"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

CUIABÁ, NOVA DIMENSÃO

 Fotos noturnas por satélites das cidades modernas iluminadas em regiões mais desenvolvidas simulam em analogia as ligações:


     Cidades não são pontos isolados no espaço como podem dar a entender os mapas escolares comuns. Elas funcionam estruturadas em redes organizadas espacialmente e hierarquizadas de acordo com a magnitude das funções de produção, consumo e trocas que exercem entre si produzindo uma estrutura simbiótica ascendente na qual se ajudam e se complementam. As de posição inferior na rede ao demandarem produtos e serviços das que lhes estão em posição superior as impulsionam ainda mais para cima, ao mesmo tempo em que as “de baixo” também se desenvolvem com os bens serviços adquiridos, incrementando as necessidades de produção e consumo em todo o conjunto gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Em resumo grosseiro, as “de baixo empurram”, as de cima enquanto estas “puxam” também para cima as que lhes estão abaixo. Nada mais errado em termos de desenvolvimento do que disputas entre cidades, irmãs de uma mesma rede.

     Entretanto, apesar desta característica já ter sido identificada ao menos desde o início do século passado pelo geógrafo alemão Walter Christaller e outros estudiosos, de um modo geral as cidades continuam tratadas como pontos isolados e autônomos, na maioria das vezes em situação de disputas ou conflitos entre si desprezando assim a grande força colaborativa propulsora resultante da estrutura em redes que poderia levá-las com mais facilidade aos seus objetivos de desenvolvimento.

     O trabalho colaborativo sugerido pelas redes, como entendidas aqui, não supõe o desrespeito às competências federativas estabelecidas pela Constituição entre união, estados e municípios. A  ideia é a utilização dos instrumentos já existentes para o tratamento de problemas comuns entre unidades federativas diferentes, tais como os consórcios intermunicipais, regiões metropolitanas, aglomerados urbanos, convênios etc. Como é o caso para Cuiabá da internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon em Várzea Grande, de grande interesse comum aos dois municípios, cabendo, portanto, aos seus respectivos prefeitos juntarem-se aos eventuais outros interessados, em especial ao governo federal, em busca das providências necessárias junto ao governo federal e seus órgãos competentes no assunto, como a INFRAERO. Outros exemplos poderiam ser, para o caso de Cuiabá, a efetivação da região metropolitana de Cuiabá, a ferrovia passando pela Baixada e uma futura ligação a Cáceres e seu porto e ZPE, a distribuição canalizada do gás boliviano, a saída para o Pacífico, a otimização do aproveitamento das águas de Manso, os cuidados com o Rio Cuiabá, enfim, todos os assuntos que extrapolem os limites de um município e que uma vez implantados beneficiarão todos integrantes da parceria, com aumento da produção e do consumo entre eles, em suma, todos ganhando.

     A agregação na estrutura de planejamento tradicional desta área de pesquisas e proposições ampliadas à região e seus desdobramentos, permitirá a otimização das oportunidades oferecidas pela dimensão regional da cidade até agora negligenciada.  

     




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

LÂMPADAS INCANDESCENTES, ADEUS

autossustentável.com


FIM DAS LÂMPADAS INCANDESCENTES NOS EUA.

Grande invenção do século XIX, é impossível pensar o mundo de lá para cá sem as lâmpadas incandescentes. Inventada pelo gênio de Thomas Alva Edison, seu desenho até hoje é o símbolo da boa idéia. A partir deste ano estão proibidas a fabricação e a importação das lâmpadas incandescentes nos EUA. No Brasil a proibição já começou desde por faixa de consumo e vai até 2016.
Veja no link abaixo um bom resumo sobre a história e alternativas para o futuro:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/infograficos/lampada/

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O USO EQUIVOCADO DA ENERGIA NO AUTOMÓVEL

Hélio Cesar Monti - é superintendente da Eletrobrás Eletronorte em MT.

     A humanidade sempre foi uma grande dependente de energia. Desde os primórdios,
luta e desenvolve formas variadas de garantir seus subsídios energéticos, fator
preponderante na sobrevivência da espécie humana.O problema de
suprimento energético tem motivado pesquisas nas mais variadas frentes científicas
ao longo dos séculos, mais intensamente nos últimos 50 anos.
     Hoje, predomina ainda a ‘economia do carbono‘, na qual os hidrocarbonetos, em
especial o petróleo, atendem a maior parte da demanda mundial. Mas, de alguns anos para
cá, com o aumento exponencial no consumo e com a inevitável perspectiva de
redução das reservas, a sociedade começou se preocupar em buscar
alternativas ao ‘ouro negro‘. Para tornar a situação mais crítica, com o
acréscimo na queima de combustível fóssil, a biosfera começou a se
deteriorar rapidamente,levando a uma aceleração nas ações em direção a uma
matriz energética mais limpa e ecológica.Uma das vertentes, até há
algum tempo, tratadas secundariamente neste universo, é a da
‘eficiência energética‘. Porém, hoje, a preocupação com a com o desperdício de
energia é crescente. No Brasil perde-se por ano, especificamente em energia elétrica, o
equivalente à produção de uma Itaipu. As perdas energéticas se dão em razão de vários
fatores. Por exemplo, a utilização individual de veículos automotores, movidos a combustível
não renovável,como acontece nos dias de hoje, é uma das formas menos eficientes de se usar
energia.
     Um carro com peso médio de 500 kg exige um gasto energético em combustível
excessivamente alto, principalmente quando usado para transportar apenas uma única
pessoa de 75 kg de peso médio. A energia equivalente gasta neste caso seria suficiente
para transportar dezenas de pessoas, no mesmo percurso, num transporte coletivo público
movido a eletricidade, por exemplo. Isso é ineficiência em alto grau e é o que mais se vê
nas ruas, deforma mais intensa nos países em desenvolvimento nos quais contingentes cada
vez maiores de pessoas ascendem rapidamente de classe social, passando a ter acesso a bens
duráveis, entre os quais o carro é o mais desejado.Enquanto no caso do carro de uso
individual, desloca-se cerca de 7 kg para transportar 1 kg, no caso de um ônibus coletivo,
que esteja transportando em media 25 pessoas, desloca-se apenas 1,5 kg para transportar 1 kg. É
uma diferença imensa e um grande desperdício de energia com o agravante de ser energia fóssil,
poluente, finita e não renovável.
     Este é apenas uma entre incontáveis situações em que o homem desperdiça energia
cada vez mais cara e rara. Políticas públicas são necessárias para corrigir distorções graves
como essa e conduzir a humanidade a patamares mais civilizados e altruístas no gasto
energético.
(Publicado em 01/07/2013 em A Gazeta)