"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

O VOTO NO VEREADOR

 

José Antonio Lemos dos Santos

     Por muitos anos mantive em artigos a expectativa de que elas um dia aparecessem, como enfim apareceram nas eleições de 2022. Era no mínimo ilógico que em eleições proporcionais para vereadores, como as daquele e deste ano, em que o eleitor vota primeiro em listas de candidatos (por partidos ou federações), as tais listas não fossem dadas ao conhecimento do eleitor, originando o grotesco fenômeno brasileiro do eleitor votar em um candidato e eleger outro, sem saber sequer quem foi eleito com seu voto. Muitas vezes até elegendo um candidato que gostaria de vê-lo banido da vida pública. Pior, levando a pecha de não saber votar e ainda pagando a conta. Em 2022 elas foram apresentadas no site do TSE, ainda que não tão fácil de encontrar. Mas estavam lá, com nomes discriminados pelas suas respectivas agremiações partidárias, pelas quais concorriam. 

     Para este ano o TSE foi além. Facilmente o eleitor interessado encontra no site do órgão a plataforma DivulgaCandContas e lá facilmente também encontra a lista dos candidatos a vereador por município, atualizado a cada 30 minutos, indicando seu partido ou federação por qual concorre. Melhorou muito. Uma grande inovação promovida pela Justiça Eleitoral. Porém, ainda falta que os candidatos fossem apresentados em listas por partido ou federação e não por ordem alfabética pois é dentro de seus partidos ou federações que eles vão disputar um naco do quociente eleitoral e é neles que o eleitor deve escolher seu voto procurando evitar uma compra de gato por lebre.  

     A preocupação especial com as eleições proporcionais é procedente pois, nas eleições majoritárias a eleição é simples: o voto é direto no candidato e os mais votados ganham. Já nas eleições proporcionais o voto é dado a candidatos vinculados a listas por agremiação a qual conquistará um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”: mas só os mais votados ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ajudará a arrumar uma cadeira para outro, que você nem sabe quem é.

     As proporcionais são importantes e funcionam bem em democracias avançadas. O problema é que aqui as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, quando muito uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? E a Justiça Eleitoral agora vem fazendo esse imprescindível reparo. Com as listas publicadas, ao escolher um candidato de antemão o eleitor saberá quais outros poderão ser eleitos com seu voto. Não mais um voto no “escuro”. 

     Esta aparentemente simples providência da Justiça Eleitoral poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Brasil algumas mudanças importantes: o eleitor terá chance de escolher melhor seu candidato, bem como terá a possibilidade de saber quem se elegeu com seu voto, e cobrar dele as responsabilidades do cargo. 

     Mais importante: as sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas, aprimorando com isso a qualidade dos nossos parlamentos. A sinergia gerada por esta sequência de mudanças será positiva para as eleições brasileiras. Completando a obra, a Justiça poderia determinar aos partidos ou federações a publicação em folhetos das listas com nomes e fotos de seus candidatos lado a lado, como os antigos “santinhos”. Ou que as próprias agremiações se encorajem a fazê-lo por livre vontade. 



segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

AS LISTAS DAS PROPORCIONAIS

 

José Antonio Lemos dos Santos

Por muito tempo mantive a expectativa de que elas um dia aparecessem, como enfim apareceram nas eleições de 2022. Era no mínimo ilógico que em eleições proporcionais, como as deste ano para vereadores, em que o eleitor vota em listas de candidatos (por partidos, coligações ou federações), as tais listas não fossem dadas ao conhecimento do eleitor, originando o grotesco fenômeno brasileiro do eleitor votar em um candidato e eleger outro, sem saber sequer quem foi eleito com seu voto. Muitas vezes até elegendo um candidato que gostaria de vê-lo banido da vida pública. Pior, levando a pecha de não saber votar e ainda pagando a conta. 

     Ei-las! Em 2022 elas foram apresentadas no site oficial do TRE, não tão fácil de encontrar, mas simples de manusear. Espero que nestas eleições de 2024 elas voltem a aparecer, talvez agora com um avanço a mais, apresentadas em separado por partido ou coligação com todos os seus candidatos lado a lado em tela única facilitando ao eleitor na definição de seu voto, identificando eventuais candidatos indesejáveis e, no caso, sugerindo outra escolha, em outra lista menos poluída.

     A preocupação especial com as eleições proporcionais é procedente pois, nas eleições majoritárias a eleição é simples: o voto é direto no candidato e os mais votados ganham. Já nas eleições proporcionais o voto é dado a candidatos em listas por agremiação que conquista um número de cadeiras de acordo com a totalidade dos votos recebidos, inclusive os votos dos “derrotados”: os mais votados ocuparão as cadeiras conquistadas. Assim, nas proporcionais mesmo que o seu candidato escolhido não tenha sido eleito, seu voto ajuda a arrumar uma cadeira para outro, que você nem sabe quem é.

     As proporcionais são importantes e funcionam bem em democracias avançadas. O problema é que no Brasil as tais listas não eram dadas ao conhecimento oficial do público, a não ser uma lista geral por ordem alfabética sem a necessária separação por agremiação, impossibilitando ao eleitor conhecer os demais candidatos parceiros de lista de seu escolhido e passíveis de se elegerem com seu voto. Como votar em uma lista, ou em um time, sem conhecer seus componentes? Em 22 a Justiça Eleitoral fez em parte esse imprescindível reparo. 

     Com as listas publicadas, ao escolher um candidato de antemão o eleitor saberá quais outros poderão ser eleitos com seu voto. Não mais um voto no “escuro” como nas eleições atuais. Para se ter ideia, nas eleições para deputado federal de 2018 em Mato Grosso, apenas 1 (25%) em 4 eleitores aptos a votar votou em quem foi eleito, enquanto 34% votaram em quem não foi eleito. Os demais 41% nem votaram, optaram pelo voto em branco ou nulo, ou pela pescaria com os amigos. 

     Esta aparentemente simples decisão do Justiça Eleitoral poderá ser um divisor de águas na história das eleições no Brasil. Arriscando-me a derrapar na maionese da empolgação, ela trará para o Basil algumas mudanças importantes imediatas: o eleitor poderá escolher melhor seu candidato, bem como terá a possibilidade de saber quem se elegeu com seu voto, caso seu escolhido não seja eleito. 

     Mais importante: as sucessivas eleições forçarão as agremiações mais sérias a selecionar melhor seus candidatos, valorizando os partidos, o papel de suas convenções na definição das listas, aprimorando com isso a qualidade dos nossos parlamentos. Esta sequência de mudanças positivas poderá gerar um processo sinérgico de grande proveito para as eleições brasileiras. Aguardemos, pois, as listas oficiais de 2024 para definir nosso voto nas proporcionais.   


segunda-feira, 2 de maio de 2022

SEGURE SEU VOTO






José Antonio Lemos dos Santos

     Faltando 6 meses para as próximas eleições algumas candidaturas aos diversos cargos já se consolidam, enquanto outras se esfumam ante a dura realidade da política. Surgem os primeiros adesivos nos carros, ainda discretos e cautelosos pelos prazos da legislação eleitoral. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares (até então esquecidos), amigos, em suma, aquele conjunto potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. A meio ano das eleições, muitos desses compromissos são sacramentados sem pensar muito, às vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.

     A reforma eleitoral aguardada como a “mãe de todas as reformas”, por enquanto tem vindo à conta gotas, para melhor ou pior. Lembra a história da montanha parindo um rato, no caso um ratinho a cada eleição. Para estas eleições de 2022 a principal novidade é o fim das chamadas “coligações”, que não deixarão saudades. Em seu lugar chegaram as “federações”, que é quase a mesma coisa, só que exigindo um prazo mínimo 4 anos para os partidos confederados permanecerem unidos. Esta alteração traz uma esperança de redução no número de partidos políticos hoje existentes. Por isso mesmo desconfio que esta boa novidade terá vida curta. Talvez até menos que os 4 anos.

    Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, neste ano abrangendo as escolhas para deputado estadual e federal em eleições proporcionais, e para senador, governador e presidente da República em eleições majoritárias. Como sabemos no Brasil temos 2 tipos de eleição, majoritária e proporcional, como nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção das diversas correntes ideológico-partidárias no eleitorado. Sabemos que existem os dois tipos, mas não sabemos bem a diferença de uma para outra, a maioria pensando até que são iguais.

     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas o candidato é escolhido dentre os disponibilizados em listas montadas habilmente pelos partidos ou federações, sendo eleitos apenas os mais votados, de acordo com o total de votos que as listas de cada partido ou federação tenham obtido. Contando, inclusive, os votos dos não eleitos. Assim, você pode votar em um candidato e eleger outro. E esta é a beleza universal das eleições proporcionais, todos trabalhando por todos de uma mesma lista. Menos no Brasil pois nem seu funcionamento é explicado ao povo e nem as listas são facilitadas ao eleitor comum.

     Votando em listas desconhecidas, o eleitor escolhe um candidato que considera bom e pode eleger um que talvez quisesse banido da vida pública. Assim são mantidos aqueles eternos caciques, a maioria destes eleitos com votos dos não-eleitos. O povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos e fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa. Importante é não se comprometer com algum pré-candidato nas proporcionais e esperar que os TSE’s divulguem oficialmente as listas dos candidatos por partidos ou federações. Enquanto isso, segure seus votos nas proporcionais. 



 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ÚLTIMA CHANCE DE CHECAR SEU VOTO

Charge do prof. arquiteto José Maria Andrade
José Antonio Lemos dos Santos
     Neste último dia antes das eleições, é a hora definitiva para a gente dar uma atenção maior às eleições para deputados federal e estadual. Neste caso não podemos mais votar por causa de parentesco, amizade, coleguismo, compadresco, etc. Se alguns destes zangar porque você não votou nele, é porque ele não merecia mesmo seu voto. Nada a ver, as amizades verdadeiras continuarão.
     Sugiro então que confira o nome que você está pensando em votar na lista dos candidatos por partido ou coligação disponível aqui no Blog do José Lemos,   www.blogdojoselemos.blogspot.com , basta copiar e colar ali em cima na linha de busca de seu navegador e rolar o texto 3 artigos para baixo. Identifique em quais das listas está o candidato em quem pretende votar e veja bem quais são os seus companheiros na lista. Observe se entre estes tem alguns daqueles candidatos que você não quer que seja (re)eleito por quaisquer motivos.  Se tiver algum o melhor é escolher outro candidato em outra lista. Mas se seu escolhido merecer tanto o seu voto, então veja realisticamente se seu candidato tem condições de ser ao menos o quarto mais votado da lista. Se sim, ótimo, confirme seu voto, e faça campanha por ele para que ele ganhe daquele companheiro de lista que você não quer ver eleito. Se não, o melhor é buscar outro candidato em outra lista.  Lembre-se que só os mais votados de cada lista serão eleitos. Faça isso para federal e estadual separadamente. Pode dar um trabalhinho mas reduzirá bastante a chance de você eleger quem não quer. Penso que só assim o Brasil faz uma limpeza neste quadro político. E bom voto.

     Se este procedimento te ajudar de alguma forma, favor comentar aqui no Blog ou no meu e-mail (joseantoniols2@gmail.com) e divulgar. Ter as listas impressas sempre facilita para suas análises e para mostrar para algum interessado. Se não ajudar, comente também que a gente aperfeiçoa ou deixa de fazer nas próximas eleições. Fazer estas listas deu muito trabalho. 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

PROPORCIONAIS, A CILADA


José Antonio Lemos dos Santos
     Muito provavelmente você ainda se lembra em quem votou para vereador nas eleições de 2016 e se teve o privilégio de elegê-lo diretamente com seu voto, sorte (ou azar) que não tiveram cerca de 80% dos eleitores aqui de Cuiabá. Privilegiado, você pode acompanhar o parlamentar e avaliar se ele fez jus ao seu voto. Pior fica a situação daqueles cujo candidato não foi eleito, pois seu voto elegeu um outro candidato que nem sabe quem foi e muitas vezes queria até vê-lo banido da vida pública. Sem saber quem elegeu fica achando que não tem qualquer compromisso de acompanhar o desempenho do mandato conquistado com seu voto. Nas últimas eleições para vereador em Cuiabá dos 415.098 eleitores apenas 86.885 (21%) votaram diretamente nos eleitos. Hoje com alguns suplentes empossados, essa proporção diminui ainda mais. Já 196.236 eleitores (47%) votaram nos outros candidatos não eleitos.
     Nas eleições proporcionais o voto nunca é “perdido”. Sempre é bom lembrar que as eleições proporcionais são importantes e existem nas principais democracias do mundo, tendo por objetivo identificar a proporção em que se distribuem no eleitorado as ideologias políticas representadas pelos partidos. Esta proporção será reproduzida na distribuição das cadeiras dos parlamentos de acordo com o número de total de votos obtidos por cada partido ou coligação através de todos os seus candidatos colocados à apreciação do eleitor em uma lista, sendo então eleitos para ocupá-las apenas os mais votados de cada lista até completar as cadeiras conquistadas com os votos de todos, repito. A mais bela das eleições, mas que no Brasil virou uma arapuca.
     Além de mais belas são as mais importantes, embora as majoritárias sejam mais destacadas, como agora com as eleições para presidente e governadores. As proporcionais elegem a massa de políticos em que se baseia a oligarquia política que, mesmo execrada, domina o país, seus presidentes, governadores e prefeitos. E qual a mágica para se perpetuarem no poder? É simples, as listas dos candidatos nas proporcionais por partido ou coligação não são publicadas, isto é, não são dadas ao conhecimento do eleitor. Assim, o eleitor vota como se votasse em um candidato avulso numa eleição majoritária escolhendo aquele que acha o melhor sem se preocupar que seu voto pode eleger um outro, um preposto, filho, esposa ou amigo dos mandarins da nossa política, ou o próprio mandarim constante da lista na qual o eleitor ingenuamente votou sem saber. Desse jeito, o eleitor é enganado, chamado de burro, vendilhão de voto, sofre com as más gestões públicas e ainda paga a conta desse maquiavélico festim. 
     A cada eleição espero que os Tribunais Eleitorais publiquem em seus sites também as listas dos candidatos nas proporcionais por partido ou coligação, ao invés de só por ordem alfabética como tem acontecido, o que força o eleitor a malabarismos mentais para bem exercer o seu voto. Uso o Excel, mas nem todos tem essa facilidade. Seria fácil aos próprios Tribunais fazerem essa publicação. E que os partidos bem-intencionados não tivessem medo de publicar a lista de seus candidatos em seu material de campanha. Mesmo os candidatos poderiam fazê-lo no verso de seus santinhos, mostrando ao eleitor que não existem “vírus” eleitorais entre seus companheiros de chapa.
     Ao eleitor, paciência. Nas eleições ele é a majestade e pode decidir seu voto até na boca da urna. Não se comprometa precipitadamente com parentes, amigos, colegas antes de saber quem são aqueles outros que podem estar escondidos por trás deles e que poderão ser eleitos com seu precioso voto. Nas proporcionais não basta escolher um bom candidato. Calma, converse, informe-se antes de votar.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

ARAPUCA PROPORCIONAL


José Antonio Lemos dos Santos
     A medida que avança este ano eleitoral de 2018 começam a ser esboçadas algumas candidaturas e já surgem ainda discretos nomes dos pretensos candidatos em conversas e adesivos de carros. Muitas destas candidaturas nem vingarão e mesmo assim começam a correr atrás de seus possíveis votos. A regra para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes dos outros candidatos. De um modo geral iniciam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas dos bancos escolares até então esquecidos, em suma, aquele grupo potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda longe muitos desses compromissos são firmados em frases ditas sem muito pensar, para encurtar uma conversa chata ou não ser desagradável. Depois fica difícil escapar daquilo que foi considerado pelo ávido postulante a político como um compromisso de honra seu.
     Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal pariu um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano escolherá os deputados estaduais e federais, senadores, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro parcial do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.
     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Isto é, o cidadão escolhe um candidato, mas de fato está votando em uma chapa ou lista elaborada habilmente pelos caciques partidários, composta por outros candidatos que poderão se eleger com seu voto já que as cadeiras em disputa serão ocupadas apenas pelos mais votados em cada corrente, cuja grande maioria não é escolhida diretamente pelo eleitor, mas com aproveitamento dos votos dos candidatos “perdedores” da chapa. Só que, por incrível que pareça, estas listas não são dadas ao conhecimento do eleitor.
     Nas proporcionais brasileiras o eleitor geralmente escolhe um candidato e elege sem querer outro da mesma lista em que votou, mas que desconhece. Essa é a arapuca que mantem aqueles de sempre, os caciques, seus parentes ou indicados, com o povo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     A responsabilidade na hora de votar deve ser multiplicada nas proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais. Elas mostrarão quais os outros candidatos o eleitor poderá eleger ao votar naquele que hoje postula seu voto. Sem a publicação o jeito será descobrir por conta própria, ouvir, discutir, comparar propostas, amadurecer as escolhas. Importante é a não precipitação com algum pré-candidato. O voto é sua arma cidadã, seu poder político, de uso imperioso a favor da sociedade e do eleitor enquanto cidadão, origem e destino das verdadeiras democracias.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

SEGURA O VOTO

Opinião e Notícias
José Antonio Lemos dos Santos
     Nem bem iniciando o ano eleitoral de 2018 já começam a ser esboçadas algumas candidaturas, muitas das quais nem serão concretizadas. Mesmo assim surgem ainda discretos os primeiros adesivos nos carros. A regra principalmente para os novatos é começar cedo para “beber água limpa”, isto é chegar nos eleitores antes que eles se comprometam com outros eventuais candidatos. De um modo geral começam buscando familiares, colegas de trabalho, velhos colegas até então esquecidos dos bancos escolares, amigos, em suma, aquele conjunto de pessoas potencialmente formador do que seria seu capital político pessoal. Com base nesses laços pessoais de diversos tipos acabam arrancando compromissos amarrados em “fios de bigode” de difícil escapatória futura. Com as eleições ainda distantes, muitos desses compromissos são sacramentados em frases ditas sem muito pensar sobre assunto tão longínquo, muitas vezes para encurtar uma conversa chata, ou para não ser desagradável. Aí mora o perigo.
     Ano passado houve a tão necessária reforma política esperada para ser a mãe de todas as reformas, mas que afinal acabou parindo um rato. Em relação ao voto em si quase tudo ficou como antes, e este ano abrange a escolha para os cargos de deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente da república em eleições majoritárias e proporcionais, que continuam do mesmo jeito só que com o registro do voto no papel, paralelo à votação eletrônica. Outras mudanças mais significativas só em 2020. Como sabemos, os dois tipos de eleição são necessários e existem nas democracias mais avançadas do mundo, uma privilegiando o candidato individual e a outra a proporção em que se distribui no eleitorado as diversas correntes ideológico-partidárias.
     O voto majoritário é simples, vence o candidato que tiver mais votos, mais confiável agora com o registro do voto em papel. Já o voto proporcional não é tão simples assim. Nelas vota-se em listas por partido ou coligação através dos votos dados aos candidatos nelas constantes. Assim, o cidadão escolhe um candidato e seu voto pode eleger outro. Nas eleições proporcionais busca-se a distribuição das cadeiras parlamentares na proporção do poder político dos partidos no universo eleitoral. Tais cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, a maioria dos quais não é escolhida diretamente pelo eleitor. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós pois as listas não são publicadas.
     Votando em listas desconhecidas o eleitor pode escolher um bom candidato e eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação. O eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banir da vida pública. Assim são mantidos aqueles de sempre. E assim o povo é enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria de ver eleitos ou reeleitos. Fica com a fama de não saber votar. O coitado é ludibriado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     O sentido de consciência e responsabilidade do eleitor na hora de votar deve então ser multiplicado nas eleições proporcionais. Antes de nos comprometer com o candidato parente, amigo, colega ou compadre é importante aguardar a oficialização das candidaturas e torcer para que a Justiça Eleitoral publique as listas das eleições proporcionais, o que ajudaria muito a aperfeiçoar a legitimidade e a representatividade das eleições. As listas mostrarão quais os outros candidatos que você poderá eleger ao votar naquele que hoje postula o seu voto. Entre eles pode estar um ou mais candidatos que não se queira eleito, nem pintado de ouro. O verdadeiro amigo entenderá. Importante é não se precipitar em compromisso muito cedo com algum pré-candidato. Segure o seu voto.

sábado, 8 de outubro de 2016

LIÇÕES DA PROPORCIONAL


José Antonio Lemos dos Santos

Esta eleição para vereador em Cuiabá permitiu a realização de uma experiência cívica que há muito esperava. Já que não foi oficial com a Justiça Eleitoral tomando a iniciativa, eu mesmo peguei a lista alfabética dos candidatos disponibilizada pelo TRE-MT, a única, e fui organizando um por um dos candidatos em listas por partido ou coligação, num trabalho de relojoeiro, demorado para evitar erros. Era para ser limitada a parentes, amigos e seguidores do meu blog.
     Como sabemos o Brasil tem dois tipos de eleições, as majoritárias e as proporcionais. Nas majoritárias vota-se direto no candidato e o eleitor sabe quem (re)elegeu ou não. Nas proporcionais não, o voto do eleitor é contado duas vezes. Primeiro para o partido ou coligação do candidato escolhido definindo o número de cadeiras para cada corrente política de acordo com o quociente partidário que expressa a proporção de sua preferência no total do eleitorado. Só depois o voto é contado para o candidato e aqueles mais votados ocuparão as cadeiras conquistados por todos os votos do grupo partidário. Assim, na maioria das vezes o cidadão vota em um e elege outro, que muitas vezes queria até vê-lo banido da política, pois seu voto ajudou a dar o número de cadeiras que serão ocupadas. Por isso a cadeira é do partido e não do candidato. Nas proporcionais o voto nunca é perdido.
     Tudo bem que seja assim, as eleições proporcionais são importantes e existem nas democracias mais avançadas. Só que no Brasil temos ao menos dois problemas, elas não são bem explicadas ao povo, nem mal, e, segundo, as listas dos candidatos que o eleitor pode eleger com seu voto não são divulgadas. Jamais entendi porque não.  Assim, é muito cômodo culpar os eleitores pela qualidade de nossos representantes políticos se a ele não é dado conhecer aqueles que ele pode eleger com seu voto. Paga a conta e ainda leva a culpa.
     A experiência superou a expectativa. Entre os muitos comentários recebidos a lista ajudou a definir o candidato, outros confessaram não entender o sistema e, talvez por isso, alguns preferiam que só houvessem as majoritárias. Houve um caso específico que valeu a trabalheira. Um eleitor ou eleitora, chegou a mim afirmando que já sabia em quem ia votar, que era um compadre ou comadre e que havia prometido seu voto. Pediu que lhe mostrasse a lista e deu um salto de surpresa ao ver um dos nomes, dizendo que conhecia aquela pessoa, para ele desqualificada para o cargo e não sabia como podia ter sido aceito(a) por um partido, e disse que ia repensar o voto. Depois da eleição reencontro o eleitor contando que tinha mantido o voto pois havia dado sua palavra que tinha que ser mantida, mas que, aí o mais importante, ele havia telefonado ao candidato ou candidata dizendo que havia votado nele(a) mas que nas próximas eleições não teria mais seu voto caso estivesse em uma lista ao lado de pessoas tão desqualificadas como aquela que acabou eleita com o seu voto. O(a) candidato(a) civilizadamente agradeceu o voto e o comentário. Aprendi que a divulgação das listas terá um forte poder depurativo na escolha pelos partidos de seus candidatos nas eleições proporcionais.
     Depois postei os candidatos eleitos por partido ou coligação possibilitando ao eleitor saber quem seu voto de fato elegeu, para aplaudi-lo ou cobrá-lo com a mesma intensidade como se fosse aquele em quem votou diretamente. Outro dia os presidentes do Senado e da Câmara Federal se comprometeram a aprovar até novembro a reforma política, a mãe de todas as reformas. Independente de como ela seja, que seja incluída uma obrigatoriedade da publicação massiva das listas dos candidatos por partido ou coligação.
(Publicado em 08/10/16 pelo MidiaNews, em 09/10/16 pela FolhaMax e MuvucaPopular, em 10/10/16 pela PáginadoEnock, em 11/10/16 pelo HíperNotícias, em 12/10/16 pelo Diário de Cuiabá e ArquiteturaEscrita, ...)

sábado, 24 de setembro de 2016

A ELEIÇÃO DAS LISTAS OCULTAS

tse.jus.br

José Antonio Lemos dos Santos

     Peço que me desculpem os especialistas em política, mas, como todo e qualquer cidadão incorporo a majestade do eleitor, principal agente da democracia, a quem deve sempre preocupar os destinos de sua cidade e nação. Assim, interrompo um pouco as questões regionais e urbanas para insistir em um assunto que me incomoda há anos e que tem a ver com a tão necessária Reforma Política. Refiro-me às eleições proporcionais, ou melhor, a forma como ela é praticada no Brasil, que parece desvirtuar as intenções do voto do cidadão. É comum ouvir que o cidadão não sabe votar e que é dele a culpa pelos políticos que o país tem e pela qualidade dos governantes de nossas cidades. Coitado. Desrespeitado e maltratado, paga a conta e ainda leva a culpa.
     Como todos sabemos, no Brasil temos dois tipos de eleições, as majoritárias e as proporcionais, e é importante que existam as duas. Nas majoritárias vence o candidato que tiver mais voto. É simples e todo mundo sabe em quem está votando. Nas proporcionais já não é tão simples assim. O cidadão escolhe um candidato e seu voto pode (re)eleger outro, muitas vezes até eleger um que ele não queria ver (re)eleito. Nas eleições proporcionais o objetivo é eleger a divisão proporcional do poder político entre as diversas correntes partidárias representadas nas listas de candidatos de cada partido, proporção esta expressa no número de cadeiras parlamentares que cada corrente conquistar. Estas cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados em cada corrente, os quais, na maioria das vezes não são aqueles escolhidos diretamente pelo eleitor. Por isso os mandatos das eleições proporcionais são dos partidos e não dos candidatos. Esta é a beleza das eleições proporcionais, mas também seu grande mal entre nós.
     Em suma, o eleitor pode escolher um bom candidato e (re)eleger sem querer outro do mesmo partido ou coligação a qual pertence o candidato escolhido. O (re)eleito pode até ser um que o eleitor quisesse banido da vida pública. E é o que geralmente acontece, pois as listas dos candidatos discriminadas por partido ou coligação não são mostradas aos eleitores, deixando o eleitor sem saber quem seu voto pode eleger de fato. Essas listas de candidatos são montadas habilmente pelos caciques partidários de forma a garantir suas próprias (re)eleições ou de seus escolhidos, não necessariamente os da vontade do eleitor. Do eleitor eles só querem as cadeiras. Por que isso não é bem explicado ao povo? Por que as listas não são divulgadas claramente? Enquanto isso, fica a falsa ideia de que as eleições proporcionais são iguais às majoritárias e, assim, as coisas continuam como estão com o povo sendo enganado no seu próprio voto, elegendo e legitimando muitos daqueles que não gostaria ver (re)eleitos.
     As eleições proporcionais são importantes desde que devidamente explicadas, e, muito especialmente, desde que mostrando ao eleitor a lista de candidatos que seu voto pode de fato eleger. Podia ser no verso dos “santinhos” dos candidatos, em vez das usuais imagens de santos, calendários, receitas ou escudos de times de futebol. É fácil culpar o eleitor pela qualidade de nossas bancadas, se não lhe é dado saber em quem de fato está votando. A publicação massiva das listas discriminadas dos candidatos, da mesma forma como é feita a divulgação dos nomes dos candidatos, seria uma boa e fácil providência enquanto a Reforma não vem. Com ela o eleitor veria que junto a seu candidato escolhido pode ter outro ou outros que ele não quer (re)eleger, mas que na maioria das vezes ganha a cadeira com seu voto de boa fé. Enquanto isso restaria ao eleitor buscar seu jeito de identificar as listas a partir da lista alfabética disponibilizada pelo TRE-MT.
(Publicado em 24/09/16 por Midianews, em 25/09/16 ArquiteturaEscrita, FolhaMax, MuvucaPopular, em 26/09/16 em HiperNotícias, em 27/09/16 no Diário de Cuiabá,...)

COMENTÁRIOS:
Por e-mail
Cleber Lemes 27/09/16
"Parabéns Dr. José Antonio pelo artigo . Acho que a reforma politica e tão importante quanto a tributária e acabaria com esses partidos de aluguel, pois deveria ter somente dois a tres partidos, pois vc é governo ou é contra o governo. A maior Democracia do Planeta só tem dois partidos DEMOCRATAS  e REPUBLICANOS. Acho que os que forem mais votados seriam os eleitos e os suplentes seriam na ordem croonologia dos votos, sem suplentes no caso de senadores, pois hoje temos no Senados quase um terço de suplentes no exercicio do mandato. Um abraço 
​Cleber "



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CANDIDATOS A VEREADOR EM CUIABÁ 2016

tse.jus.br

ATENÇÃO: 
ANTES DE DEFINIR SEU VOTO VERIFIQUE EM QUAL DAS LISTAS ABAIXO ELE SE ENCONTRA

COMO SABEMOS NAS ELEIÇÕES PROPORCIONAIS (VEREADORES E DEPUTADOS) PODEMOS VOTAR EM UM CANDIDATO E ELEGER OUTRO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE NÃO QUERÍAMOS VER ELEITO(A) OU REELEITO(A). ISSO PORQUE NELAS ELEGEMOS PRIMEIRO A PROPORÇÃO QUE REPRESENTA CADA CORRENTE POLÍTICA NO CONJUNTO DO ELEITORADO. POR ISSO OS CANDIDATOS SÃO ORGANIZADOS EM LISTAS POR PARTIDO OU COLIGAÇÃO. ENTÃO AO VOTAR EM UM CANDIDATO ESTAMOS VOTANDO PRIMEIRO NA LISTA EM QUE ESTÁ O CANDIDATO,  LISTA CONQUISTARÁ O NÚMERO DE CADEIRAS QUE OS VOTOS RECEBIDOS POR TODOS OS SEUS CANDIDATOS REPRESENTAR PROPORCIONALMENTE NO CONJUNTO DO ELEITORADO. E AS CADEIRAS SERÃO OCUPADAS APENAS PELOS MAIS VOTADOS DE CADA LISTA. E É POR ISSO QUE, SEU VOTO EM SEU CANDIDATO PREFERIDO PODERÁ ELEGER UM OUTRO CANDIDATO, ÀS VEZES ATÉ UM QUE VOCÊ NÃO QUEIRA ELEGER OU REELEGER.

MUITO CUIDADO ENTÃO, ANTES DE DEFINIR SEU CANDIDATO CONFIRA EM QUE LISTA ELE ESTÁ E QUE OUTROS CANDIDATOS ESTÃO COM ELE.  CASO ENCONTRE JUNTO ALGUÉM QUE NÃO QUEIRA VER ELEITO(A) OU REELEITO(A),  VOCÊ TEM A OPÇÃO DE ESCOLHER OUTRO BOM CANDIDATO EM OUTRA LISTA QUE ESTEJA "LIMPA" DE INDESEJÁVEIS OU MENOS "SUJA".  REPRODUZI DA LISTA DO TRE-MT OS DESTAQUES PARA OS CANDIDATOS À REELEIÇÃO, POIS ELES MERECEM  AVALIAÇÃO ESPECIAL JÁ QUE CUMPREM OU JÁ CUMPRIRAM UM OU MAIS MANDATOS.

ESTA LISTA FOI ORGANIZADA A PARTIR DA LISTA ALFABÉTICA DE CANDIDATOS DISPONÍVEL NO SITE DO TRE-MT, PARA MINHA ORIENTAÇÃO E  DE FAMILIARES, E COMPARTILHO NO BLOG COM OS AMIGOS  COM A ÚNICA INTENÇÃO DE AJUDAR NA DEFINIÇÃO DE NOSSO MAIOR DEVER CÍVICO, QUE É O VOTO.


PARTIDOS OU COLIGAÇÕES



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ I
(PP SD)  
ALDO LUIZ (PP)
ANA PAULA DOS PERFUMES (PP)
GUGU (PP)   
LOMBARDI (PP)  
PROFESSORA ANDREA (PP)  
ANNE BRANDÃO (SD)  
ARNALDO PENHA (PP)  
NICOLAU (PP)  
CACÁ RIBEIRO (PP)  
CLAUDINEY VIEIRA (SD)  
DANIELLE MARINHO (SD)  
PROFESSORA DÉBORA (PP)  
DEMILSON NOGUEIRA (PP) 
DIEGO GUIMARAES (PP)   
ELEOMAR PACÚ (PP) RENÚNCIA
PROFESSOR ELEONOR SEREZO CPA (SD)   
MISTERPIU (PP)  
FERNANDO FERNANDES (PP)  
PROFESSOR FRANKES (PP)  
GLEICY (PP)  RENUNCIA
INES DE OLIVEIRA (PP)  
FRANÇA DA ENDEC  (PP)  
DODÉ (PP) 
KARLA VENEGA (PP)  
MIRANDINHA (PP)  
LUIS CLAUDIO (PP)  DEFERIDO COM RECURSO
LUIZ AGUAIO (SD) 
MARCELO LOPES (SD)  
MARCO AURÉLIO (SD) 
MARIA DE FATIMA (PP)  
MAZE  (PP)  
MÁBIO  DO BANCO (SD)  
NOEL DO SINDICATO (SD) 
ODILSE (PP)  
PATRICIA AMORIM(PP) 
PAULO ARAUJO (PP)     REELEIÇÃO
PAULINHO DA PADARIA(PP) 
VINICYUS CLOVITO (PP) 
PROFESSORA WANUZIA (SD)
ZÉ RIBEIRO



UM NOVO PREFEITO PARA UMA NOVA CUIABÁ III 
(PMDB PMB PROS PR  PPL)
ABEL ARRUDA (PROS) 
ADALBERTO CAVALCANTE (PMDB) 
MARECHAL (PPL) 
CARLITO MORAES (PMB)  
CARLOS FREDERICK (PROS) 
CARMEN FÉLIX (PROS) 
DINA GOMES (PMB) 
PROFESSOR CÉLIO (PMDB) 
EDMILSON FUMAÇA (PMDB)
ÉDSON SENA (PMDB)  
EDUARDO GABRIEL (PMDB)   
FAUSTÃO (PROS) 
FERNANDA MOTTA (PMB)  
CHICO 2000(PR)     REELEIÇÃO 
DAYANA LEONARDO - INDEFERIDO
DILEMARIO ALENCAR (PROS)     REELEIÇÃO 
FÁBIO MARCIO (PR)  
GUSTAVO COSTA (PMDB) 
HEITOR REYES (PMDB)  RENÚNCIA
IDELMAN MELO (PR)  
BARANJAK (PMDB) 
JESUS DORILEO/ ZITO (PMB) 
JOILSON JUNIOR (PMB)  
ZÉ DO PICOLÉ (PR) 
JOSY VENERO (PMB)  
ZÉ RICARDO (PROS)  
KELLEN GARDENIA (PMB)  
LUCINHA CUIABANA (PMDB) -  INDEFERIDO
LUCIANA ZAMPRONI (PMB)  
CIDA (PROS)  - INDEFERIDO
LU TURINO (PROS) 
MARICELMA  ALMEIDA  (PMDB)  
MARIO LUCIO (PMDB)  
MARLENE MAMÃE (PROS)  
NELZINA SOUZA (PMDB)  
PILADES PILÃO (PROS)  
RALF LEITE (PMDB) 
JÚNIOR SOUZA (PROS) 
WAGNER BAGASSO (PROS) 


PSL    (PARTIDO ISOLADO)

ABEL MOREIRA
ADRIANA MELO - AGUARDANDO JULGAMENTO
GABI   
ANDREIA DIAS DIAS   
BAIANINHO   
DERICA FLASH BACK   
EDSON SANTOS  
PROFESSORA ELAINE   
ELIANE BOLO   
EMIDIO DE SOUZA    
CARLOS MENEGATTI  
EZEQUIAS FREITAS  
ALENCAR FERRO VELHO   
CHIQUINHA PAIXÃO   
CHICO PLANADA
HIPÓLITO ESCURINHO  
IVONETE DE OLIVEIRA  
BRAZ ROSA   
VANDICO  
JOSÉ QUEIROZ    
JOÃO DA ÁGUA   
JUCELMA OLIVEIRA   
LUCIANO TRINDADE   
FERNANDO RODRIGUES
MARA  
MARCINHA MAGAN   
MARIA RODRIGUES   
MARIA EUGENIA - INDEFERIDO COM RECURSO  
MARLENE ROSA
MARTINHO REIS DO MANGUEIRAL   
CENOURA     
PAULO CÉSAR PEIXE     
RAFAEL ALMEIDA     
RAUNY DE OLIVEIRA  
ROSATT PEKENO     
TIÃO DO RETIRÃO     
VALDIR PEREIRA     
PROFESSOR WELSON MESQUITA     
WILSON KERO KERO     REELEIÇÃO

PSC    (PARTIDO ISOLADO)
ABÍLIO JR
APARECIDO
ASSIS DO BIGODE   
ALEX   
ANA DO PÃO    
ANGELA MARIA   
AROLDO TELLES  
DALVIANE BOTELHO  
DERLI ARAÚJO  
EVA LEITE    
HELIEZER DUTRA    
PROFESSOR IVO   
JHESSIKA CORTEZ    
SARGENTO JOELSON   
PROFESSOR ITAMAR  
ZÉ MARCOS   
VADINHO     
DR. LICINIO  
LÚCIA GONÇALVES    
LUIZ DO MÉDICE  
MARCIO MIRANDA   
MARCOS BARBOSA   
MARCÃO  
MÁRIO FEIRANTE   
MARIOZAN MOTA   
NATAN COSTA  
NERIAS FILHO DO REI   
OSEAS MACHADO     REELEIÇÃO  
PABLO QUEIROZ    
REGINALDO ANDRADE     
ROSI     
RUBENS AMORIM     
RUBÃO    
DONA SELMA    
CANTORA SHIRLEY DE SOUZA     
THALITA MORAIS    
THASLYNNE PEREIRA     
INSTRUTOR VANDEIR     
ZENILDO DA DISTRIBUIDORA GIL  

DANTE DE OLIVEIRA II 
DEM PSD PSDB)
DJ SACI (DEM) 
ADEMIR MORAES (DEM) 
ADEVAIR CABRAL (PSDB)-     REELEIÇÃO  
ALEX MACHADO (PSDB) 
ALEXSSANDRO FRAGA (PSDB)  RENÚNCIA 
ENFERMEIRA ANA MARIA DO TIJUCA (PSDB)  
ANTONIO FERNANDES (PSD)  
TONINHO DE SOUZA(PSD)     REELEIÇÃO  
ARTURO TOMASELLI (DEM)  
BRECHÓ (PSDB)  
BENEDITA ARRUDA (PSDB)  
BRENO REIS (PSDB) 
CARLOS LARA (DEM)  
CARLYANNE OLIVEIRA (PSDB)
CLAUDEMILSON MICHEIRA (DEM)  
CRISTIAN ROBERTO (PSDB)  
NANDINHO (DEM)  
ELDA MOURA (PSD)  
ELINEI MACIEL (PSDB)  
NICINHA PEDRA 90 (DEM)  
FRANCISMEIRE SILVA (PSDB)  
EVERTON POP (PSDB) 
GENESSY SOUZA (PSDB)  
GUILHERME CREPALDI (DEM)  
HELINHO CORREA DA COSTA (DEM) 
HERMES OLIVEIRA  (PSD)  
ILIZETH COENGA (DEM) 
LEANDRO LIMA (PSDB)   
LUECI RAMOS (PSDB)- REELEIÇÃO  
MARA LIMA (PSD)  
HELENA DA SAÚDE (DEM) 
MAURÉLIO RIBEIRO(VEREADOR) (PSDB)- REELEIÇÃO 
PAULINO (DEM)  
PAULO CESAR CAJU (PSD) 
NETO DO ESPORTE (DEM) 
RENIVALDO NASCIMENTO (PSDB)- REELEIÇÃO 
DR. RICARDO SAAD(PSDB)- REELEIÇÃO 
TELMA VIANA (DEM) 
VITOR HUGO ARTISTA PLÁSTICO (PSDB) 
WELLINGTON BERÊ (PSDB) 


DANTE DE OLIVEIRA I 
(PRTB PHS PEN PMN PPS)
ADEMIR PEREIRA (PMN)
AFONSO MELO (PHS) 
ALACILDO BAZZANO (PHS) 
ALTAIR MONTEIRO (PHS) 
ANA PAULA (PRTB)  
MANDIOCA (PHS)  
PROF. CARLINHOS (PRTB)   
CÉLIS BORGES (PMN) 
DR CESAR LIMA (PHS) 
CLARITO JÚNIOR (PMN)  
CHRIS DAMASCENO (PHS)  
CUSTÓDIO MILITÃO (PHS)  
DEVAIR RODRIGUES (PRTB) 
ELIAS VENENO (PEN)  
ELIENE FILHO (PHS) 
FLAVINHA BOTELHO (PHS)  
IZABEL PEREIRA (PHS)  
JOAQUIM FILHO (PHS)  
NIL NERY (PHS) 
FÁBIO ATALAIA (PHS)  
PROFESSOR JOÃO JUSTINO (PPS)  
SARGENTO VIDAL (PMN)  
LUCIMARA GIACOMINE (PHS)  
MAC SUELEN (PHS)
MARCREAM SANTOS (PRTB)-     REELEIÇÃO  
MARCELA AQUINO (PHS)  INDEFERIDO  
MÁRCIO PARDAL (PHS) RENÚNCIA 
MARQUINHOS CARIOCA (PRTB)  
NILTON PICO (PHS)  
ODAIR JÚNIOR(PRTB)  
RAQUEL FARIAS (PHS)  
DIGÃO (PEN) 
ROSANGELA CAMPOS (PHS) 
SANDRA IRACILDA (PHS)  
SCARLET PARENTE (PRTB) 
VALDEMIR TBO (PHS) 
VILMA ARAUJO (PHS) 
JUNIOR CALDAS(PEN)

PSB     (PARTIDO ISOLADO)
ADILSON LEVANTE -     REELEIÇÃO    
ADRIELLY ABREU - INDEFERIDO  
DR. LIBERATTI   
PROFESSORA ANDREIA RODRIGUES  
PROFESSOR MANFRIN   
BETA   
PARAGUAIA CABRAL   
ESMAEL MARTINS    
FABINHO PROMOÇÕES  
GILBERTO FIGUEIREDO   
ZÉ CARLOS RENASCER  
IRMÃO LAZARO   
JÚNIOR CUIABANO   
ROSA SILVA   
MARCELO BUSSIKI   
MISAEL GALVÃO    
NEUSA MOURA    
ONOFRE JUNIOR -     REELEIÇÃO    
BETO CORREA     
SILVANDIRA     
DERLEI PRIMO     
WILSON CUTAS

FUTURO E INCLUSÃO   (PDT  PT  PCdoB)
PROF. ALLAN (PT) -     REELEIÇÃO
ANSELMO CALABRIA (PT)
ARILSON DA SILVA(PT) - REELEIÇÃO
DITO LABAMBA (PDT)
CARLOS ADRIANO (PDT)
CARLOS QUEIROZ TX (PDT)
NEY COSTA (PDT)
KORINGA (PC do B)
DAYANE CARVALHO (PT)
DIEGO CAMOLEZI (PDT)
EDSON LUTADOR DE BOX (PT)
GERALDO BAIA (PT)
TAINA ALVES (PDT)
JAJÁ SANTOS (PDT)
JÉSSIKA RAMIRES (PDT)
LAURA ABREU (PT)
MARCELO TERRA (PDT)
MARCOS VIANA (PDT)
KOTA CORTEZ (PT)
MARIA MAGALHÃES (PC do B)
MAURÍCIO MUNHOZ (PC do B)
MIRIAM (PT) 
ROBERTINO DA FARMÁCIA (PDT)
LIMA DA MECÂNICA (PDT)
ROBINSON CIREIA (PT)
DRª ROSANGELA (PDT) - INDEFERIDO
SUSANA MARIA (PDT)
ÍNDIO DO BRASIL (PT)


PRP PARTIDO ISOLADO
ALOIZIO MIRANDA   
ANA EMILIA   
ANDERSON SIQUEIRA   
TOTÓ CESAR   
ANTONIO LEMES 
DODO VEGGI  
CARLA RUBIA 
CHICO LEBLON  
DIDIMO VOVÔ   
BETE ROCA    
LILO PINHEIRO -     REELEIÇÃO  
ETERNO MONTALVÃO   
GERSON ARRUDA   
HALA RAMZI   
ZECA TENUTA    
ZEZINHO STILUS EX ERRE SOM   
ZEZÉ PAIXÃO   
COMPADRE BANGA   
PROFESSOR MESSIAS  
MARCELO PIRES   
DORA  
BAIXINHA GIRALDELLI  
MARIO MARCIO   
MARLENE DOS SANTOS  
MARTHA ALCIONE  
MAURÍCIO AMORIM    
NELSON DE FARIA  
NEWTON BENGUÉ    
ORIVALDO DA FARMÁCIA     
RENATO ANSELMO     
ROSANGELA ASSIS - RENÚNCIA    
ROSE - INDEFERIDO     
RUBINHO DA GUIA    
SILVANA SANTOS     
NONÔ DELGADO

PV  PARTIDO ISOLADO
ALUIZIO LEITE   
ANDELSON GIL DO AMARAL   
CARLOS DA LUNÓTICA  
CHARLES CAETANO  
CLAYTON PDG  
CLEONICE RAMOS 
DON FISCHER - INDEFERIDO 
EDER PINHEIRO    
FELIPE WELLATON   
DON FISCHER   
PROFESSOR FRANCISCO BOHNS (CHICO)  
GABRIEL GUILHERME   
GILSON BATISTA  
IDORIEL JUNIOR  
IVONETH ALBUQUERQUE  
JAMILSON MOURA   
JOSIVAL TELETRON   
JOSUEL  
JUSTINO MALHEIROS   
LAURA SILVA    
LUCÉLIA NEVES   
MAIZE RODRIGUES  
DELEGADO MARCOS VELOSO  
FATY  
MÁRIO NADAF -     REELEIÇÃO   
MIRIAM DO PEDRA 90  
MYLENE LUSTOSA   
NILZA DA SILVA BARTNISKI    
PROFESSORA OSVANIRA (JÔ)   
PAULO HENRIQUE    
PEDRO JUNIOR     
DR. PEDRO    
RAUF MACEDO     
SIDNEY DE SOUZA     
TIAGO OLIVEIRA     
UGA     
DR.WASHINGTON    
CLEIA DIVA MULHER     
ZIDIEL COUTINHO

CUIABÁ LEVADA A SÉRIO 
(PRB PTN)
AMANDA SURET (PRB) 
MATSUBARA (PRB)  
AUGUSTO JORGE (PTN)  
CLAUDIO JOSÉ (PRB)  
CRISTINA MOTA (PRB)  
DEVILSON EVANGELISTA (PRB)  
GASTÃO EMP. FLOR MORENA (PTN) 
GLAUCIANE DO PLANALTO (PRB)  
HAROLDO ARRUDA (PRB)   
JOSÉ FARIAS – CORRETOR  (PRB)  
JONAS (PRB)  
MARCIA CAETANO (PRB)  
NINA (PRB) 
MARLENE ASSUNÇÃO (PRB)  
PROFESSOR NÉVITON(PRB)- REELEIÇÃO  
ODENIL DO JORNAL (PRB) 
REGIS DO PLANALTO(PRB)  
ROGÉRIO ROSSETTI (PRB) 
TIÃOZINHO (PRB)- INDEFERIDO COM RECURSO 
DR. SERGIO BIOMÉDICO (PRB)

PSDC  PARTIDO ISOLADO
AMAURI PEREIRA - INDEFERIDO COM RECURSO
ADEMIR COSTA  
BENEDITA XUXA
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO   
CLEBER ADORNO  
CLEBINHO BORGES  
CLEUZA ROSA  
CONCIELE PEDROSO   
CRISTIANE LARA    
ELIZEU NASCIMENTO   
EVANILDE “A GATA”  
WETO SALGADO    
CHICO PARAÍBA - INDEFERIDO 
HELIO FONSECA   
HEVERTON PERERECA   
NÉIA DA SAÚDE  
ZÉ ADRENALINA MOTOS   
JUCA NETO   
LICIO MALHEIROS   
LUCIENE BARROS   
LUZMARINA  
MAX CAMPOS   
ODAIR MEDEIROS     
PAULINHO FIGUEIREDO     
PAULO MELO     
NUNES MARANHÃO     
REGIS GOMES    
REGIS REGENTE  
RONIEL DA LOCAR     
ROSINHA    
ROSANA SILVA    
ROSE ARAUJO    
SAMOEL SANTOS     
SILVANA SOUSA     
BREAK PRATEADO     
VITELMAR (GAUCHINHO)     
PI     
WALDEMIR MATOS’O KARINHA’     
WILDES TADEU

 PSOL PARTIDO ISOLADO
TÓ   
GLADIADOR   
ÉDSON (CABEÇÃO)   
ELZINHA - RENÚNCIA   
EVANDRO VANDOKA    
RAMIREZ    
GILBERTO LOPES FILHO   
GONÇA DE MELO   
KLÉBER CIGANO   
LUCIMARA BESERRA  
TIA MARIA  
MÁRIO CAVALCANTI   
IRMÃ ROSINHA     
SUADNA     
ENFERMEIRO VANDERLEY GUIA     
CARDOSO

UNIÃO TRABALHISTA POR CUIABÁ 
(PTB/PTC/PT do B)
DITO ENFERMEIRO (PTC)  
CLARISSE SCHIMITT (PTB)  
PROFESSORA CLAUDETE (PTB)  
CRISTIANE DIAS (PTC)- RENÚNCIA   
DAVID DO HOT DOG (PTB)   
DR. XAVIER (PTC) 
EDMUNDO CESAR (PTC) 
FABIO SENA (PTC)   
FABIO CASSOLI (PTB)  
CHIQUINHO CAMARGO (PTC)  
GEMINIANO MORAES (PTB) 
GERALDA MENDES (PTB)  
ISADORA CAMPOS (PTC) 
IVANA VILELA (PTC)   
IVONE PORTUGAL (PT DO B)  
JAJÁ DE LARA  (PT DO B)  
PASTORA JANDA (PT DO B)  
JARDYR FISCAL (PT DO B)  
MC BANANA PEDRA 90 (PTB)  
ALEX FREITAS (PT do B)   
MC DENTINHO (PT do B)  
JULIO DA POWER (PT do B)  
LEDEVINO (PT do B)  
JUCA DO GUARANÁ FILHO (PT do B)     REELEIÇÃO  
MARCIA MARIA (PTB)  
MARCIO GONZAGA (PT do B)   
MARCUS FABRICIO (PTB)-     REELEIÇÃO 
MÁRIO ARRUDA (PTC)
DR. MILTON CORREA(PTB)  
MONICA SILVA (PTB) 
MYCHELLI COUTO (PTB)INDEFERIDO COM RECURSO  
OSMAR RODRIGUES PT do B) 
RONALD MUZZI (PTB) 
RONYE STEFFAN (PTB) 
ROSENIL LUIZ (PT do B) 
ROSILEY RODRIGUES (PTB) 
SANTINA FELICIA (PTB) 
SILVANO VICENTE (PTC)

REDE PARTIDO ISOLADO
FELLIPE CORREA    
GISELE BARBOSA   
LUCIANO DA REDE
OBS.-Estas listas foram organizadas segundo os PARTIDOS ou COLIGAÇÕES a partir da lista em ordem alfabética disponibilizada EM 14/09/16 no site do TRE-MT.