"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

SOU BRT

Revendo este meu artigo publicado pelo Diário de Cuiabá em 25 de março de 2011, uma sexta-feira.


José Antonio Lemos dos Santos

     Ainda que extemporânea, o fato é que foi recolocada a discussão sobre o VLT ou BRT, assunto sobre o qual já me posicionei em artigos na época correta, quando o assunto foi discutido pela primeira vez, no tempo hábil. Assim, é oportuno recolocar a posição deste cidadão técnico, arquiteto e urbanista, registrado no CREA, com mais de 30 anos trabalhando com a cidade, posição esta baseada nas informações publicadas e disponíveis ao cidadão comum. Não sou funcionário da Agecopa, não ocupo qualquer cargo público e nem sou vendedor ou representante de BRT ou VLT, portanto, livre para aplaudir ou criticar – sem pretensões a dono da verdade - quando e como eu achar conveniente ao bem da minha terra natal.
   De início lembro que o principal problema no transporte coletivo na Grande Cuiabá é de gestão, e não de tecnologia. Podemos colocar VLTs, BRTs, metrôs, monotrilhos, zepellins, o que tiver de melhor no mundo, e nada funcionará se não for acertado um modelo de gestão adequado, o qual deverá estar legalmente implantado e funcionando antes da entrada em funcionamento da nova tecnologia. O nosso atual sistema de transportes é repartido em três partes, com três “donos”, as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, e o governo do estado. Cada um se acha dono do seu pedaço, e faz o que quer na atual bagunça da legislação que tem Aglomerado e Região Metropolitana e não tem nem um e nem outro. É como entrar numa corrida com três corredores com as pernas amarradas entre si e cada um correndo como se estivesse só. Se não se organizarem, só conseguirão um belo tombo. Como será gerido o transporte coletivo na Grande Cuiabá? Será uma autarquia ou empresa pública intergovernamental? Será terceirizado ou tentaremos de novo a gestão compartilhada com um conselho (que se reúna desta vez). Este tema é complexo técnica e politicamente e exige urgente e detalhada atenção da Assembléia, para decidir logo, e bem.
Entre as tecnologias disponíveis estou com o BRT por sua comprovada eficiência em diversas cidades do Brasil e do mundo. Através do Youtube podemos conhecer e viajar em suas aplicações pelo mundo afora, em cidades dinâmicas e de grande demanda do transporte de massa. Além disso trata-se de uma solução nacional, com facilidade de manutenção e reposição de peças, podendo utilizar o biodisel, do qual Mato Grosso é o maior produtor e Cuiabá vanguardista nessa tecnologia, sendo a sede de sua primeira fábrica e laboratório urbano para seus primeiros usos e testes. Cheguei a sugerir o desenvolvimento de um modelo de veículo e de gestão com o nome de CuiaBus – para aproveitar a grande vitrine global da Copa divulgando ao mundo essa tecnologia brasileira, geradora de empregos e renda no Brasil e, mais importante para nós, especificamente em Mato Grosso.
    De 2009 para cá o noticiário informa que o projeto técnico de implantação do BRT avançou e está em fase de conclusão, já em preparativos para os processos desapropiatórios, já tendo sido investido muito dinheiro e, em especial, investimento de tempo, o recurso mais escasso nesta altura do campeonato. Quanto às desapropriações, elas são indispensáveis em intervenções desse tipo, qualquer que seja a opção tecnológica, desde a Roma dos Papas no século XVI, passando pela Paris de Haussmann no século XIX, até as demais sedes da Copa de agora. Cumpridas todas as exigências legais, com as devidos ressarcimentos, a desapropriação é um dos principais instrumentos do urbanismo, fundamentais à adaptação das cidades às necessidades impostas pelos seus processos evolutivos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DESAPROPRIAÇÕES PARA O VLT

Tal qual prevíamos, dificilmente o VLT se viabilizaria sem desapropriações. Entretanto, definido o modal e seu projeto, o alargamento dessas avenidas precisa ser feita. O alargamento das vias estruturais já será um dos maiores legados para a Cuiabá e Várzea Grande. 




VEJA ABAIXO OS TRECHOS A SEREM DESAPROPRIADOS PELO VLT, CONFORME MATÉRIA DE HOJE DO MIDIANEWS
(A matéria de Lislaine dos Anjos completa está em www.midianews.com.br)




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Um dos imóveis que passarão pela avaliação da Diefra/Cappe será o 1º Serviço Notarial e Registral da Comarca de Várzea Grande, localizado no entroncamento das avenidas Arthur Bernardes e Filinto Muller, na Cidade Industrial.
O imóvel, de mais de 6 mil m², vai ser desapropriado para a construção de uma rotatória e de um viaduto ferroviário.
Outros imóveis que também tiveram a desapropriação anunciada pelo Estado, para adequação de capacidade e melhoria da segurança viária à travessia urbana, estão localizados no entroncamento da Rodovia dos Imigrantes (MT-407), que dá acesso ao bairro Tijucal (Contorno de Cuiabá). 
O trecho a ser desapropriado totaliza 2,9 km e vai do km 321,3 ao km 324,2.
A transferência desses imóveis para o Estado visa à execução das obras de construção do viaduto que ligará a Avenida Miguel Sutil (Cuiabá) à Avenida Dom Orlando Chaves (Várzea Grande).
Os terrenos e imóveis abaixo indicados também serão desapropriados para a implantação do VLT:
- Terreno localizado no entroncamento da Avenida Arthur Bernardes com a Avenida Filinto
Müller (Várzea Grande);
- Imóveis localizados do lado direito (sentido que leva à Cuiabá) no entroncamento da Avenida 31 de Março com a Avenida da FEB (Km Zero);
- Imóveis confrontantes com a Avenida da FEB, trecho compreendido entre a Avenida Cerrados e a Avenida 31 de Março / Ulisses Pompeo de Campos – ambos os lados;
- Imóveis confrontantes com a Avenida da FEB, trecho compreendido entre as
Avenidas Gonçalo Botelho de Campos e Dom Orlando Chaves (acesso ao bairro Cristo Rei) – Lado direito (sentido que leva à Cuiabá);
- Imóveis confrontantes com a Avenida da FEB, trecho compreendido entre a Rua Aníbal Molina Ribeiro e a Ponte Júlio Müller (Várzea Grande) – ambos os lados;
- Imóvel nº 981, localizado na Avenida XV de Novembro, entre as Travessas Paiaguás e Tuffic Affi (desapropriação parcial);
- Imóveis confrontantes com a Av. XV de Novembro, trecho compreendido entre a Av. Senador Metelo e a Rua Caetano Santana (ambos os lados);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Tenente Coronel Duarte, no trecho compreendido entre as Praças Maria Taquara e Bispo Dom José – Lado direito (sentido que leva ao CPA);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Tenente Coronel Duarte, no trecho compreendido entre a Avenida Generosa Ponce de Arruda e a Travessa João Dias – Lado esquerdo (sentido que leva ao CPA);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Tenente Coronel Duarte, no trecho compreendido entre a Ladeira Pedro Góes e a Avenida Coronel Escolástico (Morro da Luz) – Lado direito (sentido que leva ao CPA);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Tenente Coronel Duarte, no trecho compreendido entre a Rua Vila Maria (bifurcação) e o prolongamento da Rua São Francisco Caldas – Lado direito (sentido que leva ao CPA);
- Imóvel nº 1.784, localizado no prolongamento da Rua José Lacerda Cintra até a Avenida Aclimação (bairro Bosque da Saúde);
- Terreno confrontante com a Avenida Historiador Rubens de Mendonça, acesso à alça do viaduto da Avenida Miguel Sutil (desapropriação parcial) – Lado direito (sentido Centro);
- Terreno confrontante com a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (frente) e Rua Osasco (fundo), no bairro CPA 1, ao lado direito da Escola Tiradentes (nº765);
- Imóveis confrontantes com a pista de subida da Avenida Coronel Escolástico, trecho entre a Avenida Tenente Coronel Duarte e a projeção da Travessa do Cajá – Lado esquerdo (sentido Coxipó);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, trecho entre a Avenida General Vale e a Rua Miranda Reis – Lado direito (sentido Coxipó);
- Imóveis confrontantes com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, trecho compreendido entre a Rua Haiti e a Rua Alziro Zarur – ambos os lados;
- Imóvel confrontante com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, localizado entre as Ruas Alziro Zarur e Gov. Antônio Maria Coelho, bairro Boa Esperança – lado esquerdo (sentido Coxipó);
- Imóveis confrontantes (ambos os lados) com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no trecho compreendido entre a Rua Singapura (bairro Shangri-lá) e a Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio) – ambos os lados;
- Imóveis confrontantes com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no trecho entre o Rio Coxipó e a Rua Antônio Dorileo – ambos os lados;
- Imóveis confrontantes com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, no trecho entre a Rua Quatro de Agosto e a Avenida Caiapós – ambos os lados;
- Terreno compreendido entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa (frente) e Rua dos Tamoios (fundo), bairro Parque Ohara e Av. Caiapós – Lado esquerdo (sentido Distrito Industrial).
Resistência na Prainha
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