"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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terça-feira, 27 de setembro de 2011

O SOFÁ E A AGECOPA

José Antonio Lemos dos Santos


     Agora que entramos nos últimos 1000 dias para a Copa do Mundo de 2014 quisera estar falando sobre o espetáculo proporcionado pelos atletas e pelo público durante o Sul-Americano de Vôlei em Cuiabá, pelo qual o governador Silval merece muitos aplausos; ou sobre os investimentos do setor hoteleiro com suas 10 novas torres sendo inauguradas ou em execução e mais 10 previstas até a Copa; ou sobre os investimentos do setor imobiliário com quase 100 condomínios de uma ou mais torres, ou sobre a fábrica de cimento do Aguaçu de R$ 360,0 milhões, ou ainda sobre os investimentos do setor comercial, destacando os R$ 85,0 milhões da ampliação do shopping Goiabeiras. Mas no setor público a situação é outra, e o caso da extinção da Agecopa nos força lembrar a antiga piadinha do fulano que, traído no sofá da sala, não teve dúvidas: vendeu imediatamente o sofá.
     Seria de fato necessária a extinção da Agecopa? Ou melhor, será oportuna essa mudança a 1000 dias da Copa? Convém lembrar que 6 meses atrás o sofá foi reformado, quando adotaram o estilo presidencialista, em substituição ao colegiado. Esqueceram, porém de mexer no status de secretário de estado dos antigos diretores. Como um secretário poderia mandar em outro? Não deu certo. Aquela reforma parece não ter sido pensada o suficiente. E agora está sendo? E se não der certo, a Copa do Pantanal resistiria a uma nova mudança? Não seria melhor um ajuste? Está sobrando gente? Corta. Sobram políticos e faltam técnicos? Dispensem os políticos excedentes e contratem mais técnicos.
     Apesar de aparentemente já decidido, cabem algumas considerações ao assunto. Primeiro, não me parece justificativa válida para a extinção da agência o fato de Cuiabá ter sido a única das cidades-sede a criar uma estrutura específica para tocar a Copa. A criação foi necessária pois, ao contrário das demais sedes, Cuiabá não dispõem de um órgão de planejamento da cidade. A insipiente estrutura que existia no IPDU foi desativada na administração municipal passada e extinta na atual. É a única cidade brasileira acima dos 500 mil habitantes nessa situação esdrúxula. As amplas e profundas transformações exigidas pela Copa seriam facilitadas se Cuiabá e Várzea Grande tivessem estruturas de planejamento urbano funcionando. Mas como absurdamente não têm, foi coerente a criação de uma estrutura que centralizasse os planos, a execução e controle dos projetos para a Copa. Se descambou por outros caminhos, a culpa não é da estrutura da agência.
     Também não pode ser justificativa suficiente a estimativa de que a extinção da Agecopa irá economizar R$ 4,0 milhões por ano, já que a estrutura moribunda consumiria R$ 8,9 milhões por ano. Se está grande não seria mais fácil reduzir? A expectativa dos investimentos com a Copa, públicos e privados, é de tal grandeza e importância para a cidade e para o estado que mesmo os 8,9 milhões seriam bem gastos se as coisas funcionassem conforme seu objetivo público, que é a preparação da cidade. Se não for assim, qualquer centavo será caro.
     Pouco a pouco estão querendo transformar a Copa do Pantanal em um problema insolúvel herdado do governo anterior, quando na verdade trata-se da maior oportunidade de investimentos que a Grande Cuiabá jamais viu para sua transformação urbanística. Querem arranjar um álibi para a incompetência. Mas a hora é de fazer, transformar as potencialidades da Copa em benefícios para o povo. Aquilo que foi o sonho da Copa virou um direito do povo cuiabano-várzeagrandense, além de um compromisso assumido por Mato Grosso perante o Brasil e o mundo. Não pode virar objeto de jogos políticos pequenos e arcaicos. A Copa tem que virar realidade. Em 1000 dias. Sem mais firulas ou futricas.
(Publicado eplo Diário de Cuiabá em 27 de setembro de 2011)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EFEITO COPA: SHOPPING DE CARA NOVA

GOIABEIRAS

Shopping de cara nova

Número de lojas praticamente dobrará com a modernização desse que é o mais antigo centro comercial de Cuiabá

Lourival Fernandes/DC
Shopping Goiabeiras investe R$ 85 mi em sua reforma e com a modernização ganhará o quarto piso
ALCIONE DOS ANJOS
Da Reportagem

Após 22 anos de funcionamento o Shopping Goiabeiras passa pela sua primeira grande expansão, saindo dos atuais 28.696 m2 de área construída para 77.318 m2, o que representa um crescimento físico de 170%. As obras estão sendo realizadas pela Inova TS Engenharia e administrada pela empresa Enginnering. “Todo o projeto prevê acessibilidade, conforme prevê norma ABNT”, adianta o engenheiro Rubenval Santos. “Trabalhamos com a revitalização de todo o espaço para que a parte nova seja harmoniosa com a reformada”, assegura.

Após essa fase de construção, o número de espaços comerciais aumentará das atuais 111 lojas para 200, abrindo 1.350 vagas para atuação nos espaços comerciais e na administração da nova ala. O empreendimento conta com aporte financeiro de R$ 85 milhões, valor que inclui investimentos próprios do Goiabeiras e de um fundo de investimento da instituição internacional Credit Suisse. Com esse investimento, os administradores esperam mais que dobrar o faturamento do shopping. “Hoje temos um fluxo de 5 mil por dia em dias normais, mas em datas festivas como Dia das Mães, dos pais e dos Namorados, esse fluxo chega a 10 mil por dia, gerando faturamento anual de cerca de R$ 12 milhões. Com a expansão prevemos um faturamento superior a R$ 30 milhões anualmente”, contabiliza o superintendente do Goiabeiras, Sérgio Chiarini.

No projeto de ampliação, de responsabilidade do escritório de arquitetura Insite, com planejamento da Lumine Soluções em Shopping Centers, está previsto cinco subsolos de estacionamento, comportando 1.099 vagas cobertas, ou seja, um incremento de 230% vagas para carros(hoje são 330), a instalação de 10 escadas rolantes novas e outros cinco elevadores.

A ampliação também prevê a construção do quarto piso do Shopping para abrigar uma Bomboniere e sete salas de cinema, com 1.700 lugares, com tecnologia XD (Extreme Digital Experience), para projeção digital em 3D, operadas pela Cinemark. Outra novidade é a loja Renner que terá dois andares interligados por escadas rolantes internas, no segundo e terceiro pisos.

A expansão do Goiabeiras resultará em 12 megalojas (lojas com mais de 250m2 e marca forte), três âncoras (mais de 1.000 m2 e que tem vida própria), 158 lojas satélites e 27 fast-foods e/ou restaurantes. “Com a chegada da Copa do Mundo Cuiabá ganhará um espaço para atender os turistas, já que pesquisas demonstram que a procura deles é por alimentação e lazer”, explica o consultor e diretor da Lumine, Marcelo Sallum.

Na segunda fase da expansão será entregue uma torre de cerca de 5 mil m2, com 12 andares com salas comerciais. Ainda está sendo analisado se para aluguel ou venda, mas voltadas para empresas, executivos e profissionais liberais.

De janeiro até hoje, a ampliação do Shopping Goiabeiras gerou cerca de 400 empregos no canteiro de obra. Até a conclusão da primeira fase do empreendimento, em abril de 2012, a previsão dos administradores é que cerca de 700 postos de trabalho diretos e outros 1.500 indiretos sejam abertos.

De acordo com Sallum o Goiabeiras investiu em 2011 cerca de R$ 300 mil a mais do que foi investido em 2010 em segurança. “Investimos forte em equipe e equipamentos de segurança, paralelo a isso nos aproximamos das autoridades responsáveis pela Segurança, afinal os shoppings não têm poder de polícia”, pondera.

A expansão contemplará também a construção de torres de escritórios em anexo, disponibilizando espaços para empresas de serviço. 

(Diário de Cuiabá em 16/09/2011)