sempre. Esperança!
     Mas estão eleitos afinal, certo ou não, parece legal, é assim que as eleições acontecem no Brasil e não teria problema um ser eleito com voto do outro, assim são as eleições proporcionais, cujos votos nunca são perdidos. O problema é que aqui os eleitores cujos votos completam o quociente eleitoral não sabem a quem seu voto poderá eleger. Seria de seu gosto a (re)eleição do candidato que foi eleito com seu voto? Passadas as eleições, estes eleitores já sabem quem de fato elegeram? Algum dia saberão? Ao menos para cobrar dos eleitos. Saber quem seu voto elegeu deveria ser um direito básico do eleitor. Ou não?

domingo, 30 de abril de 2017

PRÉ,PÓS E OCULTAS

Billy Boss Câmara

José Antonio Lemos dos Santos


     É comum nas redes sociais vídeos com bancos de dados sobre políticos brasileiros buscando orientar os eleitores para que, bem informados, não votem “errado” (re)elegendo os conhecidos “fichas-sujas”. É a velha ladainha de que brasileiro não sabe votar. De fato, tais informações são importantes para a renovação do quadro político, mas não é por falta delas que são eleitos aqueles de sempre.
     É injusto dizer que o brasileiro não sabe votar seja por falta de informações, irresponsabilidade cívica ou safadeza mesmo, ao menos nas condições atuais em que são realizadas as eleições proporcionais, base da formação de todo o nosso quadro político. Nestas começam a ser formados os futuros políticos que sustentam os velhos caciques que os apadrinham. Ao invés, os resultados das últimas eleições proporcionais mostram que o eleitor tem evitado os maus políticos. Falta-lhe, entretanto, conhecer aquilo que é fundamental nas eleições proporcionais, as listas dos candidatos por partido ou coligação. Por querer ou sem querer estas listas no Brasil não são publicadas, sonegando ao eleitor uma informação básica. Como sabemos, nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido, o eleitor vota nas chapas ou listas dos partidos definindo o número de cadeiras a serem conquistadas, sendo eleitos para ocupá-las apenas os mais votados. Assim, sem conhecimento das listas, o eleitor pode escolher um ótimo candidato e eleger um outro que ele não queira. Desconhecendo as listas nas quais vota de fato, fica como um bobo, escolhe um e acerta outro. Sem a publicação das listas, tanto faz serem pós ou preordenadas, “abertas” ou “fechadas”, como se discute hoje a pretexto de uma reforma política. O eleitor continuará sendo enganado.
     Sem discutir a qualidade dos candidatos, mas tomando por exemplo, as últimas eleições para a Câmara Federal em Mato Grosso temos que os candidatos eleitos não tiveram em seu nome nem sequer a metade dos votos dados a todos eles, eleitos e não eleitos. Apenas 45%. Isto é, 55% dos que votaram para deputado federal votaram em outros candidatos, votos que somados pela legenda definiram os escolhidos para as 8 cadeiras, cada uma valendo 167.664 votos. Pior, contando com as abstenções a proporção dos que votaram nos candidatos eleitos fica restrita a 35%, isto é, em cada 3 eleitores inscritos apenas 1 votou nos eleitos! Como dizer que os eleitores os elegeram?
     Nas eleições de 2016 para vereador em Cuiabá a situação é mais aberrante pois dos 283.121 votos válidos dados aos candidatos (votos nominais) apenas 86.885 foram diretamente nos eleitos, menos de 1 em cada 3 (31%)votos foram dados aos eleitos, ou seja, 196.236 eleitores votaram diretamente em outros candidatos. Considerando todo o eleitorado de Cuiabá com seus 415.098 eleitores fica pior pois de cada 5 eleitores cuiabanos apenas 1(21%) votou nos eleitos, ou seja, um total de 328.213(79%) escolheram faltar as eleições, anular seu voto, votar em branco ou em outros candidatos, não nos eleitos.
     Tem algo muito errado aí, e não é o eleitor. Certo que nas eleições proporcionais realmente democráticas não há mal o eleitor votar em um e eleger outro. A diferença é que nas democracias avançadas o eleitor conhece a lista dos que podem ser eleitos com seu voto. Aqui não, o eleitor às cegas tenta acertar seu voto em uma lista oculta, habilmente montada pelos caciques para se reelegerem sempre. Assim, além de enganado, o eleitor paga a conta e ainda leva a culpa.

sábado, 24 de setembro de 2016

A ELEIÇÃO DAS LISTAS OCULTAS

tse.jus.br

José Antonio Lemos dos Santos

     Peço que me desculpem os especialistas em política, mas, como todo e qualquer cidadão incorporo a majestade do eleitor, principal agente da democracia, a quem deve sempre preocupar os destinos de sua cidade e nação. Assim, interrompo um pouco as questões regionais e urbanas para insistir em um assunto que me incomoda há anos e que tem a ver com a tão necessária Reforma Política. Refiro-me às eleições proporcionais, ou melhor, a forma como ela é praticada no Brasil, que parece desvirtuar as intenções do voto do cidadão. É comum ouvir que o cidadão não sabe votar e que é dele a culpa pelos políticos que o país tem e pela qualidade dos governantes de nossas cidades. Coitado. Desrespeitado e maltratado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     Como todos sabemos, no Brasil temos dois tipos de eleições, as majoritárias e as proporcionais, e é importante que existam as duas. Nas majoritárias vence o candidato que tiver mais voto. É simples e todo mundo sabe em quem está votando. Nas proporcionais já não é tão simples assim. O cidadão escolhe um candidato e seu voto pode (re)eleger outro, muitas vezes até eleger um que ele não queria ver (re)eleito. Nas eleições proporcionais o objetivo é eleger a divisão proporcional do poder político entre as diversas correntes partidárias representadas nas listas de candidatos de cada partido, proporção esta expressa no número de cadeiras parlamentares que cada corrente conquistar. Estas cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, os quais, na maioria das vezes não são aqueles escolhidos diretamente pelo eleitor. Por isso os mandatos das eleições proporcionais são dos partidos e não dos candidatos. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós.
     Em suma, o eleitor pode escolher um bom candidato e (re)eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação a qual pertence o candidato escolhido. O (re)eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banido da vida pública. E é o que geralmente acontece, pois as listas dos candidatos discriminadas por partido ou coligação não são mostradas aos eleitores, deixando o eleitor sem saber quem seu voto pode eleger de fato. Essas listas de candidatos são montadas habilmente pelos caciques partidários de forma a garantir suas próprias (re)eleições ou de seus escolhidos, não necessariamente os da vontade do eleitor. Do eleitor eles só querem as cadeiras. Por que isso não é bem explicado ao povo? Por que as listas não são divulgadas claramente? Enquanto isso, fica a falsa ideia de que as eleições proporcionais são iguais às majoritárias e, assim, as coisas continuam como estão com o povo sendo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria ver (re)eleitos.
     As eleições proporcionais são importantes desde que devidamente explicadas, e, muito especialmente, desde que mostrando ao eleitor a lista de candidatos que seu voto pode de fato eleger. Podia ser no verso dos “santinhos” dos candidatos, em vez das usuais imagens de santos, calendários, receitas ou escudos de times de futebol. É fácil culpar o eleitor pela qualidade de nossas bancadas, se não lhe é dado saber em quem de fato está votando. A publicação massiva das listas discriminadas dos candidatos, da mesma forma como é feita a divulgação dos nomes dos candidatos, seria uma boa e fácil providência enquanto a Reforma não vem. Com ela o eleitor veria que junto a seu candidato escolhido pode ter outro ou outros que ele não quer (re)eleger, mas que na maioria das vezes ganha a cadeira com seu voto de boa fé. Enquanto isso restaria ao eleitor buscar seu jeito de identificar as listas a partir da lista alfabética disponibilizada pelo TRE-MT.
(Publicado em 24/09/16 por Midianews, em 25/09/16 ArquiteturaEscrita, FolhaMax, MuvucaPopular, em 26/09/16 em HiperNotícias, em 27/09/16 no Diário de Cuiabá,...)

COMENTÁRIOS:
Por e-mail
Cleber Lemes 27/09/16
"Parabéns Dr. José Antonio pelo artigo . Acho que a reforma politica e tão importante quanto a tributária e acabaria com esses partidos de aluguel, pois deveria ter somente dois a tres partidos, pois vc é governo ou é contra o governo. A maior Democracia do Planeta só tem dois partidos DEMOCRATAS  e REPUBLICANOS. Acho que os que forem mais votados seriam os eleitos e os suplentes seriam na ordem croonologia dos votos, sem suplentes no caso de senadores, pois hoje temos no Senados quase um terço de suplentes no exercicio do mandato. Um abraço 
​Cleber "



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CANDIDATOS A VEREADOR EM CUIABÁ 2016

tse.jus.br

ATENÇÃO: 
ANTES DE DEFINIR SEU VOTO VERIFIQUE EM QUAL DAS LISTAS ABAIXO ELE SE ENCONTRA

COMO SABEMOS NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS (VEREADORES E DEPUTADOS) PODEMOS VOTAR EM UM CANDIDATO E ELEGER OUTRO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE NÃO QUERÍAMOS VER ELEITO(A) OU REELEITO(A). ISSO PORQUE NELAS ELEGEMOS PRIMEIRO A PROPORÇÃO QUE REPRESENTA CADA CORRENTE POLÍTICA NO CONJUNTO DO ELEITORADO. POR ISSO OS CANDIDATOS SÃO ORGANIZADOS EM LISTAS POR PARTIDO OU COLIGAÇÃO. ENTÃO AO VOTAR EM UM CANDIDATO ESTAMOS VOTANDO PRIMEIRO NA LISTA EM QUE ESTÁ O CANDIDATO,  LISTA CONQUISTARÁ O NÚMERO DE CADEIRAS QUE OS VOTOS RECEBIDOS POR TODOS OS SEUS CANDIDATOS REPRESENTAR PROPORCIONALMENTE NO CONJUNTO DO ELEITORADO. E AS CADEIRAS SERÃO OCUPADAS APENAS PELOS MAIS VOTADOS DE CADA LISTA. E É POR ISSO QUE, SEU VOTO EM SEU CANDIDATO PREFERIDO PODERÁ ELEGER UM OUTRO CANDIDATO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE VOCÊ NÃO QUEIRA ELEGER OU REELEGER.

MUITO CUIDADO ENTÃO, ANTES DE DEFINIR SEU CANDIDATO CONFIRA EM QUE LISTA ELE ESTÁ E QUE OUTROS CANDIDATOS ESTÃO COM ELE.  CASO ENCONTRE JUNTO ALGUÉM QUE NÃO QUEIRA VER ELEITO(A) OU REELEITO(A),  VOCÊ TEM A OPÇÃO DE ESCOLHER OUTRO BOM CANDIDATO EM OUTRA LISTA QUE ESTEJA "LIMPA" DE INDESEJÁVEIS OU MENOS "SUJA".  REPRODUZI DA LISTA DO TRE-MT OS DESTAQUES PARA OS CANDIDATOS À REELEIÇÃO, POIS ELES MERECEM  AVALIAÇÃO ESPECIAL JÁ QUE CUMPREM OU JÁ CUMPRIRAM UM OU MAIS MANDATOS.

ESTA LISTA FOI ORGANIZADA A PARTIR DA LISTA ALFABÉTICA DE CANDIDATOS DISPONÍVEL NO SITE DO TRE-MT, PARA MINHA ORIENTAÇÃO E  DE FAMILIARES, E COMPARTILHO NO BLOG COM OS AMIGOS  COM A ÚNICA INTENÇÃO DE AJUDAR NA DEFINIÇÃO DE NOSSO MAIOR DEVER CÍVICO, QUE É O VOTO.


PARTIDOS OU COLIGAÇÕES



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ I
(PP SD)  
ALDO LUIZ (PP)
ANA PAULA DOS PERFUMES (PP)
GUGU (PP)   
LOMBARDI (PP)  
PROFESSORA ANDREA (PP)  
ANNE BRANDÃO (SD)  
ARNALDO PENHA (PP)  
NICOLAU (PP)  
CACÁ RIBEIRO (PP)  
CLAUDINEY VIEIRA (SD)  
DANIELLE MARINHO (SD)  
PROFESSORA DÉBORA (PP)  
DEMILSON NOGUEIRA (PP) 
DIEGO GUIMARAES (PP)   
ELEOMAR PACÚ (PP) RENÚNCIA
PROFESSOR ELEONOR SEREZO CPA (SD)   
MISTERPIU (PP)  
FERNANDO FERNANDES (PP)  
PROFESSOR FRANKES (PP)  
GLEICY (PP)  RENUNCIA
INES DE OLIVEIRA (PP)  
FRANÇA DA ENDEC  (PP)  
DODÉ (PP) 
KARLA VENEGA (PP)  
MIRANDINHA (PP)  
LUIS CLAUDIO (PP)  DEFERIDO COM RECURSO
LUIZ AGUAIO (SD) 
MARCELO LOPES (SD)  
MARCO AURÉLIO (SD) 
MARIA DE FATIMA (PP)  
MAZE  (PP)  
MÁBIO  DO BANCO (SD)  
NOEL DO SINDICATO (SD) 
ODILSE (PP)  
PATRICIA AMORIM(PP) 
PAULO ARAUJO (PP)     REELEIÇÃO
PAULINHO DA PADARIA(PP) 
VINICYUS CLOVITO (PP) 
PROFESSORA WANUZIA (SD)
ZÉ RIBEIRO



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ III 
(PMDB PMB PROS PR  PPL)
ABEL ARRUDA (PROS) 
ADALBERTO CAVALCANTE (PMDB) 
MARECHAL (PPL) 
CARLITO MORAES (PMB)  
CARLOS FREDERICK (PROS) 
CARMEN FÉLIX (PROS) 
DINA GOMES (PMB) 
PROFESSOR CÉLIO (PMDB) 
EDMILSON FUMAÇA (PMDB)
ÉDSON SENA (PMDB)  
EDUARDO GABRIEL (PMDB)   
FAUSTÃO (PROS) 
FERNANDA MOTTA (PMB)  
CHICO 2000(PR)     REELEIÇÃO 
DAYANA LEONARDO - INDEFERIDO
DILEMARIO ALENCAR (PROS)     REELEIÇÃO 
FÁBIO MARCIO (PR)  
GUSTAVO COSTA (PMDB) 
HEITOR REYES (PMDB)  RENÚNCIA
IDELMAN MELO (PR)  
BARANJAK (PMDB) 
JESUS DORILEO/ ZITO (PMB) 
JOILSON JUNIOR (PMB)  
ZÉ DO PICOLÉ (PR) 
JOSY VENERO (PMB)  
ZÉ RICARDO (PROS)  
KELLEN GARDENIA (PMB)  
LUCINHA CUIABANA (PMDB) -  INDEFERIDO
LUCIANA ZAMPRONI (PMB)  
CIDA (PROS)  - INDEFERIDO
LU TURINO (PROS) 
MARICELMA  ALMEIDA  (PMDB)  
MARIO LUCIO (PMDB)  
MARLENE MAMÃE (PROS)  
NELZINA SOUZA (PMDB)  
PILADES PILÃO (PROS)  
RALF LEITE (PMDB) 
JÚNIOR SOUZA (PROS) 
WAGNER BAGASSO (PROS) 


PSL    (PARTIDO ISOLADO)

ABEL MOREIRA
ADRIANA MELO - AGUARDANDO JULGAMENTO
GABI   
ANDREIA DIAS DIAS   
BAIANINHO   
DERICA FLASH BACK   
EDSON SANTOS  
PROFESSORA ELAINE   
ELIANE BOLO   
EMIDIO DE SOUZA    
CARLOS MENEGATTI  
EZEQUIAS FREITAS  
ALENCAR FERRO VELHO   
CHIQUINHA PAIXÃO   
CHICO PLANADA
HIPÓLITO ESCURINHO  
IVONETE DE OLIVEIRA  
BRAZ ROSA   
VANDICO  
JOSÉ QUEIROZ    
JOÃO DA ÁGUA   
JUCELMA OLIVEIRA   
LUCIANO TRINDADE   
FERNANDO RODRIGUES
MARA  
MARCINHA MAGAN   
MARIA RODRIGUES   
MARIA EUGENIA - INDEFERIDO COM RECURSO  
MARLENE ROSA
MARTINHO REIS DO MANGUEIRAL   
CENOURA     
PAULO CÉSAR PEIXE     
RAFAEL ALMEIDA     
RAUNY DE OLIVEIRA  
ROSATT PEKENO     
TIÃO DO RETIRÃO     
VALDIR PEREIRA     
PROFESSOR WELSON MESQUITA     
WILSON KERO KERO     REELEIÇÃO

PSC    (PARTIDO ISOLADO)
ABÍLIO JR
APARECIDO
ASSIS DO BIGODE   
ALEX   
ANA DO PÃO    
ANGELA MARIA   
AROLDO TELLES  
DALVIANE BOTELHO  
DERLI ARAÚJO  
EVA LEITE    
HELIEZER DUTRA    
PROFESSOR IVO   
JHESSIKA CORTEZ    
SARGENTO JOELSON   
PROFESSOR ITAMAR  
ZÉ MARCOS   
VADINHO     
DR. LICINIO  
LÚCIA GONÇALVES    
LUIZ DO MÉDICE  
MARCIO MIRANDA   
MARCOS BARBOSA   
MARCÃO  
MÁRIO FEIRANTE   
MARIOZAN MOTA   
NATAN COSTA  
NERIAS FILHO DO REI   
OSEAS MACHADO     REELEIÇÃO  
PABLO QUEIROZ    
REGINALDO ANDRADE     
ROSI     
RUBENS AMORIM     
RUBÃO    
DONA SELMA    
CANTORA SHIRLEY DE SOUZA     
THALITA MORAIS    
THASLYNNE PEREIRA     
INSTRUTOR VANDEIR     
ZENILDO DA DISTRIBUIDORA GIL  

DANTE DE OLIVEIRA II 
DEM PSD PSDB)
DJ SACI (DEM) 
ADEMIR MORAES (DEM) 
ADEVAIR CABRAL (PSDB)-     REELEIÇÃO  
ALEX MACHADO (PSDB) 
ALEXSSANDRO FRAGA (PSDB)  RENÚNCIA 
ENFERMEIRA ANA MARIA DO TIJUCA (PSDB)  
ANTONIO FERNANDES (PSD)  
TONINHO DE SOUZA(PSD)     REELEIÇÃO  
ARTURO TOMASELLI (DEM)  
BRECHÓ (PSDB)  
BENEDITA ARRUDA (PSDB)  
BRENO REIS (PSDB) 
CARLOS LARA (DEM)  
CARLYANNE OLIVEIRA (PSDB)
CLAUDEMILSON MICHEIRA (DEM)  
CRISTIAN ROBERTO (PSDB)  
NANDINHO (DEM)  
ELDA MOURA (PSD)  
ELINEI MACIEL (PSDB)  
NICINHA PEDRA 90 (DEM)  
FRANCISMEIRE SILVA (PSDB)  
EVERTON POP (PSDB) 
GENESSY SOUZA (PSDB)  
GUILHERME CREPALDI (DEM)  
HELINHO CORREA DA COSTA (DEM) 
HERMES OLIVEIRA  (PSD)  
ILIZETH COENGA (DEM) 
LEANDRO LIMA (PSDB)   
LUECI RAMOS (PSDB)- REELEIÇÃO  
MARA LIMA (PSD)  
HELENA DA SAÚDE (DEM) 
MAURÉLIO RIBEIRO(VEREADOR) (PSDB)- REELEIÇÃO 
PAULINO (DEM)  
PAULO CESAR CAJU (PSD) 
NETO DO ESPORTE (DEM) 
RENIVALDO NASCIMENTO (PSDB)- REELEIÇÃO 
DR. RICARDO SAAD(PSDB)- REELEIÇÃO 
TELMA VIANA (DEM) 
VITOR HUGO ARTISTA PLÁSTICO (PSDB) 
WELLINGTON BERÊ (PSDB) 


DANTE DE OLIVEIRA I 
(PRTB PHS PEN PMN PPS)
ADEMIR PEREIRA (PMN)
AFONSO MELO (PHS) 
ALACILDO BAZZANO (PHS) 
ALTAIR MONTEIRO (PHS) 
ANA PAULA (PRTB)  
MANDIOCA (PHS)  
PROF. CARLINHOS (PRTB)   
CÉLIS BORGES (PMN) 
DR CESAR LIMA (PHS) 
CLARITO JÚNIOR (PMN)  
CHRIS DAMASCENO (PHS)  
CUSTÓDIO MILITÃO (PHS)  
DEVAIR RODRIGUES (PRTB) 
ELIAS VENENO (PEN)  
ELIENE FILHO (PHS) 
FLAVINHA BOTELHO (PHS)  
IZABEL PEREIRA (PHS)  
JOAQUIM FILHO (PHS)  
NIL NERY (PHS) 
FÁBIO ATALAIA (PHS)  
PROFESSOR JOÃO JUSTINO (PPS)  
SARGENTO VIDAL (PMN)  
LUCIMARA GIACOMINE (PHS)  
MAC SUELEN (PHS)
MARCREAM SANTOS (PRTB)-     REELEIÇÃO  
MARCELA AQUINO (PHS)  INDEFERIDO  
MÁRCIO PARDAL (PHS) RENÚNCIA 
MARQUINHOS CARIOCA (PRTB)  
NILTON PICO (PHS)  
ODAIR JÚNIOR(PRTB)  
RAQUEL FARIAS (PHS)  
DIGÃO (PEN) 
ROSANGELA CAMPOS (PHS) 
SANDRA IRACILDA (PHS)  
SCARLET PARENTE (PRTB) 
VALDEMIR TBO (PHS) 
VILMA ARAUJO (PHS) 
JUNIOR CALDAS(PEN)

PSB     (PARTIDO ISOLADO)
ADILSON LEVANTE -     REELEIÇÃO    
ADRIELLY ABREU - INDEFERIDO  
DR. LIBERATTI   
PROFESSORA ANDREIA RODRIGUES  
PROFESSOR MANFRIN   
BETA   
PARAGUAIA CABRAL   
ESMAEL MARTINS    
FABINHO PROMOÇÕES  
GILBERTO FIGUEIREDO   
ZÉ CARLOS RENASCER  
IRMÃO LAZARO   
JÚNIOR CUIABANO   
ROSA SILVA   
MARCELO BUSSIKI   
MISAEL GALVÃO    
NEUSA MOURA    
ONOFRE JUNIOR -     REELEIÇÃO    
BETO CORREA     
SILVANDIRA     
DERLEI PRIMO     
WILSON CUTAS

FUTURO E INCLUSÃO   (PDT  PT  PCdoB)
PROF. ALLAN (PT) -     REELEIÇÃO
ANSELMO CALABRIA (PT)
ARILSON DA SILVA(PT) - REELEIÇÃO
DITO LABAMBA (PDT)
CARLOS ADRIANO (PDT)
CARLOS QUEIROZ TX (PDT)
NEY COSTA (PDT)
KORINGA (PC do B)
DAYANE CARVALHO (PT)
DIEGO CAMOLEZI (PDT)
EDSON LUTADOR DE BOX (PT)
GERALDO BAIA (PT)
TAINA ALVES (PDT)
JAJÁ SANTOS (PDT)
JÉSSIKA RAMIRES (PDT)
LAURA ABREU (PT)
MARCELO TERRA (PDT)
MARCOS VIANA (PDT)
KOTA CORTEZ (PT)
MARIA MAGALHÃES (PC do B)
MAURÍCIO MUNHOZ (PC do B)
MIRIAM (PT) 
ROBERTINO DA FARMÁCIA (PDT)
LIMA DA MECÂNICA (PDT)
ROBINSON CIREIA (PT)
DRª ROSANGELA (PDT) - INDEFERIDO
SUSANA MARIA (PDT)
ÍNDIO DO BRASIL (PT)


PRP PARTIDO ISOLADO
ALOIZIO MIRANDA   
ANA EMILIA   
ANDERSON SIQUEIRA   
TOTÓ CESAR   
ANTONIO LEMES 
DODO VEGGI  
CARLA RUBIA 
CHICO LEBLON  
DIDIMO VOVÔ   
BETE ROCA    
LILO PINHEIRO -     REELEIÇÃO  
ETERNO MONTALVÃO   
GERSON ARRUDA   
HALA RAMZI   
ZECA TENUTA    
ZEZINHO STILUS EX ERRE SOM   
ZEZÉ PAIXÃO   
COMPADRE BANGA   
PROFESSOR MESSIAS  
MARCELO PIRES   
DORA  
BAIXINHA GIRALDELLI  
MARIO MARCIO   
MARLENE DOS SANTOS  
MARTHA ALCIONE  
MAURÍCIO AMORIM    
NELSON DE FARIA  
NEWTON BENGUÉ    
ORIVALDO DA FARMÁCIA     
RENATO ANSELMO     
ROSANGELA ASSIS - RENÚNCIA    
ROSE - INDEFERIDO     
RUBINHO DA GUIA    
SILVANA SANTOS     
NONÔ DELGADO

PV  PARTIDO ISOLADO
ALUIZIO LEITE   
ANDELSON GIL DO AMARAL   
CARLOS DA LUNÓTICA  
CHARLES CAETANO  
CLAYTON PDG  
CLEONICE RAMOS 
DON FISCHER - INDEFERIDO 
EDER PINHEIRO    
FELIPE WELLATON   
DON FISCHER   
PROFESSOR FRANCISCO BOHNS (CHICO)  
GABRIEL GUILHERME   
GILSON BATISTA  
IDORIEL JUNIOR  
IVONETH ALBUQUERQUE  
JAMILSON MOURA   
JOSIVAL TELETRON   
JOSUEL  
JUSTINO MALHEIROS   
LAURA SILVA    
LUCÉLIA NEVES   
MAIZE RODRIGUES  
DELEGADO MARCOS VELOSO  
FATY  
MÁRIO NADAF -     REELEIÇÃO   
MIRIAM DO PEDRA 90  
MYLENE LUSTOSA   
NILZA DA SILVA BARTNISKI    
PROFESSORA OSVANIRA (JÔ)   
PAULO HENRIQUE    
PEDRO JUNIOR     
DR. PEDRO    
RAUF MACEDO     
SIDNEY DE SOUZA     
TIAGO OLIVEIRA     
UGA     
DR.WASHINGTON    
CLEIA DIVA MULHER     
ZIDIEL COUTINHO

CUIABÁ LEVADA A SÉRIO 
(PRB PTN)
AMANDA SURET (PRB) 
MATSUBARA (PRB)  
AUGUSTO JORGE (PTN)  
CLAUDIO JOSÉ (PRB)  
CRISTINA MOTA (PRB)  
DEVILSON EVANGELISTA (PRB)  
GASTÃO EMP. FLOR MORENA (PTN) 
GLAUCIANE DO PLANALTO (PRB)  
HAROLDO ARRUDA (PRB)   
JOSÉ FARIAS – CORRETOR  (PRB)  
JONAS (PRB)  
MARCIA CAETANO (PRB)  
NINA (PRB) 
MARLENE ASSUNÇÃO (PRB)  
PROFESSOR NÉVITON(PRB)- REELEIÇÃO  
ODENIL DO JORNAL (PRB) 
REGIS DO PLANALTO(PRB)  
ROGÉRIO ROSSETTI (PRB) 
TIÃOZINHO (PRB)- INDEFERIDO COM RECURSO 
DR. SERGIO BIOMÉDICO (PRB)

PSDC  PARTIDO ISOLADO
AMAURI PEREIRA - INDEFERIDO COM RECURSO
ADEMIR COSTA  
BENEDITA XUXA
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO   
CLEBER ADORNO  
CLEBINHO BORGES  
CLEUZA ROSA  
CONCIELE PEDROSO   
CRISTIANE LARA    
ELIZEU NASCIMENTO   
EVANILDE “A GATA”  
WETO SALGADO    
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO 
HELIO FONSECA   
HEVERTON PERERECA   
NÉIA DA SAÚDE  
ZÉ ADRENALINA MOTOS   
JUCA NETO   
LICIO MALHEIROS   
LUCIENE BARROS   
LUZMARINA  
MAX CAMPOS   
ODAIR MEDEIROS     
PAULINHO FIGUEIREDO     
PAULO MELO     
NUNES MARANHÃO     
REGIS GOMES    
REGIS REGENTE  
RONIEL DA LOCAR     
ROSINHA    
ROSANA SILVA    
ROSE ARAUJO    
SAMOEL SANTOS     
SILVANA SOUSA     
BREAK PRATEADO     
VITELMAR (GAUCHINHO)     
PI     
WALDEMIR MATOS’O KARINHA’     
WILDES TADEU

 PSOL PARTIDO ISOLADO
TÓ   
GLADIADOR   
ÉDSON (CABEÇÃO)   
ELZINHA - RENÚNCIA   
EVANDRO VANDOKA    
RAMIREZ    
GILBERTO LOPES FILHO   
GONÇA DE MELO   
KLÉBER CIGANO   
LUCIMARA BESERRA  
TIA MARIA  
MÁRIO CAVALCANTI   
IRMÃ ROSINHA     
SUADNA     
ENFERMEIRO VANDERLEY GUIA     
CARDOSO

UNIÃO TRABALHISTA POR CUIABÁ 
(PTB/PTC/PT do B)
DITO ENFERMEIRO (PTC)  
CLARISSE SCHIMITT (PTB)  
PROFESSORA CLAUDETE (PTB)  
CRISTIANE DIAS (PTC)- RENÚNCIA   
DAVID DO HOT DOG (PTB)   
DR. XAVIER (PTC) 
EDMUNDO CESAR (PTC) 
FABIO SENA (PTC)   
FABIO CASSOLI (PTB)  
CHIQUINHO CAMARGO (PTC)  
GEMINIANO MORAES (PTB) 
GERALDA MENDES (PTB)  
ISADORA CAMPOS (PTC) 
IVANA VILELA (PTC)   
IVONE PORTUGAL (PT DO B)  
JAJÁ DE LARA  (PT DO B)  
PASTORA JANDA (PT DO B)  
JARDYR FISCAL (PT DO B)  
MC BANANA PEDRA 90 (PTB)  
ALEX FREITAS (PT do B)   
MC DENTINHO (PT do B)  
JULIO DA POWER (PT do B)  
LEDEVINO (PT do B)  
JUCA DO GUARANÁ FILHO (PT do B)     REELEIÇÃO  
MARCIA MARIA (PTB)  
MARCIO GONZAGA (PT do B)   
MARCUS FABRICIO (PTB)-     REELEIÇÃO 
MÁRIO ARRUDA (PTC)
DR. MILTON CORREA(PTB)  
MONICA SILVA (PTB) 
MYCHELLI COUTO (PTB)INDEFERIDO COM RECURSO  
OSMAR RODRIGUES PT do B) 
RONALD MUZZI (PTB) 
RONYE STEFFAN (PTB) 
ROSENIL LUIZ (PT do B) 
ROSILEY RODRIGUES (PTB) 
SANTINA FELICIA (PTB) 
SILVANO VICENTE (PTC)

REDE PARTIDO ISOLADO
FELLIPE CORREA    
GISELE BARBOSA   
LUCIANO DA REDE
OBS.-Estas listas foram organizadas segundo os PARTIDOS ou COLIGAÇÕES a partir da lista em ordem alfabética disponibilizada EM 14/09/16 no site do TRE-MT.