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quinta-feira, 1 de abril de 2021

VACINAÇÃO NO BRASIL 010421

 

José Antonio Lemos dos Santos

     DIA ESPECIAL NA VACINAÇÃO PARA O BRASIL E PARA MATO GROSSO, hoje,  quinta-feira, 1º de abril, e não é “pêta”:

O Brasil ultrapassa a marca de 1 MILHÃO de doses de vacinas aplicadas em 1 dia e chega às 23,8 MILHÕES de doses de vacinas aplicadas, enquanto MATO GROSSO chega próximo a marca de 20 mil doses aplicadas em 1 dia. 

     Mato Grosso ainda continua em último lugar entre os estados no percentual de população imunizada mas deu um salto muito grande no número de vacinações diárias chegando às 19.618 doses! Ontem tinham sido 2.940. Penso que MT ainda não acertou numa metodologia ágil e segura para vacinar sua população porém hoje deu uma sacudida!Uso como base os dados do consórcio de veículos de imprensa atualizados até às 20h(DF) de hoje e publicados pelo G1. Apenas 4 países no mundo apresentam totais superiores aos do Brasil: EUA, China, Índia e Reino Unido, segundo o site Our World In Data. 

     São boas notícias em meio a tragédia que nos assola. Ainda é pouco para Mato Grosso e para o país onde, na minha opinião teríamos que chegar, no mínimo, na média de 1 milhão de doses aplicadas por dia, média que ainda está em 745.420. Mas avança bem.

     A vacinação é uma política do estado brasileiro, não deste ou daquele governante e ao compartilhar estes dados, tento acrescentar alguma esperança às informações que recebemos cotidianamente, bem como quero homenagear este trabalho hercúleo que vem sendo feito de norte a sul do Brasil pelo SUS, nossa mais adorável jaboticaba, uma instituição tripartite envolvendo os governos federal estadual e municipal, não só este ou aquele governante. A vacina sempre foi a grande esperança nesta tragédia da COVID-19. Vale a pena acompanhá-la.


terça-feira, 7 de abril de 2020

PRETO CLARO OU CINZA ESCURO

Decoração com girassol: cafona ou não? Confira 10 curiosidades sobre a planta (Foto: Getty Images)
Girassol, energia positiva dos sol e boa sorte   (Foto: Casa Vogue)

José Antonio Lemos dos Santos
     Houvesse apenas um óbito e já seria motivo para todo nosso respeito e lamentação. Assim, considerar como notícia auspiciosa as 54 mortes de brasileiros pelo covid-9 de sábado para o domingo passado, só faz sentido tendo como referência os 73, 60 e 58 óbitos dos dias imediatamente anteriores, ou se em relação à taxa de crescimento diário do total de mortos que chegou aos surpreendentes 12,5% neste mesmo fim de semana, muito inferior à série também decrescente de 20%, 20% e 24% dos dias anteriores.
     Não sou especialista na área, porém como um dos bilhões de habitantes do planeta angustiados com esta pandemia, e como um septuagenário em aparente gozo de minhas faculdades mentais, aqui de minha quarentena absoluta de quase 20 dias, penso ter o direito de compartilhar esta fresta de esperança vislumbrada nos números deste último fim de semana. Esperança pode até não passar de uma quimera e se esvanecer antes mesmo deste artigo ser publicado. Contudo sempre traz uma perspectiva de ser real. E a ela me agarro hoje.
     Algo de novo e bom estaria acontecendo, mas que por razões desconhecidas os donos do mundo não querem fazer chegar ao conhecimento dos reles mortais? Por exemplo, o sempre eficiente e hoje famoso remédio para malária, a hidroxicloroquina, em parceria ou não com sua amiga cujo nome não lembro, estaria vencendo o terrível corona? Em uma tragédia com previsão de centenas de milhares de mortos é no mínimo estranho que de vários lugares do mundo cheguem relatos de experiências bem sucedidas da aplicação desse remédio setentão que nem eu, mas que não é liberado pelas autoridades pois faltariam estudos comprobatórios de sua eficiência e riscos. É muita moagem! Aliás, obrigado em quarentena a ficar ligado nas notícias da internet quase o dia inteiro, jamais vi qualquer notícia desabonadora do tal remédio. Só favoráveis. Ainda bem que o medicamento vem sendo usado no mundo todo. Numa hora destas, diante da decisão médica entre a vida e a morte concretas, às favas os protocolos. Dizem que, de fato, por traz desta moagem enroladora estariam interesses comerciais, políticos e até ideológicos, incompatíveis com a grave situação que vivemos, já com quase 1.000 mortos por dia no mundo.
     De fato, a impressão que fica é que as ciências da saúde foram pegas de calças curtas e não estavam preparadas para enfrentar uma pandemia como esta, embora as pandemias venham se sucedendo com frequência crescente. As posições dos cientistas se contradizem em inconclusivos debates, assim como entre órgãos supranacionais, nacionais e internos aos países. Um dia é uma coisa, outro dia é outra. Parece que na falta de um tratamento claro para o assunto, a discussão permanente entre cientistas, políticos e autoridades governamentais é a melhor solução, e daí, qualquer pretexto é válido: vida ou economia, curva alta ou baixa, quarentena “horizontal” ou “vertical” (e agora a “diagonal”), de quem é a culpa? qual a nacionalidade do vírus? Enquanto isso o povo é mantido entretido e se dá tempo para que o vírus seja derrotado pelo próprio cansaço.
     Preto claro ou cinza escuro? Se não fosse a mesma coisa, seria só uma questão de boa vontade em ajustar os tons. Minha saudosa avó, que perdeu o esposo com a gripe espanhola (que agora também nem é mais espanhola) dizia que se dois não querem, um não briga. Ou ao inverso para os dias atuais, quando dois ou mais querem brigar, polemizar, qualquer coisa pode ser pretexto. E ao povo resta contar com a apreensão e o medo de ser ou não sorteado, ou um parente, um amigo, nesta grande e terrível loteria pandêmica que vivemos.