"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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segunda-feira, 2 de abril de 2018

CUIABÁ 300-1

cuiabá300
José Antonio Lemos dos Santos
     Desde 2009 a cada aniversário de Cuiabá tenho escrito artigos com títulos fazendo uma contagem regressiva destacando quantos anos faltam para o Tricentenário e, em especial, o tempo disponível para a preparação da cidade para essa grande data. Começou faltando 10 anos, agora falta só 1. A preocupação era comemorar a efeméride mais do que com uma simples festa, mas com a cidade engalanada com melhores padrões urbanísticos, radiante com sua população usufruindo níveis superiores de qualidade de vida. Este seria o maior presente.
      Essa preocupação já vinha de 1989 com a Lei Orgânica de Cuiabá na qual foi trabalhado o capítulo “Política Urbana” visando estabelecer as bases de uma gestão urbana moderna, contínua, técnica e participativa, feita sob medida para Cuiabá, tendo 30 anos como horizonte de planejamento, isto é 2019, o Tricentenário. O capítulo continua lá na Lei, mas a cidade não consolidou sua política urbana, ao invés, desfez o que vinha sendo montado ficando para trás das irmãs brasileiras que tomaram igual iniciativa, mesmo que depois.
     Interrompido o processo a alternativa seria a preparação de uma agenda de projetos, ainda que pontuais, para presentear a cidade. Foi quando aconteceu o milagre. Em 2009 a história surpreende os cuiabanos com o desafio da Copa do Mundo e sua agenda de importantes projetos envolvendo recursos públicos e privados que de outra forma jamais se viabilizariam nem nos próximos 50 anos. Cheguei a acreditar que esse grande evento tivesse sido um artifício do Bom Jesus para treinar a nnós cuiabanos na preparação de sua cidade dignamente para os 300 anos. Um aprendizado de 5 anos e depois trabalhar uma outra agenda própria para a festa, com outros 5 anos de execução. Parece que não aprendemos nada, ainda que tenham acontecido algumas iniciativas dignas de registro tais como as edições da feira “Edificar – Cuiabá 300”, promovidas pelo Sinduscon/MT e Secovi/MT, o projeto “VerdeNovo” da JUVAM/Cuiabá lançado este ano, e o formidável “Famílias Pioneiras” criado nas redes sociais sob a liderança do Muxirum Cuiabano. Quanto às iniciativas públicas a prefeitura criou no ano passado uma secretaria especial para os 300 anos e uma agenda de 20 projetos especiais. O estado trabalha na conclusão de diversas obras da Copa e na retomada de alguns importantes projetos que se encontravam adormecidos tais como as saídas para a Chapada e Guia.
     Festejar os 299 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desagua em um belo rio entre grandes pedras chamadas Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão em bororo. E ela floresceu bonita, célula-mater deste “ocidente do imenso Brasil”. Mãe de cidades e estados, o aniversário de Cuiabá é também o aniversário do vasto Oeste brasileiro. O Oeste nasceu em Cuiabá. Por 3 séculos resistiu a duras penas, tempo heroico forjador de uma gente corajosa e sofrida, mas alegre e hospitaleira, dona de rico patrimônio cultural e com proezas que merecem maior atenção da história oficial. Como o astronauta pioneiro, vanguarda humana na imensidão do espaço ligado à nave só por um cordão prateado, assim foi Cuiabá por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização também só pelo cordão platino dos rios do Prata. Hoje a cidade vibra em dinamismo, globalizada e provinciana, festeira e trabalhadora, centro de uma das regiões mais produtivas do planeta que ajudou a ocupar e desenvolver. Festejar os 300 anos de Cuiabá é celebrar passado, presente e, especialmente saudar e preparar o extraordinário futuro, principal legado de sua história.

sábado, 1 de abril de 2017

CUIABÁ 300-2

 
DroneCuiabá

José Antonio Lemos dos Santos

     Desde 2009 a cada aniversário de Cuiabá escrevo estes artigos em contagem anual regressiva não só para comemorar o aniversário do ano, mas também para lembrar o tempo disponível para a preparação da cidade para seu Tricentenário. A preocupação era comemorar a efeméride com a cidade engalanada com melhores padrões urbanísticos e jubilosa com sua população usufruindo níveis superiores de qualidade de vida. Esse seria o maior presente. Vale registrar que nesse período aconteceram algumas iniciativas consistentes, destacando-se a feira “Edificar”, evento bianual produzido pelo Sinduscon/MT, Secovi/MT e Indústria D’Eventos tendo como tema a expressão “Cuiabá 300”.
      De fato, essa preocupação vem de 1989 com a Lei Orgânica de Cuiabá na qual foi trabalhado o capítulo da “Política Urbana” com a expectativa de garantir a consolidação das bases de uma gestão urbana moderna, contínua, participativa, feita sob medida para Cuiabá, tendo 30 anos como horizonte de planejamento, isto é, 2019, ou seja, Cuiabá em seu Tricentenário. O capítulo continua lá na Lei Orgânica mas a cidade não consolidou sua política urbana, ao contrário, desmantelou o que vinha sendo montado e a Cidade Verde ficou para trás de outras irmãs brasileiras que tomaram a mesma iniciativa, mesmo que depois.
     Com esse processo interrompido a alternativa à época seria a rápida preparação de uma agenda de projetos importantes, ainda que pontuais, para presentear a cidade. Foi quando aconteceu o milagre. Em 2009 a história surpreende os cuiabanos com o fantástico desafio da Copa do Mundo. Cheguei a acreditar que esse grande evento tivesse sido um artifício do Bom Jesus para treinar nós cuiabanos na preparação de sua cidade dignamente para os 300 anos. Um aprendizado de 5 anos para então se trabalhar uma agenda própria para a festa. Hoje sei que a Copa foi o próprio presente do santo padroeiro para sua cidade. Sem ele não teríamos nem as obras da Copa que ainda relutam em concluir.
     Festejar os 298 anos é exaltar uma cidade nascida entre as pepitas de um corguinho com muito ouro chamado pelos nativos de Ikuiebo, Córrego das Estrelas, que desaguava em um belo rio entre grandes pedras chamado Ikuiapá, lugar onde se pesca com flecha-arpão em bororo. E ela floresceu bonita, célula-mater deste “ocidente do imenso Brasil”. Mãe de cidades e Estados, o aniversário de Cuiabá é também do Brasil neste vasto Oeste brasileiro. Por quase três séculos resistiu a duras penas, tempo heroico que forjou uma gente corajosa e sofrida, mas alegre e hospitaleira, dona de rico patrimônio cultural e com proezas que merecem maior carinho da história oficial. Como um astronauta moderno, vanguarda humana na imensidão do espaço, ligado à nave só por um cordão prateado, assim foi Cuiabá por séculos, solta na vastidão centro-continental, ligada à civilização só pelo cordão platino dos rios Cuiabá e Paraguai. A cidade hoje vibra em dinamismo, globalizada e provinciana, festeira e trabalhadora, centro de uma das regiões mais produtivas do planeta que ajudou a ocupar e desenvolver.

Wikipedia

     Agora só restam 2 anos. Como evitar a simpática mesmice da “Garota Tricentenário” ou de um sambinha comemorativo? Logo, nem um miojo. Ficar nas obras da Copa? Os hospitais da UFMT e da prefeitura? Talvez ao menos um projeto para a revitalização do Centro Histórico envolvendo compromissos dos governos federal, estadual e municipal, abarcando toda amplitude de uma obra como esta, desde o rebaixamento da fiação até sua viabilização como um shopping cultural a céu aberto. Nada tão vergonhoso no Tricentenário do que o Centro Histórico como está. Mas, a esperança morre por último e não custa relembrar que, afinal, Deus é brasileiro e o Bom Jesus é de Cuiabá. Viva Cuiabá!



sábado, 11 de abril de 2015

COM MERCADO AQUECIDO, CUIABÁ TEM 124 PRÉDIOS EM CONSTRUÇÃO

Foto André Souza/G1

10/04/2015 15h16 - Atualizado em 10/04/2015 16h02

De 2012 até 2014, 11,1 mil apartamentos em 240 prédios foram entregues.
Preço de imóveis tem se mantido após Copa; maioria tem entre 60 e 90 m2.

Pollyana AraújoDo G1 MT
Depois de atingir a projeção feita para os últimos três anos, o mercado imobiliário continua aquecido em Cuiabá. De 2012 até o ano passado, 11.199 apartamentos em 240 prédios foram entregues na capital e, atualmente, 124 obras estão sendo construídas, com previsão de conclusão até 2017. Esses novos prédios têm 6.394 moradias, que custam de R$ 170 mil a valores acima de R$ 800 mil.
Diferente do que o previsto, os preços dos imóveis não caíram após a Copa do Mundo, em junho do ano passado, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais, Comerciais e Condomínios de Cuiabá e Várzea Grande (Secovi).
"Essa informação não tinha fundamento e os imóveis continuam valorizando", afirmou o presidente do sindicato, Marco Pessoz. Segundo ele, os preços dos imóveis quadruplicaram. Contudo, o reajuste ocorreu para corrigir a desafagem acumulada em 10 anos. "O valor foi recuperado, por que já tinha 10 anos que estava parado", pontuou.
(Leia mais em http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/04/com-mercado-aquecido-cuiaba-tem-124-predios-em-construcao.html )

domingo, 18 de setembro de 2011

EFEITO COPA: CONSTRUÇÃO SUPERAQUECIDA

Mercado de imóveis e construções permanece estável até 2014


KARINE MIRANDA

Mayke Toscano/Hipernotícias
Mercado imobiliário em Cuiabá está em ascensão, mas não deve haver novo "boom" até 2014
Setor da construção civil está superaquecido e o surgimento dos empreendimentos a todo vapor é realidade estável em Cuiabá até a Copa de 2014. Embora os prédios residenciais e comerciais estejam sendo construídos a todo o momento, a estimativa é que essa situação não se modifique muito até recepção dos jogos mundiais.

Apesar de não haver números exatos que confirmem esse crescimento, a pesquisa realizada pelo Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Cuiabá (Sinduscon) nos meses de outubro e novembro de 2010, intitulada “Mercado Imobiliário”, demonstra que a quantidade de empreendimentos em produção e os já lançados no mercado é de cerca 96 condomínios entre apartamentos e casas. Estes somam um total de 10.321 unidades distribuídas em 857.599,55 metros quadrados.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi), Marco Pessoaz, este crescimento visto mostra que o mercado imobiliário já viveu o momento de “boom” construtivo.
Todos os empreendimentos, especialmente, residências que tinham com o intuito seu crescimento aproveitando as oportunidades da Copa já o fizeram. “Grande parte das construções que vemos sendo realizadas são voltadas para Copa e serão entregues em 2013/2014. Isso significa que as expectativas de crescimento não irão muito além do que vemos hoje”, assegura.
Ele explica que não se deve crer em um crescimento maior, pois não haverá uma demanda por parte das construtoras acima do poder de consumo do mercado que mesmo em constantes ampliações não deve passar por modificações tão representativas. “Acreditar que haverá mais construções além das que já ocorrem é pensar que essas obras não serão tão lucrativas para suas construtoras, pois os consumidores não procuram produtos e serviços para pós-Copa”, pontua.
E pensando nessa oportunidade pré-Copa que as construtoras investem cada vez mais nos seus empreendimentos. Focados em condomínios que serão entregues antes da Copa, as construtoras possuem a localização como primeiro item de avaliação, não somente de quem constroem, mas especialmente de quem compra.
De acordo com o presidente do Secovi, regiões próximas a grandes estruturas que ofereçam conforto, lazer e serviço são a preferência. Sabendo disso, as construtoras não perdem tempo e avançam em áreas que se encaixam neste perfil, que sejam relativamente próximas as “zonas de conforto” e que possuam espaço.
As áreas mais procuradas tanto para a construção quanto para os futuros moradores são as regiões leste e oeste da Capital. Regiões estas que já possuem os espaços preenchidos pelas construtoras que buscam "um lugar ao sol" quando o assunto é compra/venda de empreendimentos para 2014, segundo Gilvane Iwankiw, gerente de Atendimento da Plaenge Empreendimentos. “Áreas que antes possuíam um vazio demográfico, agora estão crescendo e sendo habitadas pelos grandes empreendimentos”, finaliza. 

(Hipernoticias 14/09/2011)