"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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segunda-feira, 12 de março de 2018

CAMPEÃO DO MUNDO

BREEAM AWARDS2018
José Antonio Lemos dos Santos
     Até o ano passado enquanto fui professor da ativa sempre insisti com os alunos e colegas no entendimento de que no mundo da internet só é periferia quem quer. Não tem mais aquela velha desculpa de morar longe dos grandes centros culturais, industriais, distante das bibliotecas, das inovações tecnológicas, etc., que sem dúvida foi bastante válida durante muito tempo para muitos, mas que hoje com a internet não faz mais o menor sentido. Até a pouco tempo era compreensível a expressão “vou ao Rio ou a São Paulo tomar um banho de civilização”. Hoje a internet traz a civilização e o mundo para todo mundo e leva todo mundo para o mundo e a civilização, desde que cada um queira de fato. Mas mesmo sem a internet tinha gente que rompia a distância e o isolamento e ia ao encontro do mundo, alguns até para conquistá-lo, como Dutra ou Rondon que saíram de Cuiabá com todas as dificuldades para construir seus destinos, um chegou a presidente do Brasil e o outro é considerado em outros países, EUA por exemplo, como um dos maiores vultos da espécie humana.
     Baixando um pouco a bola, na semana passada, último dia 6 de março, em Londres aconteceu a premiação mundial de construções sustentáveis, BREEAM AWARDS 2018, destacando o Centro Sebrae de Sustentabilidade, em Cuiabá, e seu criador o arquiteto conterrâneo José Afonso Botura Portocarrero. Foram premiados como Melhor Edificação Sustentável em Uso nas Américas, por juri técnico e Melhor Prédio Sustentável da Premiação, em júri popular mundial por meio de votos digitais, tendo concorrido com edifícios das três Américas, Ásia e Europa. O BREEAM criado em 1992 na Inglaterra foi o primeiro método para avaliação de sustentabilidade em edifícios e hoje é uma das certificações de maior prestígio no mundo.
     Uma premiação deste porte traz por si só um impacto arejador no ambiente cultural do estado mas impacta também ao premiar um projeto que traz a interação daquilo que é mais contemporâneo em termos de tecnologia com lições fundamentais de sabedoria da arquitetura indígena coletadas pelo arquiteto Portocarrero e reunidas no seu livro “Tecnologia Indígena em Mato Grosso”, também premiado em outra ocasião. A interação de conceitos globais e locais, moderno e milenar é a proposta contundente e sedutora do edifício premiado.
     O Centro Sebrae de Sustentabilidade promove também o verdadeiro conceito de Arquitetura, mostrando superar os limites físicos da simples construção ao transformar os espaços em abrigos de qualidade com segurança, funcionalidade e com a magia capaz de transformar um edifício em um ícone.  O Centro Sebrae de Sustentabilidade consolidou-se de fato como um ícone da sustentabilidade na arquitetura, centro difusor de conhecimentos e promotor de discussões sobre as melhores formas do homem se relacionar com seu ambiente. E o edifício em si é a sua principal mensagem, o edifício é a primeira lição.
     É preciso saudar uma instituição como o SEBRAE-MT por buscar na arquitetura de qualidade um bom começo para o desenvolvimento de seu centro de sustentabilidade. Ninguém mais adequado que o arquiteto e urbanista José Afonso Portocarrero, professor, mestre e doutor, um dos idealizadores da Secretaria do Meio Ambiente de Cuiabá e seu primeiro secretário, estudioso do edifício, da cidade e do ambiente e que foi buscar com os índios, com olhos e mentes de aprender, as lições de convivência ambiental para sua arquitetura mais recente. Só podia dar certo. Além do sucesso, reconhecimento nacional e internacional para o Centro Sebrae de Sustentabilidade e seu arquiteto.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O SOL



Foto: José Lemos

José Antonio Lemos dos Santos

Retomo as reflexões sobre os fatores positivos disponíveis para o desenvolvimento da Baixada Cuiabana, aproveitando a época de eleições e de elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Vale do Rio Cuiabá (PDDI/VRC). Não se trata de ignorar o que temos de negativo, mas só numa perspectiva correta de construção do futuro podemos corrigir os déficits do passado. Ainda festejando o Equinócio da Primavera destaco neste artigo o Sol, o poderoso e inseparável amigo de Cuiabá, insuportável para uns, indispensável para outros.
     Quando Dom Aquino chamou Mato Grosso de “terra noiva do sol, linda terra”, certamente se referia ao sol cuiabano, o mesmo que para Carmindo de Campos produz “aquele calor sadio, que às vezes é melhor, muito melhor que o frio.” Pois é esse mesmo sol tão marcante na vida cuiabana que elenco como uma das grandes vantagens comparativas da Baixada Cuiabana, se nossas lideranças conseguirem elevar o olhar para um horizonte maior que o interstício eleitoral de dois anos. Nada se desenvolve sem energia e o Sol é fonte inesgotável de energia limpa e grátis, em especial em Cuiabá. O uso da energia solar é o futuro que já começou e levará vantagem quem se preparar desde já para isso. No caso do Vale do Cuiabá com sua posição estratégica, a adoção da energia solar na matriz energética poderá ser um diferencial em sua inclusão sustentável na modernidade tecnológica global, integrada ao farto potencial hidroelétrico, ao gás natural e aos diferentes modos de bioenergia em que Mato Grosso é produtor campeão.
Foto: José Lemos

     Não sou especialista, porém acompanho o assunto por sua importância para o desenvolvimento urbano e sabemos que o sol em Cuiabá, além de fritar ovo no asfalto, pode, por exemplo, movimentar a ventilação por convecção, aquecer água, assim como iluminar ambientes fechados ou muito amplos com a solução zenital com grandes vantagens. Mas já deu também para saber que o estágio de evolução da tecnologia de aproveitamento da energia solar ainda não dá para competir com as formas convencionais de geração de energia, embora haja o consenso de que as possibilidades são muitas e serão indispensáveis para o futuro da humanidade. Dentre estas, uma chama atenção especial pelo que ela tem de simples e por sua praticabilidade imediata, inclusive regulamentada pela ANEEL, que disponibiliza em seu site manual sobre o assunto. Trata-se da Geração Distribuída (GD), uma técnica que permite a geração através de placas fotovoltaicas, ou não, em sua própria residência, comércio, indústria, com o excedente indo para à rede pública gerando créditos que abaterão o custo de seu consumo. Melhor, essa alternativa permite a geração remota, isto é, não precisa ser no próprio local do consumo. Por exemplo, uma fábrica pode ter um outro terreno afastado e lá instalar seus painéis geradores de energia para uso próprio com o excedente se transformando em créditos para consumos futuros. Um maná para uma região ensolarada quase o ano inteiro, um atrativo a mais para investimentos, se bem trabalhado.
     É preciso que a Região Metropolitana, com a força dos municípios e do governo do estado introduza no seu PDDI diretrizes nesse sentido estimulando a criação de programas de divulgação ampla, leis, normas e incentivos para facilitar a instalação de empreendimentos com esse tipo de visão. Por que não um “distrito de geração solar” em nossas zonas urbanas de alto impacto? Alguns podem pensar em delírio. Nós pioneiros em tecnologia? Agora quando! O premiadíssimo Espaço do Conhecimento do SEBRAE-MT, aqui, já faz isso com muito sucesso. Lembro ainda que Cuiabá sediou a primeira fábrica do biodiesel no Brasil e os primeiros ônibus experimentais rodaram em nossas ruas por muitos anos.
(Publicado em 30/09/16 na Página do Enock, MidiaNews, NaMarra, em 01/10/16 na FolhaMax, em 02/10/16 no HiperNotícias, em 04/10/16 pelo Diário de Cuiabá,,...)

COMENTÁRIOS:
No HiperNotícias  02/10/16:
Carlos Nunes "Pois é, há uns 40 anos, os nossos governantes eram para ter chamado os nossos melhores cientistas, e encomendado que fizesse Usinas Solares, dando um aporte financeiro nesse sentido. Provavelmente hoje, algumas já poderiam até estar funcionando. Mas não, optaram pelas usinas hidroelétricas, que são abaladas pela seca, e outras que funcionam a diesel, que dependem do Petróleo. Tem que investir no novo, naquilo que nem existe ainda, mas pode existir mais cedo do que a gente imagina. É o caso do VLT espanhol comprado pelo Silval, onde diversos sites já informaram que, quando estiver funcionando a pleno vapor, vai consumir de energia elétrica o que consome uma cidade dom 90 mil habitantes. As Estações, as composições do VLT, indo de lá pra cá, 24 horas por dia, 365 dias por ano, vão gastar energia a beça. Enquanto isso, os telejornais fizeram uma reportagem mostrando que, cientistas brasileiros começam a fabricar o novo VLT movido a Magnetismo, que vai gastar só um terço de energia que o espanhol, não polui, nem precisa abrir toda a cidade, pois com o Magnetismo ele fica mais leve, e o Alicerce sai mais barato. Isso é a revolução das máquinas, aonde uma substitui a outra muito rapidamente."

terça-feira, 25 de março de 2014

A NAVE POUSOU

Foto: EdsonRodrigues/Secopa

José Antonio Lemos dos Santos

     Duas semanas atrás ao chegar em casa à noite fui à varanda e me surpreendi com a Arena Pantanal resplandecente em seu primeiro teste de iluminação. Tenho a regalia de uma ótima vista da cidade e nela a Arena me permitindo acompanhar sua construção desde o início. Com todo respeito ao também belo Verdão demolido, é claro que ao ver maravilhado a Arena iluminada pela primeira vez, bati logo uma foto que por deficiência do fotógrafo saiu tremida, mas, sem querer, expressando bem a emoção do momento, logo postada em meu blog.
     Tratei sempre a Arena Pantanal como uma espaçonave intergalática prestes a pousar em Cuiabá. Finalmente pousou linda, cintilante, como um objeto totalmente novo acomodando-se na malha de luzes noturnas da cidade. Agora recebe seus últimos ajustes para os inestimáveis voos que a justificaram pela imensidão das potencialidades mato-grossenses no espaço globalizado do esporte, da cultura, da educação, do turismo e, até, da saúde e da segurança públicas. O esporte é uma das formas mais sublimes de expressão da vida e, investir no esporte é investir na vida saudável, pois o corpo é sua principal ferramenta, sem espaço para as drogas e outros descaminhos, raízes da violência, do crime e da degradação humana. Além disso, o futebol é uma das mercadorias mais valorizadas e consumidas no planeta, um mercado de trabalho que fascina os jovens acenando-lhes como um caminho de realização profissional e pessoal, o único realmente competitivo diante das tentações fáceis do mundo do crime. Mente sã em corpo são.
     Mas para essa nave voar e trazer seus benefícios é preciso antes entendê-la e aprender pilotá-la. Não mais um estádio de futebol, mas uma arena multiuso como as que se instalam hoje pelo planeta, um novo tipo de edifício resultante das demandas e possibilidades técnicas do mundo moderno com o avião a jato, a internet, a fibra ótica e a TV via cabo e satélite. A arena moderna é filha do tempo atual, irmã das lan houses. São complexas plataformas midiáticas globais para eventos que extrapolam o interesse local e chegam ao nível da audiência planetária, como numa Copa do Mundo ou num show do Rolling Stones. Sua viabilidade está em plateias nacionais ou mundiais através de direitos de transmissão, publicidade e pacotes de viagens, não mais só pelas bilheterias locais. Assim, transforma-se também em poderosa ferramenta de promoção das potencialidades dos locais onde se instala. Um inovador instrumento de política de desenvolvimento.
     Só que se trata de uma estrutura grande, sofisticada e cara. Para administrá-la será preciso uma estrutura especializada e, no caso da Arena Pantanal, seria ideal que fosse gerida em conjunto com o Ginásio Aecim Tocantins. Sua gestão deve trabalhar tendo como pano de fundo as potencialidades atrativas naturais do Pantanal, Amazônia e cerrado no centro do continental, bem como as paisagens artificiais “high-tech” das “plantations” e campos criatórios mato-grossenses, disputando pelo Brasil e o mundo a agenda internacional de eventos esportivos, culturais e de negócios, com um ano ou dois de antecedência.
     O mundo hoje é midiático, globalizado e plano. Só é periferia quem quer. Quem não estiver na vitrine global, não existe, morre. As arenas estão sendo inventadas e construídas para colocar um país, uma cidade ou região aos olhos do mundo, fazendo seu marketing, mostrando o que tem a oferecer ao planeta. E Mato Grosso tem muito a oferecer. Será preciso aproveitar as experiências semelhantes já desenvolvidas no mundo e as que começam a surgir no Brasil. Aqui mesmo em Cuiabá já existe a experiência do SEBRAE com o Centro de Eventos do Pantanal, que poderia ser um bom começo neste grande desafio da Arena Pantanal. 

(Publicado em 25/03/2014 pelo Diário de Cuiabá)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CUIABÁ ESPETACULAR

José Antonio Lemos dos Santos

skyscrapercity.com


Às vésperas do Natal, depois das tantas coisas boas que aconteceram para Cuiabá em 2013, ligadas à Copa ou não, eis que antes de seu encerramento o ano ainda nos reservou o estudo do IBGE sobre o PIB no Brasil em 2011, com algumas conclusões importantes, em especial para Cuiabá, que não podem passar despercebidas. Primeiro é que Cuiabá continua com o maior PIB de Mato Grosso, com uma produção de R$ 12,4 bilhões naquele ano, representando 17,4% do PIB estadual. Após Cuiabá, a segunda maior produção foi de Rondonópolis com R$ 5,7 bilhões. Nada mal para uma cidade tratada por algumas opiniões desagregadoras como uma cidade que nada produz, aleivosia que tem generosa divulgação e acaba passando como verdade à grande parte do senso comum. 

Esse resultado não surpreende e, além de sua própria importância, a divulgação dos PIB’s a cada ano recoloca a verdade em seu lugar, com Cuiabá como o maior centro produtivo do estado. Sempre foi assim, inclusive com essa proporção já tendo sido maior, é claro que diminuindo à medida que o estado desenvolve e o interior avança produtivamente. Considerada a conurbação Cuiabá-Várzea Grande, essa diferença amplia ainda mais, mesmo que também decrescendo. Como já disse, esse decréscimo é esperado e salutar à medida que o estado desenvolve. Mas até quando e até quanto? Isso dependerá das políticas de desenvolvimento adotadas para Cuiabá e Várzea Grande, cujos governos e lideranças municipais têm responsabilidade nas formulações e cobranças, em especial junto aos governos estadual e federal. Políticas de abrangência regional e nacional, não mais provincianas. 

Na verdade não pode ser dado um caráter de disputa entre capital e interior, já que de fato o que existe é uma invejável e vitoriosa simbiose regional ascendente. Temos uma rede urbana polarizada por Cuiabá que dá suporte a toda cadeia produtiva do agronegócio mato-grossense. Cuiabá integra essa grande cadeia produtora através da prestação de serviços especializados, tais como assistência técnica, serviços político-administrativos, de comércio, educação, cultura, saúde e industriais. O atual dinamismo e vitalidade de Cuiabá vêm da força da demanda do interior que a cidade ajudou e ajuda a implantar e desenvolver. Cuiabá centraliza hoje uma das regiões mais dinâmicas do planeta, antes um imenso vazio econômico, e é empurrada para cima por ela. Cabe às lideranças de Cuiabá enxergar esta inserção, como, aliás, fez recentemente o prefeito Mauro Mendes ao assumir com acerto Cuiabá como a capital do agronegócio, dando a entender que desenvolverá políticas no sentido de defender e promover esta condição. É por aí. 

A segunda ótima notícia vem do mesmo estudo do IBGE que aponta o PIB per capita de Cuiabá como o 10° entre as capitais, à frente de 17 outras, entre elas Goiânia, Recife, Goiânia, Campo Grande, Fortaleza, Salvador e Belém. Trata-se de um dado importante, pois é um dos fatores preponderantes na sinalização para investimentos privados em nível do país, além de indicar que existe de fato uma significativa produção de riqueza que pode e deve progressivamente transformar-se em qualidade de vida para a população que a produz. 

A última ótima notícia vem de longe, de Bilbao, na Espanha, onde o jornal “El Gol Digital” classificou a Arena Pantanal como a sétima das mais espetaculares arenas do futuro em todo o mundo. E Bilbao entende do assunto, pois abriga obras de grandes arquitetos mundiais. Resta nos preparar para pilotar essa nave intergalática, pousada no Verdão. Um bom começo é a rica e bem sucedida experiência do Sebrae-MT com o Centro de Convenções. Aliás, precisamos nos colocar à altura de tudo o que vem acontecendo com Cuiabá e Mato Grosso. Feliz Natal! 

(Publicado em 24/12/2013 pelo Diário de Cuiabá)

domingo, 4 de dezembro de 2011

COPA: RESORT EM MANSO

03/12/2011 - 21:35

Olhar Direto

Grupo investe R$ 63 mi e cria 800 empregos em mega empreendimento
Da Redação - Lucas Bólico



Foto: Reprodução

Um pequeno conglomerado de empresas investirá R$ 63 milhões em um mega empreendimento turístico localizado às margens do Lago de Manso. A estimativa é que a obra do Maluí Manso Hotel Iate Golf & Resort gere pelo menos 800 empregos, distribuídos entre operários da construção e o corpo de funcionários que trabalhará diariamente no local em funcionamento.
     De acordo com Jair Serratel Nogueira, um dos sócios do empreendimento, as obras se iniciam já na próxima segunda-feira (5), com a meta de que a inauguração aconteça antes da Copa do Mundo de 2014. O empreendimento deverá abrir as portas no dia 1º de maio de 2014.
     Entre 30% e 40% do quadro de funcionários deverá ser preenchido com mato-grossenses. A dificuldade maior tem sido é encontrar mão de obra qualificada para lidar com turistas de diferentes cantos do mundo. Para isso, os empresários irão qualificar, em parceria com o Sebrae e a Prefeitura de Chapada, o maior número de pessoas possível.
     A mega obra será construída em uma área de 117 hectares. No total, será construído um hotel com 244 leitos, sendo 148 apartamentos e 92 bangalôs, um centro de eventos com capacidade para mil pessoas, SPA, piscinas com lâmina d’água de três mil metros quadrados, quadras poliesportivas de tênis, campo oficial para futebol, marina, porto para atracar embarcações à beira do resort, campo de golfe com nove buracos e três restaurantes.
     O empreendimento cinco estrelas terá um sistema de comercialização pouco utilizado no Brasil, mas muito comum nos Estados Unidos. Será aplicado o Sistema Fracionado de Compra de Imóvel, no qual cada apartamento ou bangalô poderá ser escriturado por até 13 proprietários, que terão direito a passar quatro semanas do ano em férias no local pelo resto da vida.
     Os preços variam entre R$ 34 mil e R$ 72 mil, que podem ser divididos em até 60 meses. Os preços variam de acordo com o nível do quarto ou bangalô adquirido. Mas além do lazer e das férias familiares, o Maluí também será palco de negócios.
     “Terá um centro de eventos, que poderá ser usado em diferentes eventos corporativos. O espaço também poderá ser utilizado para leilões de gado. Hoje os leilões não tem muita opção, a não ser em feiras”, afirma Jair Serratel Nogueira.
     O grupo responsável pela obra é composto por Jair Serratel Nogueira, as empresas Teixeira Holzmann, Euro Consultoria, Bongiolo e TBA Blairo Maggi.