"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

O VOTO NO VEREADOR

 

José Antonio Lemos dos Santos

     Por muitos anos mantive em artigos a expectativa de que elas um dia aparecessem, como enfim apareceram nas eleições de 2022. Era no mínimo ilógico que em eleições proporcionais para vereadores, como as daquele e deste ano, em que o eleitor vota primeiro em listas de candidatos (por partidos ou federações), as tais listas não fossem dadas ao conhecimento do eleitor, originando o grotesco fenômeno brasileiro do eleitor votar em um candidato e eleger outro, sem saber sequer quem foi eleito com seu voto. Muitas vezes até elegendo um candidato que gostaria de vê-lo banido da vida pública. Pior, levando a pecha de não saber votar e ainda pagando a conta. Em 2022 elas foram apresentadas no site do TSE, ainda que não tão fácil de encontrar. Mas estavam lá, com nomes discriminados pelas suas respectivas agremiações partidárias, pelas quais concorriam. 

     Para este ano o TSE foi além. Facilmente o eleitor interessado encontra no site do órgão a plataforma DivulgaCandContas e lá facilmente também encontra a lista dos candidatos a vereador por município, atualizado a cada 30 minutos, indicando seu partido ou federação por qual concorre. Melhorou muito. Uma grande inovação promovida pela Justiça Eleitoral. Porém, ainda falta que os candidatos fossem apresentados em listas por partido ou federação e não por ordem alfabética pois é dentro de seus partidos ou federações que eles vão disputar um naco do quociente eleitoral e é neles que o eleitor deve escolher seu voto procurando evitar uma compra de gato por lebre.  

     A preocupação especial com as eleições proporcionais é procedente pois, nas eleições majoritárias a eleição é simples: o voto é direto no candidato e os mais votados ganham. Já nas eleições proporcionais o voto é dado a candidatos vinculados a listas por agremiação a qual conquistará um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”: mas só os mais votados ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ajudará a arrumar uma cadeira para outro, que você nem sabe quem é.

     As proporcionais são importantes e funcionam bem em democracias avançadas. O problema é que aqui as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, quando muito uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? E a Justiça Eleitoral agora vem fazendo esse imprescindível reparo. Com as listas publicadas, ao escolher um candidato de antemão o eleitor saberá quais outros poderão ser eleitos com seu voto. Não mais um voto no “escuro”. 

     Esta aparentemente simples providência da Justiça Eleitoral poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Brasil algumas mudanças importantes: o eleitor terá chance de escolher melhor seu candidato, bem como terá a possibilidade de saber quem se elegeu com seu voto, e cobrar dele as responsabilidades do cargo. 

     Mais importante: as sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas, aprimorando com isso a qualidade dos nossos parlamentos. A sinergia gerada por esta sequência de mudanças será positiva para as eleições brasileiras. Completando a obra, a Justiça poderia determinar aos partidos ou federações a publicação em folhetos das listas com nomes e fotos de seus candidatos lado a lado, como os antigos “santinhos”. Ou que as próprias agremiações se encorajem a fazê-lo por livre vontade. 



quarta-feira, 31 de agosto de 2022

A REVOLUÇÃO DAS LISTAS

 

José Antonio Lemos dos Santos

     Ei-las! Enfim apareceram as listas dos candidatos às eleições proporcionais organizadas pela Justiça Eleitoral por partidos ou federações, (tratados neste artigo como agremiações) e apresentadas em um site oficial fácil de encontrar (até no celular), dinâmico, simples de manusear e entender. Questiono a ausência desta publicação há pelo menos uma década entendendo que, enquanto nas eleições majoritárias a eleição é simples – o voto é direto no candidato e os mais votados ganham - nas eleições proporcionais fazemos nossa escolha em listas de candidatos por agremiação, cabendo a cada uma destas um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”. Só então vêm prevalecer os mais votados que ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais o voto nunca é perdido e mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ao menos ajudou a arrumar uma cadeira para um outro. 

     As proporcionais são importantes e funcionam bem nas democracias mais avançadas no mundo. O problema é que no Brasil as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, a não ser uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de lista de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto, o que aconteceu na maioria das vezes. Pior, além de desconhecido, o felizardo eleito com seu voto podia até ser um daqueles que o eleitor quisesse banido da vida pública. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? O TSE faz agora esse importante e imprescindível reparo na forma de publicação dos candidatos. 

     Com as listas publicadas da forma correta, o eleitor ao escolher um candidato de antemão saberá quem poderá ser eleito com seu voto. Não mais um voto no “escuro” como acontecia nas eleições passadas. Para se ter ideia, nas eleições para deputado federal de 2018 em Mato Grosso, apenas 1 (25%) em 4 eleitores aptos a votar votou em quem foi eleito, enquanto 34% votaram em quem não foi eleito. Os demais 41% nem votaram, optaram pelo voto em branco ou nulo, pela pescaria etc. É evidente que havia algo errado nesse processo e, para mim o erro sempre foi essa falta de publicação oficial das listas de candidatos organizadas por agremiação. E isto seguramente tem a ver com a longevidade de mandatos cuja repetição jamais entendemos.

     Esta aparentemente simples decisão do TSE poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Basil algumas mudanças importantes. Já bastava a primeira que será imediata: a possibilidade do eleitor saber quem se elegeu com seu voto. Será que em pleno século XXI alguém possa imaginar que em um país reconhecido como democrático algum eleitor desconheça quem se elegeu com seu voto? Pois é, isso acontecia no Brasil. Também poderá definir melhor seu voto pois conhecendo as listas antes de votar, poderá identificar nelas “personas non gratas” que não desejaria ver eleitos e escolher outro bom candidato em listas mais “limpas”. 

     As sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas e aprimorando a qualidade dos nossos parlamentos. E esta sequência de mudanças tem tudo para ser longa. Mas também pode ser curta, pois os que se beneficiavam da antiga situação escondidos nas listas enganando o eleitor, certamente não deixarão passar batido e questionarão as agora corretas eleições proporcionais, tentando substitui-la por alguma falsa novidade visando pôr fim às perspectivas otimistas destas reflexões. 


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

O PROBLEMA DAS PROPORCIONAIS

 

                                                              Charge: professor José Maria

José Antonio Lemos dos Santos

     À beira das eleições de 2022 ainda discutimos as urnas eletrônicas como escrutinadora confiável da vontade do eleitorado. Pena que tais discussões se restrinjam às eleições majoritárias, já que o Brasil usa também eleições proporcionais. Nestas a escolha do candidato se dá em listas, sendo eleitos os mais votados nelas, porém de acordo com o Quociente Eleitoral (QE), que é o número mínimo de votos correspondente a cada vaga em disputa. Ou seja, o voto não é direto e o eleitor pode votar em um candidato e eleger outro, situação muito repetida em cada pleito a ponto de comprometer a representatividade dessas eleições, como pretendo mostrar com base nas eleições de 2018 para deputados estaduais e federais em Mato Grosso.

     Naquelas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar e o QE foi de 185.158 votos para federal e 63.138 para estadual. Deste total de eleitores, 571.047 e 555.860 votaram nos candidatos que foram eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, naquelas eleições proporcionais menos de 1 em cada 4 dos eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu o candidato em quem votou.  Ao contrário, daquele mesmo total de eleitores, 800.033 e 841.164 votaram em candidatos que não foram eleitos para federal ou estadual. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos tiveram em seu conjunto muito mais votos diretamente neles do que os eleitos. Sem contar a maior parte, os 958.294 e os 932.350 que nem foram votar, nem para federal nem para estadual.  

     Mas os votos nas proporcionais nunca são perdidos. Mesmo que o eleitor não saiba, seu voto aparentemente “perdido”, vai se somar aos dos eleitos para determinar o número de vezes que a agremiação atingirá o QE, o que dará o número dos eleitos pela agremiação. Daí que um candidato menos votado poderá ser eleito com votos dados a outros, ou seja, o eleitor pode votar em um e eleger outro.

      Assim são as proporcionais aqui e nos países de democracia mais avançada. E elas são necessárias. A grande diferença no Brasil é a maioria de eleitores que indiretamente elegem candidatos sem saber quem, e são decisivos no pleito. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal com 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o QE, sem os quais não seria eleito. Já o menos votado teve 49.912 votos e precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. O estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos de companheiros não eleitos, enquanto o menos votado, que teve 11.374 votos, precisou de mais 51.764 votos dos seus aliados derrotados para conseguir sua eleição. Só neste último caso mais de 50 mil eleitores ficaram sem saber quem elegeu. Qual a representatividade disso?

     O problema é que no Brasil as regras das proporcionais e as listas dos candidatos por partido ou coligação, agora federação, não são dadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos desconhecendo seus componentes. Essa maioria de eleitores que não elege diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quem, zerando a representatividade das proporcionais pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar. Algo me sugere que isso tem a ver com a longevidade nos cargos de muitos caciques partidários, os que organizam as listas partidárias. Agora o TSE está divulgando em seu site o nome dos candidatos às eleições de outubro, porém por ordem alfabética. Por que não divulgar organizados por partido ou federação? Só esta simples providência já ajudaria grande parte dos eleitores a escolher em quem votar e ao mesmo tempo saber quem poderá ser eleito com seu voto, sem ser mais enganado. Por que não? Por hora resta ao eleitor tentar decifrar e montar suas próprias listas.


segunda-feira, 16 de maio de 2022

PROPORCIONAIS E REPRESENTATIVIDADE

 José Antonio Lemos dos Santos  

     Em artigo recente lembrei que nas eleições proporcionais você pode votar em um candidato e eleger outro. Neste artigo tentarei mostrar que estes desvios de intenções não são poucos e comprometem em muito a representatividade das eleições. Uso por base os dados das eleições de 2018 para deputados estaduais e federais em Mato Grosso.

     Naquelas eleições Mato Grosso contou com 2.329.374 eleitores aptos a votar. Destes, 571.047 e 555.860 votaram nos candidatos eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, naquelas eleições proporcionais menos de 1 em cada 4 dos eleitores de Mato Grosso (menos de 25%) elegeu o candidato em quem votou. 

     Ao contrário, daqueles mesmos 2.329.374 eleitores, 800.033 e 841.164 votaram nos candidatos não eleitos a deputado federal e estadual respectivamente. Ou seja, nas proporcionais os que não foram eleitos tiveram em seu conjunto muito mais votos diretamente neles que os eleitos. Mas se você foi um dos que não elegeu seu candidato, não deve ter ficado aborrecido pois os votos nas proporcionais nunca são perdidos. Mesmo sem saber, você ajudou os eleitos a completar os votos necessários à conquista de suas cadeiras, número dado pelo Quociente Eleitoral, no caso 185.158 para federal e 63.138 para estadual.

      Nenhum demérito aos eleitos, afinal assim são as proporcionais aqui e nos países de democracia mais avançada. O grande problema fica com esta maioria de eleitores que indiretamente elegeu candidatos sem saber quem são, e foram decisivos nela. Por exemplo, mesmo o candidato mais votado para deputado federal que teve 126.249 votos, precisou de mais 58.909 votos dados a outros candidatos companheiros de chapa para completar o Quociente Eleitoral, sem os quais não seria eleito. Para se ter uma ideia, para esta complementação o mais votado precisou de mais votos de seus correligionários derrotados do que os 49.912 votos obtidos pelo federal eleito menos votado, o qual, por sua vez precisou de 135.246 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados para se eleger. As proporcionais são assim, por isso a Justiça Eleitoral decidiu que nelas as cadeiras pertencem aos partidos e não aos candidatos. Porém mesmo assim podem mudar de partido, levando com eles os votos dados a outros que foram companheiros de chapa na eleição. Incompreensível! Mas essa é outra história.

     Já o estadual mais votado alcançou 51.546 votos e mesmo sendo o mais votado precisou de 11.592 votos dados a seus companheiros derrotados. Mais que os 11.374 votos obtidos pelo estadual eleito menos votado. O qual por sua vez precisou de recorrer a 51.764 votos dados a seus companheiros de chapa derrotados. Quase 5 vezes os votos dirigidos diretamente a ele. E mesmo assim pode mudar de partido.

     Sem demérito aos eleitos, assim são as proporcionais. O problema é que no Brasil suas regras e as listas dos candidatos por partido ou coligação, agora federação, não são facilitadas ao conhecimento do eleitor, que vota em um time de candidatos desconhecendo seus componentes. Assim, essa maioria de eleitores que não elegeu diretamente seus escolhidos acaba indiretamente elegendo outros sem saber quais poderiam ser, muitas vezes um que abomina, zerando a representatividade das proporcionais pois ao fim não expressa nem a escolha por candidatos individuais, nem a proporcionalidade política que deveria expressar. Pior, o eleitor fica com a pecha de não saber votar e ainda paga a conta. Por isso, para definir seu voto nas proporcionais é importante aguardar os TRE’s divulgarem oficialmente os candidatos, de preferência listados por partido ou federação.


segunda-feira, 2 de maio de 2022

SEGURE SEU VOTO






José Antonio Lemos dos Santos

     Faltando 6 meses para as próximas eleições algumas candidaturas aos diversos cargos já se consolidam, enquanto outras se esfumam ante a dura realidade da política. Surgem os primeiros adesivos nos carros, ainda discretos e cautelosos pelos prazos da legislação eleitoral. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares (até então esquecidos), amigos, em suma, aquele conjunto potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. A meio ano das eleições, muitos desses compromissos são sacramentados sem pensar muito, às vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.

     A reforma eleitoral aguardada como a “mãe de todas as reformas”, por enquanto tem vindo à conta gotas, para melhor ou pior. Lembra a história da montanha parindo um rato, no caso um ratinho a cada eleição. Para estas eleições de 2022 a principal novidade é o fim das chamadas “coligações”, que não deixarão saudades. Em seu lugar chegaram as “federações”, que é quase a mesma coisa, só que exigindo um prazo mínimo 4 anos para os partidos confederados permanecerem unidos. Esta alteração traz uma esperança de redução no número de partidos políticos hoje existentes. Por isso mesmo desconfio que esta boa novidade terá vida curta. Talvez até menos que os 4 anos.

    Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, neste ano abrangendo as escolhas para deputado estadual e federal em eleições proporcionais, e para senador, governador e presidente da República em eleições majoritárias. Como sabemos no Brasil temos 2 tipos de eleição, majoritária e proporcional, como nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção das diversas correntes ideológico-partidárias no eleitorado. Sabemos que existem os dois tipos, mas não sabemos bem a diferença de uma para outra, a maioria pensando até que são iguais.

     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas o candidato é escolhido dentre os disponibilizados em listas montadas habilmente pelos partidos ou federações, sendo eleitos apenas os mais votados, de acordo com o total de votos que as listas de cada partido ou federação tenham obtido. Contando, inclusive, os votos dos não eleitos. Assim, você pode votar em um candidato e eleger outro. E esta é a beleza universal das eleições proporcionais, todos trabalhando por todos de uma mesma lista. Menos no Brasil pois nem seu funcionamento é explicado ao povo e nem as listas são facilitadas ao eleitor comum.

     Votando em listas desconhecidas, o eleitor escolhe um candidato que considera bom e pode eleger um que talvez quisesse banido da vida pública. Assim são mantidos aqueles eternos caciques, a maioria destes eleitos com votos dos não-eleitos. O povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos e fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa. Importante é não se comprometer com algum pré-candidato nas proporcionais e esperar que os TSE’s divulguem oficialmente as listas dos candidatos por partidos ou federações. Enquanto isso, segure seus votos nas proporcionais. 



 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

VEJA QUEM SE ELEGEU OU REELEGEU COM SEU VOTO

VOTO PARA VEREADOR NUNCA É PERDIDO, SEMPRE ELEGE OU REELEGE  ALGUÉM!

PARABÉNS SE O SEU CANDIDATO FOI ELEITO DIRETAMENTE COM SEU VOTO.  SE NÃO, QUE O(S) ELEITO(S) INDIRETAMENTE COM SEU VOTO SEJA(M) TAMBÉM DE SEU AGRADO. LEMBRE-SE QUE MESMO QUE O CANDIDATO NÃO TENHA SIDO ELEITO DIRETAMENTE COM O SEU VOTO, FOI SEU VOTO QUE INDIRETAMENTE O ELEGEU, PORTANTO,  VOCÊ TEM TODO O DIREITO E O DEVER DE ACOMPANHÁ-LO, APLAUDI-LO OU COBRÁ-LO DURANTE SEU MANDATO.

CONFIRA A SEGUIR:

1 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO  REPUBLICANOS - 10
VOCÊ ELEGEU  EDUARDO VICTOR MAGALHÃES  e    DR. LUIZ FERNANDO 

2 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO PROGRESSISTA - PP -11
VOCÊ ELEGEU   DEMILSON NOGUEIRA MOREIRA  e REELEGEU MARCREAM DOS SANTOS SILVA

3 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA- PDT  12
VOCÊ REELEGEU:    LILO PINHEIRO

4 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT 13
VOCÊ ELEGEU:    EDNA SAMPAIO

5 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB 14
VOCÊ REELEGEU:    ADEVAIR CABRAL

6 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO- MDB 15
VOCÊ REELEGEU:    LIDIO BARBOSA (nome político de JUCA DO GUARANÁ)

7 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO SOCIAL LIBERAL - PSL 17
VOCÊ ELEGEU:   CEZINHA NASCIMENTO

8 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PODEMOS - PODE 19
VOCÊ REELEGEU:    DILEMÁRIO ALENCAR e WILSON KERO KERO

9 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO LIBERAL - PL 22
VOCÊ REELEGEU:    FRANCISCO CARLOS AMORIM SILVEIRA (nome político CHICO 2000)

10 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO CIDADANIA - 23
VOCÊ ELEGEU:    CEL. MARCOS EDUARDO TICIANEL PACCOLA e RODRIGO DE ARRUDA E SÁ, e REELEGEU DIEGO GUIMARÃES 

11 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO DEMOCRATAS - DEM 25
VOCÊ ELEGEU:    MICHELLY ALENCAR

12 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO - PSB 40
VOCÊ REELEGEU:    DIDIMO VOVÔ (nome político de DIDIMO DA SILVA RODRIGUES)

13 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO  PARTIDO VERDE - PV  43
VOCÊ ELEGEU:    MARCUS BRITO e PAULO HENRIQUE, e 
REELEGEU  MÁRIO NADAF

14 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - PSDB 45
VOCÊ REELEGEU:   RENIVALDO NASCIMENTO

15 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PATRIOTA -  51
VOCÊ ELEGEU:    KASSIO COELHO

16 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO - PSD 55
VOCÊ ELEGEU:   PASTOR JEFERSON 

17 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO SOLIDARIEDADE - 77
VOCÊ REELEGEU:    SARGENTO JOELSON FERNANDES DO AMARAL

18 - SE VOCÊ VOTOU EM ALGUM CANDIDATO  DO PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL - PROS 90
VOCÊ ELEGEU:    SARGENTO VIDAL (nome político de JUAREZ PEREIRA VIDAL)

                                                                          
PARABÉNS! O VOTO PROPORCIONAL NUNCA É PERDIDO, SE NÃO ELEGE UM, ELEGE OUTRO DO MESMO PARTIDO E AJUDA A DEFINIR A PROPORÇÃO DAS CORRENTES IDEOLÓGICAS. ASSIM  FOI IMPORTANTE CUMPRIR O DEVER CÍVICO DO VOTO E VOCÊ TEM O  DIREITO DE ACOMPANHAR,  APLAUDIR E DE COBRAR TODOS AQUELES QUE FORAM  ELEITOS ou REELEITOS.

domingo, 11 de outubro de 2020

NUMERAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS

1- COMO OS CANDIDATOS A VEREADOR EM CUIABÁ  NÃO ESTÃO DANDO DESTAQUE AO NOME OU SIGLA DOS PARTIDOS PELOS QUAIS SE CANDIDATAM EM SEU MATERIAL DE CAMPANHA,

2- COMO A ESCOLHA DO CANDIDATO E A DEFINIÇÃO DE SEU VOTO PARA VEREADOR DEPENDEM MUITO DA LISTA DOS CANDIDATOS  DO PARTIDO DA QUAL  O ESCOLHIDO PARTICIPA,

3- COMO NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS O ELEITOR PODE VOTAR EM UM CANDIDATO E ELEGER OUTRO DA MESMA LISTA DE CANDIDATOS,

4 - PARA AUXILIAR NA LOCALIZAÇÃO DE SEU CANDIDATO NAS LISTAS DE CANDIDATOS POR PARTIDO NA POSTAGEM ANTERIOR 👆👆,   CASO NECESSÁRIO

                                           CONSULTE

A LISTA DOS PARTIDOS POLÍTICOS REGISTRADOS NO TSE E SEUS RESPECTIVOS NÚMEROS:

MDB - PARTIDO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO - 15

PTB - PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - 14

PDT - PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - 12

PT - PARTIDO DOS TRABALHADORES - 13

DEM - DEMOCRATAS - 25

PCdoB - PARTIDO COMUNISTA SO BRASIL - 65

PSB - PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO - 40

PSDB - PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA - 45

PTC - PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO - 36

PSC - PARTIDO SOCIAL CRISTÃO - 20

PMN - PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL - 33

CIDADANIA - CIDADANIA - 23

PV - PARTIDO VERDE - 43

AVANTE - AVANTE - 70

PP - PROGRESSISTAS - 11

PSTU - PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO - 16

PCB - PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - 21

PRTB - PARTIDO RENOVADOR TRABALHISTA BRASLILEIRO - 28

DC - DEMOCRACIA CRISTÃ - 27

PCO - PARTIDO DA CAUSA OPERÁRIA - 29

PODE - PODEMOS - 19

PSL - PARTIDO SOCIAL LIBERAL - 17

REPUBLICANOS- REPUBLICANOS - 10

PSOL - PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - 50

PL - PARTIDO LIBERAL - 22

PSD - PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO - 55

PATRIOTA - PATRIOTA - 51

PROS - PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL - 90

SOLIDARIEDADE - SOLIDARIEDADE - 77

NOVO - PARTIDO NOVO - 30

REDE - REDE SUSTENTABILIDADE - 18

PMB - PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA - 35

UP - UNIDADE POPULAR - 80

(Extraído do link: www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/registrados-no-tse)








segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

2018, A ENCRUZILHADA

Resultado de imagem para encruzilhada
pipocasalpimenta.blogspot.com
José Antonio Lemos dos Santos
     Os anos geralmente chegam trazendo ótimas ou no mínimo boas expectativas de futuro. 2018, contudo, chega com a cara um pouco diferente prevendo alguns gargalos sérios para o mundo e principalmente para o Brasil. O mundo com a volta da perspectiva de um confronto nuclear de terríveis consequências para a humanidade, já o Brasil com dois eventos desafiadores para suas instituições nacionais que terão que dar provas de grande maturidade ou, no mínimo, de um grande esforço de amadurecimento, indispensável à consolidação do país como nação civilizada e democrática.
     O risco do confronto nuclear não seria de atemorizar tanto, ainda que seja muito grande o risco da proximidade entre botões nucleares e dedos guiados por cabeças de sanidade duvidosa. Botões são antigos, hoje talvez baste uma tecla “enter” para dar início a um apocalipse pós-moderno. Não haveria o que temer como prognosticou Mao Tsé-Tung na primeira Guerra Fria, diante da ameaça dos EUA e Rússia se engalfinharem com suas bombas nucleares e destruírem o mundo junto. Nessa época eu era adolescente e o medo que pairava no planeta era real quando Mao chamou os “machões” nucleares de “tigres de papel”. Na época a maioria não entendeu, nem eu. Só entendi agora com os poderosos EUA sendo desafiados pela Coreia do Norte, esta naturalmente também montada em um arsenal, ou digamos, em um estoque não tão grande assim de mísseis atômicos. Bomba atômica só é poderosa contra adversários que não as têm. Quando o outro também tem, aí a história é outra. O arrogante nuclear coloca o rabo entre as pernas e a perspectiva da hecatombe se reduz a um “galinhaço” acovardado como o que estamos assistindo. Ainda bem, pois assim temos assegurados os 365 dias de 2018 para cuidarmos de nossos próprios gargalos.
   Já no Brasil os riscos são mais iminentes. Ainda em janeiro haverá o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, que poderá ou não liberar sua candidatura à presidência da República, em pleito marcado para outubro próximo. São dois momentos que exigirão não só das instituições nacionais, mas de todo povo brasileiro grande maturidade cívica e elevada consciência democrática e republicana para que sejam viabilizadas as decisões constitucionalmente corretas sendo aceitos civilizadamente quaisquer que sejam os resultados advindos dos tribunais e das urnas. A radicalização de posições no qual o país se embrenha pode leva-lo ao caos, isto é, nem para um lado nem para outro, mas para sua destruição enquanto nação. Uma encruzilhada.
     Para Mato Grosso renova-se o grande desafio das eleições majoritárias para governador e senador, bem como as ardilosas eleições proporcionais que exigem especial atenção do eleitor para não votar em um bom candidato e eleger um outro indesejável, ajudando assim a reproduzir este nefasto quadro político que envergonha a nação e sacrifica seu povo. Quanto a Cuiabá a agenda deveria ser a preparação para o seu Tricentenário com projetos que permitam à cidade alcançar melhores padrões urbanos e maior qualidade de vida. O que resta, porém é concluir as obras da Copa, em especial o aeroporto, as trincheiras, os COT’s e a Arena Pantanal, mesmo sem o VLT, e outras obras também inconclusas tais como o novo Aquário Municipal, o novo Pronto Socorro Municipal, a UPA do Verdão, os hospitais Júlio Muller e o Regional da UFMT, as duplicações para Guia, Chapada e São Vicente. Seria um bom pacote. Aproveitando o ano eleitoral, o grande desafio será a viabilização de uma cobrança forte e efetiva da cidadania organizada pois o tempo é curto e os órgãos responsáveis lentos, mesmo para a conclusão de obras que já deviam estar concluídas a muito tempo.

domingo, 7 de maio de 2017

LISTAS OCULTAS

pso150.org
José Antonio Lemos dos Santos

     Que me perdoem os especialistas, mas insisto na questão das eleições proporcionais pois os artigos anteriores não comportaram as lições das últimas eleições. Argumento que nas verdadeiras democracias é essencial que existam as eleições majoritárias e as proporcionais, uma focalizando o cidadão político e outra, os partidos, mas que, nas proporcionais é indispensável a publicação das listas dos candidatos por partido ou coligação para conhecimento do eleitor. Esta é a tese. A não publicação de tais listas, como acontece hoje, engana o eleitorado já que ao votar em um candidato o eleitor pode eleger outro que às vezes nem queria, e essa brecha eleitoral é usada pelos caciques políticos para sua manutenção no poder, reelegendo-se ou elegendo apadrinhados. E a culpa cai no eleitorado, que é ludibriado, chamado de burro, venal e ainda paga as contas.
     Os resultados da última eleição para deputado federal em Mato Grosso, por exemplo, são eloquentes. Sem discutir o mérito dos candidatos, nem voltar aos 65% do eleitorado que não votaram nos eleitos, abordado no artigo anterior, o quociente eleitoral para a Câmara Federal em 2014 foi 181.826 votos, ou seja, este foi o “preço” em votos de cada uma das cadeiras para deputado federal em Mato Grosso. Mesmo o candidato eleito com maior votação precisou de 54.077 votos dados a outros candidatos de sua chapa para inteirar a cadeira que ocupa. O caso do menos votado é incrível. Recebeu 62.923 votos, isto é, cerca de um terço dos votos necessários para a conquista da cadeira que ocupa em Brasília. Para inteirar o “preço” precisou de 118.903 votos a mais, quase o dobro de sua votação nominal, votos que não foram dados a ele e sim a outros companheiros de chapa.
     O caso dos vereadores eleitos em Cuiabá retrata em cores ainda mais nítidas o quadro absurdo, mesmo sem lembrar que 79% do eleitorado não votaram nos eleitos, tratado no artigo anterior. O quociente eleitoral ficou em 11.939 votos e o mais votado teve 5.620 votos, isto é, menos da metade do precisava para ser eleito, ou seja, 6.319 dados a outros candidatos ajudaram a elegê-lo. O último eleito, teve 1.938 votos e para se eleger precisou de mais 10.001 votos dados a outros!
     Na última eleição para vereador tive a pachorra de montar as listas com todos os candidatos por partido ou coligação buscando nome por nome no site do TRE e postei no meu blog. Muitos leitores disseram ter ajudado na definição de seu voto. Mas, o caso especial foi com um colega ao qual perguntei se já havia escolhido seu candidato e respondeu que sim. Pedi então que identificasse nas listas seu candidato. Subiu pelas paredes ao saber que na mesma lista se encontrava uma pessoa que ele achava que não podia nem ser candidato. Disse que mudaria o voto. Depois da eleição ele me procurou dizendo que não havia mudado o voto pois o cara era seu padrinho e que já havia prometido, mas que no dia após a eleição ligou para o candidato afirmando que na próxima não votaria caso continue em grupos com candidatos daquela qualidade. Podia ser assim sempre. Esperança!
     Mas estão eleitos afinal, certo ou não, parece legal, é assim que as eleições acontecem no Brasil e não teria problema um ser eleito com voto do outro, assim são as eleições proporcionais, cujos votos nunca são perdidos. O problema é que aqui os eleitores cujos votos completam o quociente eleitoral não sabem a quem seu voto poderá eleger. Seria de seu gosto a (re)eleição do candidato que foi eleito com seu voto? Passadas as eleições, estes eleitores já sabem quem de fato elegeram? Algum dia saberão? Ao menos para cobrar dos eleitos. Saber quem seu voto elegeu deveria ser um direito básico do eleitor. Ou não?

domingo, 30 de abril de 2017

PRÉ,PÓS E OCULTAS

Billy Boss Câmara

José Antonio Lemos dos Santos


     É comum nas redes sociais vídeos com bancos de dados sobre políticos brasileiros buscando orientar os eleitores para que, bem informados, não votem “errado” (re)elegendo os conhecidos “fichas-sujas”. É a velha ladainha de que brasileiro não sabe votar. De fato, tais informações são importantes para a renovação do quadro político, mas não é por falta delas que são eleitos aqueles de sempre.
     É injusto dizer que o brasileiro não sabe votar seja por falta de informações, irresponsabilidade cívica ou safadeza mesmo, ao menos nas condições atuais em que são realizadas as eleições proporcionais, base da formação de todo o nosso quadro político. Nestas começam a ser formados os futuros políticos que sustentam os velhos caciques que os apadrinham. Ao invés, os resultados das últimas eleições proporcionais mostram que o eleitor tem evitado os maus políticos. Falta-lhe, entretanto, conhecer aquilo que é fundamental nas eleições proporcionais, as listas dos candidatos por partido ou coligação. Por querer ou sem querer estas listas no Brasil não são publicadas, sonegando ao eleitor uma informação básica. Como sabemos, nas eleições proporcionais o voto nunca é perdido, o eleitor vota nas chapas ou listas dos partidos definindo o número de cadeiras a serem conquistadas, sendo eleitos para ocupá-las apenas os mais votados. Assim, sem conhecimento das listas, o eleitor pode escolher um ótimo candidato e eleger um outro que ele não queira. Desconhecendo as listas nas quais vota de fato, fica como um bobo, escolhe um e acerta outro. Sem a publicação das listas, tanto faz serem pós ou preordenadas, “abertas” ou “fechadas”, como se discute hoje a pretexto de uma reforma política. O eleitor continuará sendo enganado.
     Sem discutir a qualidade dos candidatos, mas tomando por exemplo, as últimas eleições para a Câmara Federal em Mato Grosso temos que os candidatos eleitos não tiveram em seu nome nem sequer a metade dos votos dados a todos eles, eleitos e não eleitos. Apenas 45%. Isto é, 55% dos que votaram para deputado federal votaram em outros candidatos, votos que somados pela legenda definiram os escolhidos para as 8 cadeiras, cada uma valendo 167.664 votos. Pior, contando com as abstenções a proporção dos que votaram nos candidatos eleitos fica restrita a 35%, isto é, em cada 3 eleitores inscritos apenas 1 votou nos eleitos! Como dizer que os eleitores os elegeram?
     Nas eleições de 2016 para vereador em Cuiabá a situação é mais aberrante pois dos 283.121 votos válidos dados aos candidatos (votos nominais) apenas 86.885 foram diretamente nos eleitos, menos de 1 em cada 3 (31%)votos foram dados aos eleitos, ou seja, 196.236 eleitores votaram diretamente em outros candidatos. Considerando todo o eleitorado de Cuiabá com seus 415.098 eleitores fica pior pois de cada 5 eleitores cuiabanos apenas 1(21%) votou nos eleitos, ou seja, um total de 328.213(79%) escolheram faltar as eleições, anular seu voto, votar em branco ou em outros candidatos, não nos eleitos.
     Tem algo muito errado aí, e não é o eleitor. Certo que nas eleições proporcionais realmente democráticas não há mal o eleitor votar em um e eleger outro. A diferença é que nas democracias avançadas o eleitor conhece a lista dos que podem ser eleitos com seu voto. Aqui não, o eleitor às cegas tenta acertar seu voto em uma lista oculta, habilmente montada pelos caciques para se reelegerem sempre. Assim, além de enganado, o eleitor paga a conta e ainda leva a culpa.

sábado, 7 de janeiro de 2017

MEXER O DOCE

Foto Douglas Agum       internet  

José Antonio Lemos dos Santos

     Nunca as coisas são fáceis, mas a cada passagem de ano a gente deseja a vinda de coisas boas para todos, como se elas acontecessem por si só. Nestas ocasiões vivemos a ilusão da esperança. Esperançosos esperamos o bom velhinho, a fada madrinha ou El-Rey trazer de bandeja tudo aquilo que desejamos. O ambiente festivo, de abraços, sorrisos, compras, comilanças e bebelanças ajuda a esquecer que os desejos não se realizam assim e que para acontecerem é preciso correr atrás, pôr a mão na massa, contando com a indispensável ajuda lá de cima, é claro.
     Este ano de 2017 desperta nos brasileiros muitas perspectivas, como esperanças nas quais em verdade não se espera muito, apesar da enorme necessidade de acontecerem. Não é para menos. Depois de seculares decepções a cidadania se divide dentro de cada cidadão entre a passiva e antiga resignação pelas coisas a seu favor não acontecerem e a crescente vontade de fazer com que aconteçam. Cansada de ser enganada, vilipendiada por interesses escusos que só lhe diz respeito naquilo que lhe é subtraído, roubado às escâncaras, junta as forças da indignação com a força das novas ferramentas que a modernidade oferece como a comunicação instantânea das redes sociais, e-mails e whatsapps, já testadas na organização de poderosas manifestações públicas. Este ano novo traz muitas esperanças, mas, a maior delas é que o povo já sabe que só esperar não basta, é preciso mexer o doce, protagonizar a história, participar conscientemente, aglutinar, cobrar, criticar, apoiar, vaiar e aplaudir quando for o caso. Desta esperança maior abre-se no ano um leque de possíveis focos para a atenção cidadã.
     A prioridade máxima seria concluir o processo de extração até seu último vestígio do maldito carnegão da corrupção que maltrata o país, sem nunca menosprezar os poderosos adversários, aqueles que usarão de todo seu estoque de malandragem para tudo de novo terminar em pizzas. Se não for extraído inteiro, terá sido tudo em vão e a praga brotará novamente, talvez com mais forças. Junto, focar na mãe de todas as reformas, a reforma política, buscando que seja verdadeira, estabelecendo no mínimo que as eleições proporcionais permitam ao eleitor saber quem poderá eleger de fato com seu voto, mostrando as listas, como acontece nos países democraticamente civilizados, e não como aqui, apenas um truque para manutenção dos caciques políticos.
     No caso de Cuiabá, atenção especial merecem os novos vereadores, a maioria deles com sérias e limpas intenções, mas já sob fogo cerrado da velha guarda para que entrem nos velhos esquemas. O apoio ostensivo da cidadania é importante para que resistam e sem digladiar entre si formem um bloco dos novos para enfrentar as fortes e ardilosas pressões do passado indesejável, contando com o apoio de seus eleitores, mesmo daqueles que não elegeram diretamente seus escolhidos, mas outros através do voto de legenda. A firme rejeição ao imoral reajuste de seus salários seria a primeira prova de fogo.

     Nesta superficial prospecção de prioridades para a cidadania em 2017, no caso da Grande Cuiabá há que se exigir a conclusão das obras da Copa, paralisadas por motivos até hoje não muito claros, como no caso da Arena, o aeroporto, trincheiras ou mesmo o VLT. E mesmo conclusão das outras obras inconclusas que não são da Copa, como o Hospital da UFMT, o Pronto Socorro, duplicação da Cuiabá-Rondonópolis, a ferrovia passando por Cuiabá e subindo até Nova Mutum e agora a Orla do Porto e o Parque das Águas. E muita atenção para que não se repita nas prefeituras a velha prática de um governo desconstruir as obras de seu antecessor. Assim talvez seja preparado em 2017 o melhor presente para os 300 anos de nossa cidade: uma nova política. É sonhar muito?
(Publicado em 07/01/17 pelos sites FolhaMax, MidiaNews, ArquiteturaEscrita, BlogDoLúcioSorge, NaMarra, em 08/01/17 pela PáginaDoEnock, em 09/01/17 pelo CAU-MT, em 10/01/17 pelo Diário de Cuiabá, ...)


sábado, 8 de outubro de 2016

LIÇÕES DA PROPORCIONAL


José Antonio Lemos dos Santos

Esta eleição para vereador em Cuiabá permitiu a realização de uma experiência cívica que há muito esperava. Já que não foi oficial com a Justiça Eleitoral tomando a iniciativa, eu mesmo peguei a lista alfabética dos candidatos disponibilizada pelo TRE-MT, a única, e fui organizando um por um dos candidatos em listas por partido ou coligação, num trabalho de relojoeiro, demorado para evitar erros. Era para ser limitada a parentes, amigos e seguidores do meu blog.
     Como sabemos o Brasil tem dois tipos de eleições, as majoritárias e as proporcionais. Nas majoritárias vota-se direto no candidato e o eleitor sabe quem (re)elegeu ou não. Nas proporcionais não, o voto do eleitor é contado duas vezes. Primeiro para o partido ou coligação do candidato escolhido definindo o número de cadeiras para cada corrente política de acordo com o quociente partidário que expressa a proporção de sua preferência no total do eleitorado. Só depois o voto é contado para o candidato e aqueles mais votados ocuparão as cadeiras conquistados por todos os votos do grupo partidário. Assim, na maioria das vezes o cidadão vota em um e elege outro, que muitas vezes queria até vê-lo banido da política, pois seu voto ajudou a dar o número de cadeiras que serão ocupadas. Por isso a cadeira é do partido e não do candidato. Nas proporcionais o voto nunca é perdido.
     Tudo bem que seja assim, as eleições proporcionais são importantes e existem nas democracias mais avançadas. Só que no Brasil temos ao menos dois problemas, elas não são bem explicadas ao povo, nem mal, e, segundo, as listas dos candidatos que o eleitor pode eleger com seu voto não são divulgadas. Jamais entendi porque não.  Assim, é muito cômodo culpar os eleitores pela qualidade de nossos representantes políticos se a ele não é dado conhecer aqueles que ele pode eleger com seu voto. Paga a conta e ainda leva a culpa.
     A experiência superou a expectativa. Entre os muitos comentários recebidos a lista ajudou a definir o candidato, outros confessaram não entender o sistema e, talvez por isso, alguns preferiam que só houvessem as majoritárias. Houve um caso específico que valeu a trabalheira. Um eleitor ou eleitora, chegou a mim afirmando que já sabia em quem ia votar, que era um compadre ou comadre e que havia prometido seu voto. Pediu que lhe mostrasse a lista e deu um salto de surpresa ao ver um dos nomes, dizendo que conhecia aquela pessoa, para ele desqualificada para o cargo e não sabia como podia ter sido aceito(a) por um partido, e disse que ia repensar o voto. Depois da eleição reencontro o eleitor contando que tinha mantido o voto pois havia dado sua palavra que tinha que ser mantida, mas que, aí o mais importante, ele havia telefonado ao candidato ou candidata dizendo que havia votado nele(a) mas que nas próximas eleições não teria mais seu voto caso estivesse em uma lista ao lado de pessoas tão desqualificadas como aquela que acabou eleita com o seu voto. O(a) candidato(a) civilizadamente agradeceu o voto e o comentário. Aprendi que a divulgação das listas terá um forte poder depurativo na escolha pelos partidos de seus candidatos nas eleições proporcionais.
     Depois postei os candidatos eleitos por partido ou coligação possibilitando ao eleitor saber quem seu voto de fato elegeu, para aplaudi-lo ou cobrá-lo com a mesma intensidade como se fosse aquele em quem votou diretamente. Outro dia os presidentes do Senado e da Câmara Federal se comprometeram a aprovar até novembro a reforma política, a mãe de todas as reformas. Independente de como ela seja, que seja incluída uma obrigatoriedade da publicação massiva das listas dos candidatos por partido ou coligação.
(Publicado em 08/10/16 pelo MidiaNews, em 09/10/16 pela FolhaMax e MuvucaPopular, em 10/10/16 pela PáginadoEnock, em 11/10/16 pelo HíperNotícias, em 12/10/16 pelo Diário de Cuiabá e ArquiteturaEscrita, ...)

sábado, 24 de setembro de 2016

A ELEIÇÃO DAS LISTAS OCULTAS

tse.jus.br

José Antonio Lemos dos Santos

     Peço que me desculpem os especialistas em política, mas, como todo e qualquer cidadão incorporo a majestade do eleitor, principal agente da democracia, a quem deve sempre preocupar os destinos de sua cidade e nação. Assim, interrompo um pouco as questões regionais e urbanas para insistir em um assunto que me incomoda há anos e que tem a ver com a tão necessária Reforma Política. Refiro-me às eleições proporcionais, ou melhor, a forma como ela é praticada no Brasil, que parece desvirtuar as intenções do voto do cidadão. É comum ouvir que o cidadão não sabe votar e que é dele a culpa pelos políticos que o país tem e pela qualidade dos governantes de nossas cidades. Coitado. Desrespeitado e maltratado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     Como todos sabemos, no Brasil temos dois tipos de eleições, as majoritárias e as proporcionais, e é importante que existam as duas. Nas majoritárias vence o candidato que tiver mais voto. É simples e todo mundo sabe em quem está votando. Nas proporcionais já não é tão simples assim. O cidadão escolhe um candidato e seu voto pode (re)eleger outro, muitas vezes até eleger um que ele não queria ver (re)eleito. Nas eleições proporcionais o objetivo é eleger a divisão proporcional do poder político entre as diversas correntes partidárias representadas nas listas de candidatos de cada partido, proporção esta expressa no número de cadeiras parlamentares que cada corrente conquistar. Estas cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, os quais, na maioria das vezes não são aqueles escolhidos diretamente pelo eleitor. Por isso os mandatos das eleições proporcionais são dos partidos e não dos candidatos. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós.
     Em suma, o eleitor pode escolher um bom candidato e (re)eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação a qual pertence o candidato escolhido. O (re)eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banido da vida pública. E é o que geralmente acontece, pois as listas dos candidatos discriminadas por partido ou coligação não são mostradas aos eleitores, deixando o eleitor sem saber quem seu voto pode eleger de fato. Essas listas de candidatos são montadas habilmente pelos caciques partidários de forma a garantir suas próprias (re)eleições ou de seus escolhidos, não necessariamente os da vontade do eleitor. Do eleitor eles só querem as cadeiras. Por que isso não é bem explicado ao povo? Por que as listas não são divulgadas claramente? Enquanto isso, fica a falsa ideia de que as eleições proporcionais são iguais às majoritárias e, assim, as coisas continuam como estão com o povo sendo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria ver (re)eleitos.
     As eleições proporcionais são importantes desde que devidamente explicadas, e, muito especialmente, desde que mostrando ao eleitor a lista de candidatos que seu voto pode de fato eleger. Podia ser no verso dos “santinhos” dos candidatos, em vez das usuais imagens de santos, calendários, receitas ou escudos de times de futebol. É fácil culpar o eleitor pela qualidade de nossas bancadas, se não lhe é dado saber em quem de fato está votando. A publicação massiva das listas discriminadas dos candidatos, da mesma forma como é feita a divulgação dos nomes dos candidatos, seria uma boa e fácil providência enquanto a Reforma não vem. Com ela o eleitor veria que junto a seu candidato escolhido pode ter outro ou outros que ele não quer (re)eleger, mas que na maioria das vezes ganha a cadeira com seu voto de boa fé. Enquanto isso restaria ao eleitor buscar seu jeito de identificar as listas a partir da lista alfabética disponibilizada pelo TRE-MT.
(Publicado em 24/09/16 por Midianews, em 25/09/16 ArquiteturaEscrita, FolhaMax, MuvucaPopular, em 26/09/16 em HiperNotícias, em 27/09/16 no Diário de Cuiabá,...)

COMENTÁRIOS:
Por e-mail
Cleber Lemes 27/09/16
"Parabéns Dr. José Antonio pelo artigo . Acho que a reforma politica e tão importante quanto a tributária e acabaria com esses partidos de aluguel, pois deveria ter somente dois a tres partidos, pois vc é governo ou é contra o governo. A maior Democracia do Planeta só tem dois partidos DEMOCRATAS  e REPUBLICANOS. Acho que os que forem mais votados seriam os eleitos e os suplentes seriam na ordem croonologia dos votos, sem suplentes no caso de senadores, pois hoje temos no Senados quase um terço de suplentes no exercicio do mandato. Um abraço 
​Cleber "



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CANDIDATOS A VEREADOR EM CUIABÁ 2016

tse.jus.br

ATENÇÃO: 
ANTES DE DEFINIR SEU VOTO VERIFIQUE EM QUAL DAS LISTAS ABAIXO ELE SE ENCONTRA

COMO SABEMOS NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS (VEREADORES E DEPUTADOS) PODEMOS VOTAR EM UM CANDIDATO E ELEGER OUTRO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE NÃO QUERÍAMOS VER ELEITO(A) OU REELEITO(A). ISSO PORQUE NELAS ELEGEMOS PRIMEIRO A PROPORÇÃO QUE REPRESENTA CADA CORRENTE POLÍTICA NO CONJUNTO DO ELEITORADO. POR ISSO OS CANDIDATOS SÃO ORGANIZADOS EM LISTAS POR PARTIDO OU COLIGAÇÃO. ENTÃO AO VOTAR EM UM CANDIDATO ESTAMOS VOTANDO PRIMEIRO NA LISTA EM QUE ESTÁ O CANDIDATO,  LISTA CONQUISTARÁ O NÚMERO DE CADEIRAS QUE OS VOTOS RECEBIDOS POR TODOS OS SEUS CANDIDATOS REPRESENTAR PROPORCIONALMENTE NO CONJUNTO DO ELEITORADO. E AS CADEIRAS SERÃO OCUPADAS APENAS PELOS MAIS VOTADOS DE CADA LISTA. E É POR ISSO QUE, SEU VOTO EM SEU CANDIDATO PREFERIDO PODERÁ ELEGER UM OUTRO CANDIDATO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE VOCÊ NÃO QUEIRA ELEGER OU REELEGER.

MUITO CUIDADO ENTÃO, ANTES DE DEFINIR SEU CANDIDATO CONFIRA EM QUE LISTA ELE ESTÁ E QUE OUTROS CANDIDATOS ESTÃO COM ELE.  CASO ENCONTRE JUNTO ALGUÉM QUE NÃO QUEIRA VER ELEITO(A) OU REELEITO(A),  VOCÊ TEM A OPÇÃO DE ESCOLHER OUTRO BOM CANDIDATO EM OUTRA LISTA QUE ESTEJA "LIMPA" DE INDESEJÁVEIS OU MENOS "SUJA".  REPRODUZI DA LISTA DO TRE-MT OS DESTAQUES PARA OS CANDIDATOS À REELEIÇÃO, POIS ELES MERECEM  AVALIAÇÃO ESPECIAL JÁ QUE CUMPREM OU JÁ CUMPRIRAM UM OU MAIS MANDATOS.

ESTA LISTA FOI ORGANIZADA A PARTIR DA LISTA ALFABÉTICA DE CANDIDATOS DISPONÍVEL NO SITE DO TRE-MT, PARA MINHA ORIENTAÇÃO E  DE FAMILIARES, E COMPARTILHO NO BLOG COM OS AMIGOS  COM A ÚNICA INTENÇÃO DE AJUDAR NA DEFINIÇÃO DE NOSSO MAIOR DEVER CÍVICO, QUE É O VOTO.


PARTIDOS OU COLIGAÇÕES



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ I
(PP SD)  
ALDO LUIZ (PP)
ANA PAULA DOS PERFUMES (PP)
GUGU (PP)   
LOMBARDI (PP)  
PROFESSORA ANDREA (PP)  
ANNE BRANDÃO (SD)  
ARNALDO PENHA (PP)  
NICOLAU (PP)  
CACÁ RIBEIRO (PP)  
CLAUDINEY VIEIRA (SD)  
DANIELLE MARINHO (SD)  
PROFESSORA DÉBORA (PP)  
DEMILSON NOGUEIRA (PP) 
DIEGO GUIMARAES (PP)   
ELEOMAR PACÚ (PP) RENÚNCIA
PROFESSOR ELEONOR SEREZO CPA (SD)   
MISTERPIU (PP)  
FERNANDO FERNANDES (PP)  
PROFESSOR FRANKES (PP)  
GLEICY (PP)  RENUNCIA
INES DE OLIVEIRA (PP)  
FRANÇA DA ENDEC  (PP)  
DODÉ (PP) 
KARLA VENEGA (PP)  
MIRANDINHA (PP)  
LUIS CLAUDIO (PP)  DEFERIDO COM RECURSO
LUIZ AGUAIO (SD) 
MARCELO LOPES (SD)  
MARCO AURÉLIO (SD) 
MARIA DE FATIMA (PP)  
MAZE  (PP)  
MÁBIO  DO BANCO (SD)  
NOEL DO SINDICATO (SD) 
ODILSE (PP)  
PATRICIA AMORIM(PP) 
PAULO ARAUJO (PP)     REELEIÇÃO
PAULINHO DA PADARIA(PP) 
VINICYUS CLOVITO (PP) 
PROFESSORA WANUZIA (SD)
ZÉ RIBEIRO



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ III 
(PMDB PMB PROS PR  PPL)
ABEL ARRUDA (PROS) 
ADALBERTO CAVALCANTE (PMDB) 
MARECHAL (PPL) 
CARLITO MORAES (PMB)  
CARLOS FREDERICK (PROS) 
CARMEN FÉLIX (PROS) 
DINA GOMES (PMB) 
PROFESSOR CÉLIO (PMDB) 
EDMILSON FUMAÇA (PMDB)
ÉDSON SENA (PMDB)  
EDUARDO GABRIEL (PMDB)   
FAUSTÃO (PROS) 
FERNANDA MOTTA (PMB)  
CHICO 2000(PR)     REELEIÇÃO 
DAYANA LEONARDO - INDEFERIDO
DILEMARIO ALENCAR (PROS)     REELEIÇÃO 
FÁBIO MARCIO (PR)  
GUSTAVO COSTA (PMDB) 
HEITOR REYES (PMDB)  RENÚNCIA
IDELMAN MELO (PR)  
BARANJAK (PMDB) 
JESUS DORILEO/ ZITO (PMB) 
JOILSON JUNIOR (PMB)  
ZÉ DO PICOLÉ (PR) 
JOSY VENERO (PMB)  
ZÉ RICARDO (PROS)  
KELLEN GARDENIA (PMB)  
LUCINHA CUIABANA (PMDB) -  INDEFERIDO
LUCIANA ZAMPRONI (PMB)  
CIDA (PROS)  - INDEFERIDO
LU TURINO (PROS) 
MARICELMA  ALMEIDA  (PMDB)  
MARIO LUCIO (PMDB)  
MARLENE MAMÃE (PROS)  
NELZINA SOUZA (PMDB)  
PILADES PILÃO (PROS)  
RALF LEITE (PMDB) 
JÚNIOR SOUZA (PROS) 
WAGNER BAGASSO (PROS) 


PSL    (PARTIDO ISOLADO)

ABEL MOREIRA
ADRIANA MELO - AGUARDANDO JULGAMENTO
GABI   
ANDREIA DIAS DIAS   
BAIANINHO   
DERICA FLASH BACK   
EDSON SANTOS  
PROFESSORA ELAINE   
ELIANE BOLO   
EMIDIO DE SOUZA    
CARLOS MENEGATTI  
EZEQUIAS FREITAS  
ALENCAR FERRO VELHO   
CHIQUINHA PAIXÃO   
CHICO PLANADA
HIPÓLITO ESCURINHO  
IVONETE DE OLIVEIRA  
BRAZ ROSA   
VANDICO  
JOSÉ QUEIROZ    
JOÃO DA ÁGUA   
JUCELMA OLIVEIRA   
LUCIANO TRINDADE   
FERNANDO RODRIGUES
MARA  
MARCINHA MAGAN   
MARIA RODRIGUES   
MARIA EUGENIA - INDEFERIDO COM RECURSO  
MARLENE ROSA
MARTINHO REIS DO MANGUEIRAL   
CENOURA     
PAULO CÉSAR PEIXE     
RAFAEL ALMEIDA     
RAUNY DE OLIVEIRA  
ROSATT PEKENO     
TIÃO DO RETIRÃO     
VALDIR PEREIRA     
PROFESSOR WELSON MESQUITA     
WILSON KERO KERO     REELEIÇÃO

PSC    (PARTIDO ISOLADO)
ABÍLIO JR
APARECIDO
ASSIS DO BIGODE   
ALEX   
ANA DO PÃO    
ANGELA MARIA   
AROLDO TELLES  
DALVIANE BOTELHO  
DERLI ARAÚJO  
EVA LEITE    
HELIEZER DUTRA    
PROFESSOR IVO   
JHESSIKA CORTEZ    
SARGENTO JOELSON   
PROFESSOR ITAMAR  
ZÉ MARCOS   
VADINHO     
DR. LICINIO  
LÚCIA GONÇALVES    
LUIZ DO MÉDICE  
MARCIO MIRANDA   
MARCOS BARBOSA   
MARCÃO  
MÁRIO FEIRANTE   
MARIOZAN MOTA   
NATAN COSTA  
NERIAS FILHO DO REI   
OSEAS MACHADO     REELEIÇÃO  
PABLO QUEIROZ    
REGINALDO ANDRADE     
ROSI     
RUBENS AMORIM     
RUBÃO    
DONA SELMA    
CANTORA SHIRLEY DE SOUZA     
THALITA MORAIS    
THASLYNNE PEREIRA     
INSTRUTOR VANDEIR     
ZENILDO DA DISTRIBUIDORA GIL  

DANTE DE OLIVEIRA II 
DEM PSD PSDB)
DJ SACI (DEM) 
ADEMIR MORAES (DEM) 
ADEVAIR CABRAL (PSDB)-     REELEIÇÃO  
ALEX MACHADO (PSDB) 
ALEXSSANDRO FRAGA (PSDB)  RENÚNCIA 
ENFERMEIRA ANA MARIA DO TIJUCA (PSDB)  
ANTONIO FERNANDES (PSD)  
TONINHO DE SOUZA(PSD)     REELEIÇÃO  
ARTURO TOMASELLI (DEM)  
BRECHÓ (PSDB)  
BENEDITA ARRUDA (PSDB)  
BRENO REIS (PSDB) 
CARLOS LARA (DEM)  
CARLYANNE OLIVEIRA (PSDB)
CLAUDEMILSON MICHEIRA (DEM)  
CRISTIAN ROBERTO (PSDB)  
NANDINHO (DEM)  
ELDA MOURA (PSD)  
ELINEI MACIEL (PSDB)  
NICINHA PEDRA 90 (DEM)  
FRANCISMEIRE SILVA (PSDB)  
EVERTON POP (PSDB) 
GENESSY SOUZA (PSDB)  
GUILHERME CREPALDI (DEM)  
HELINHO CORREA DA COSTA (DEM) 
HERMES OLIVEIRA  (PSD)  
ILIZETH COENGA (DEM) 
LEANDRO LIMA (PSDB)   
LUECI RAMOS (PSDB)- REELEIÇÃO  
MARA LIMA (PSD)  
HELENA DA SAÚDE (DEM) 
MAURÉLIO RIBEIRO(VEREADOR) (PSDB)- REELEIÇÃO 
PAULINO (DEM)  
PAULO CESAR CAJU (PSD) 
NETO DO ESPORTE (DEM) 
RENIVALDO NASCIMENTO (PSDB)- REELEIÇÃO 
DR. RICARDO SAAD(PSDB)- REELEIÇÃO 
TELMA VIANA (DEM) 
VITOR HUGO ARTISTA PLÁSTICO (PSDB) 
WELLINGTON BERÊ (PSDB) 


DANTE DE OLIVEIRA I 
(PRTB PHS PEN PMN PPS)
ADEMIR PEREIRA (PMN)
AFONSO MELO (PHS) 
ALACILDO BAZZANO (PHS) 
ALTAIR MONTEIRO (PHS) 
ANA PAULA (PRTB)  
MANDIOCA (PHS)  
PROF. CARLINHOS (PRTB)   
CÉLIS BORGES (PMN) 
DR CESAR LIMA (PHS) 
CLARITO JÚNIOR (PMN)  
CHRIS DAMASCENO (PHS)  
CUSTÓDIO MILITÃO (PHS)  
DEVAIR RODRIGUES (PRTB) 
ELIAS VENENO (PEN)  
ELIENE FILHO (PHS) 
FLAVINHA BOTELHO (PHS)  
IZABEL PEREIRA (PHS)  
JOAQUIM FILHO (PHS)  
NIL NERY (PHS) 
FÁBIO ATALAIA (PHS)  
PROFESSOR JOÃO JUSTINO (PPS)  
SARGENTO VIDAL (PMN)  
LUCIMARA GIACOMINE (PHS)  
MAC SUELEN (PHS)
MARCREAM SANTOS (PRTB)-     REELEIÇÃO  
MARCELA AQUINO (PHS)  INDEFERIDO  
MÁRCIO PARDAL (PHS) RENÚNCIA 
MARQUINHOS CARIOCA (PRTB)  
NILTON PICO (PHS)  
ODAIR JÚNIOR(PRTB)  
RAQUEL FARIAS (PHS)  
DIGÃO (PEN) 
ROSANGELA CAMPOS (PHS) 
SANDRA IRACILDA (PHS)  
SCARLET PARENTE (PRTB) 
VALDEMIR TBO (PHS) 
VILMA ARAUJO (PHS) 
JUNIOR CALDAS(PEN)

PSB     (PARTIDO ISOLADO)
ADILSON LEVANTE -     REELEIÇÃO    
ADRIELLY ABREU - INDEFERIDO  
DR. LIBERATTI   
PROFESSORA ANDREIA RODRIGUES  
PROFESSOR MANFRIN   
BETA   
PARAGUAIA CABRAL   
ESMAEL MARTINS    
FABINHO PROMOÇÕES  
GILBERTO FIGUEIREDO   
ZÉ CARLOS RENASCER  
IRMÃO LAZARO   
JÚNIOR CUIABANO   
ROSA SILVA   
MARCELO BUSSIKI   
MISAEL GALVÃO    
NEUSA MOURA    
ONOFRE JUNIOR -     REELEIÇÃO    
BETO CORREA     
SILVANDIRA     
DERLEI PRIMO     
WILSON CUTAS

FUTURO E INCLUSÃO   (PDT  PT  PCdoB)
PROF. ALLAN (PT) -     REELEIÇÃO
ANSELMO CALABRIA (PT)
ARILSON DA SILVA(PT) - REELEIÇÃO
DITO LABAMBA (PDT)
CARLOS ADRIANO (PDT)
CARLOS QUEIROZ TX (PDT)
NEY COSTA (PDT)
KORINGA (PC do B)
DAYANE CARVALHO (PT)
DIEGO CAMOLEZI (PDT)
EDSON LUTADOR DE BOX (PT)
GERALDO BAIA (PT)
TAINA ALVES (PDT)
JAJÁ SANTOS (PDT)
JÉSSIKA RAMIRES (PDT)
LAURA ABREU (PT)
MARCELO TERRA (PDT)
MARCOS VIANA (PDT)
KOTA CORTEZ (PT)
MARIA MAGALHÃES (PC do B)
MAURÍCIO MUNHOZ (PC do B)
MIRIAM (PT) 
ROBERTINO DA FARMÁCIA (PDT)
LIMA DA MECÂNICA (PDT)
ROBINSON CIREIA (PT)
DRª ROSANGELA (PDT) - INDEFERIDO
SUSANA MARIA (PDT)
ÍNDIO DO BRASIL (PT)


PRP PARTIDO ISOLADO
ALOIZIO MIRANDA   
ANA EMILIA   
ANDERSON SIQUEIRA   
TOTÓ CESAR   
ANTONIO LEMES 
DODO VEGGI  
CARLA RUBIA 
CHICO LEBLON  
DIDIMO VOVÔ   
BETE ROCA    
LILO PINHEIRO -     REELEIÇÃO  
ETERNO MONTALVÃO   
GERSON ARRUDA   
HALA RAMZI   
ZECA TENUTA    
ZEZINHO STILUS EX ERRE SOM   
ZEZÉ PAIXÃO   
COMPADRE BANGA   
PROFESSOR MESSIAS  
MARCELO PIRES   
DORA  
BAIXINHA GIRALDELLI  
MARIO MARCIO   
MARLENE DOS SANTOS  
MARTHA ALCIONE  
MAURÍCIO AMORIM    
NELSON DE FARIA  
NEWTON BENGUÉ    
ORIVALDO DA FARMÁCIA     
RENATO ANSELMO     
ROSANGELA ASSIS - RENÚNCIA    
ROSE - INDEFERIDO     
RUBINHO DA GUIA    
SILVANA SANTOS     
NONÔ DELGADO

PV  PARTIDO ISOLADO
ALUIZIO LEITE   
ANDELSON GIL DO AMARAL   
CARLOS DA LUNÓTICA  
CHARLES CAETANO  
CLAYTON PDG  
CLEONICE RAMOS 
DON FISCHER - INDEFERIDO 
EDER PINHEIRO    
FELIPE WELLATON   
DON FISCHER   
PROFESSOR FRANCISCO BOHNS (CHICO)  
GABRIEL GUILHERME   
GILSON BATISTA  
IDORIEL JUNIOR  
IVONETH ALBUQUERQUE  
JAMILSON MOURA   
JOSIVAL TELETRON   
JOSUEL  
JUSTINO MALHEIROS   
LAURA SILVA    
LUCÉLIA NEVES   
MAIZE RODRIGUES  
DELEGADO MARCOS VELOSO  
FATY  
MÁRIO NADAF -     REELEIÇÃO   
MIRIAM DO PEDRA 90  
MYLENE LUSTOSA   
NILZA DA SILVA BARTNISKI    
PROFESSORA OSVANIRA (JÔ)   
PAULO HENRIQUE    
PEDRO JUNIOR     
DR. PEDRO    
RAUF MACEDO     
SIDNEY DE SOUZA     
TIAGO OLIVEIRA     
UGA     
DR.WASHINGTON    
CLEIA DIVA MULHER     
ZIDIEL COUTINHO

CUIABÁ LEVADA A SÉRIO 
(PRB PTN)
AMANDA SURET (PRB) 
MATSUBARA (PRB)  
AUGUSTO JORGE (PTN)  
CLAUDIO JOSÉ (PRB)  
CRISTINA MOTA (PRB)  
DEVILSON EVANGELISTA (PRB)  
GASTÃO EMP. FLOR MORENA (PTN) 
GLAUCIANE DO PLANALTO (PRB)  
HAROLDO ARRUDA (PRB)   
JOSÉ FARIAS – CORRETOR  (PRB)  
JONAS (PRB)  
MARCIA CAETANO (PRB)  
NINA (PRB) 
MARLENE ASSUNÇÃO (PRB)  
PROFESSOR NÉVITON(PRB)- REELEIÇÃO  
ODENIL DO JORNAL (PRB) 
REGIS DO PLANALTO(PRB)  
ROGÉRIO ROSSETTI (PRB) 
TIÃOZINHO (PRB)- INDEFERIDO COM RECURSO 
DR. SERGIO BIOMÉDICO (PRB)

PSDC  PARTIDO ISOLADO
AMAURI PEREIRA - INDEFERIDO COM RECURSO
ADEMIR COSTA  
BENEDITA XUXA
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO   
CLEBER ADORNO  
CLEBINHO BORGES  
CLEUZA ROSA  
CONCIELE PEDROSO   
CRISTIANE LARA    
ELIZEU NASCIMENTO   
EVANILDE “A GATA”  
WETO SALGADO    
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO 
HELIO FONSECA   
HEVERTON PERERECA   
NÉIA DA SAÚDE  
ZÉ ADRENALINA MOTOS   
JUCA NETO   
LICIO MALHEIROS   
LUCIENE BARROS   
LUZMARINA  
MAX CAMPOS   
ODAIR MEDEIROS     
PAULINHO FIGUEIREDO     
PAULO MELO     
NUNES MARANHÃO     
REGIS GOMES    
REGIS REGENTE  
RONIEL DA LOCAR     
ROSINHA    
ROSANA SILVA    
ROSE ARAUJO    
SAMOEL SANTOS     
SILVANA SOUSA     
BREAK PRATEADO     
VITELMAR (GAUCHINHO)     
PI     
WALDEMIR MATOS’O KARINHA’     
WILDES TADEU

 PSOL PARTIDO ISOLADO
TÓ   
GLADIADOR   
ÉDSON (CABEÇÃO)   
ELZINHA - RENÚNCIA   
EVANDRO VANDOKA    
RAMIREZ    
GILBERTO LOPES FILHO   
GONÇA DE MELO   
KLÉBER CIGANO   
LUCIMARA BESERRA  
TIA MARIA  
MÁRIO CAVALCANTI   
IRMÃ ROSINHA     
SUADNA     
ENFERMEIRO VANDERLEY GUIA     
CARDOSO

UNIÃO TRABALHISTA POR CUIABÁ 
(PTB/PTC/PT do B)
DITO ENFERMEIRO (PTC)  
CLARISSE SCHIMITT (PTB)  
PROFESSORA CLAUDETE (PTB)  
CRISTIANE DIAS (PTC)- RENÚNCIA   
DAVID DO HOT DOG (PTB)   
DR. XAVIER (PTC) 
EDMUNDO CESAR (PTC) 
FABIO SENA (PTC)   
FABIO CASSOLI (PTB)  
CHIQUINHO CAMARGO (PTC)  
GEMINIANO MORAES (PTB) 
GERALDA MENDES (PTB)  
ISADORA CAMPOS (PTC) 
IVANA VILELA (PTC)   
IVONE PORTUGAL (PT DO B)  
JAJÁ DE LARA  (PT DO B)  
PASTORA JANDA (PT DO B)  
JARDYR FISCAL (PT DO B)  
MC BANANA PEDRA 90 (PTB)  
ALEX FREITAS (PT do B)   
MC DENTINHO (PT do B)  
JULIO DA POWER (PT do B)  
LEDEVINO (PT do B)  
JUCA DO GUARANÁ FILHO (PT do B)     REELEIÇÃO  
MARCIA MARIA (PTB)  
MARCIO GONZAGA (PT do B)   
MARCUS FABRICIO (PTB)-     REELEIÇÃO 
MÁRIO ARRUDA (PTC)
DR. MILTON CORREA(PTB)  
MONICA SILVA (PTB) 
MYCHELLI COUTO (PTB)INDEFERIDO COM RECURSO  
OSMAR RODRIGUES PT do B) 
RONALD MUZZI (PTB) 
RONYE STEFFAN (PTB) 
ROSENIL LUIZ (PT do B) 
ROSILEY RODRIGUES (PTB) 
SANTINA FELICIA (PTB) 
SILVANO VICENTE (PTC)

REDE PARTIDO ISOLADO
FELLIPE CORREA    
GISELE BARBOSA   
LUCIANO DA REDE
OBS.-Estas listas foram organizadas segundo os PARTIDOS ou COLIGAÇÕES a partir da lista em ordem alfabética disponibilizada EM 14/09/16 no site do TRE-MT.