"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)



Mostrando postagens com marcador empregos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empregos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de julho de 2019

FERROVIA, ESPERAR OU TRAZER?

Imagem transportabrasil

José Antonio Lemos dos Santos
     Ultimamente algumas pessoas têm chegado a mim afirmando contentes que agora a ferrovia vem, enquanto outras apenas indagam com uma pontinha de otimismo se agora ela vem mesmo. Parece ter acontecido uma renovação da confiança na chegada da ferrovia a Cuiabá a partir da explicitação da existência de uma carga de retorno estimada em 20 milhões de toneladas/ano para consumo e processamento locais, e redistribuição regional, carga esta cujo conhecimento sempre foi ocultado da população gerando a falsa impressão de que não existiria carga que justificasse  a chegada de uma a ferrovia à capital mato-grossense. Para dar uma ideia do que significa essa carga basta lembrar que é igual ao total da produção de grãos de Goiás no ano passado e bem superior ao de Mato Grosso do Sul no mesmo período.
     Às pessoas que indagam se a ferrovia vem, tenho respondido que não, nós temos que trazê-la. Não adianta esperar pois outros não a trarão. Tem que ser buscada, como fizeram os saudosos professor Iglésias, o senador Vuolo, o governador Dante e ninguém mais. Este assunto envolve poderosos interesses que ultrapassam o âmbito da logística e chegam à geopolítica, onde claras posições divisionistas estão colocadas. Por estas a ferrovia não pode chegar a Cuiabá, interesse reforçado pelos estados limítrofes desejosos de que a produção de Mato Grosso seja verticalizada em seus territórios, levando para eles a renda e os empregos de qualidade que são de direito do povo mato-grossense. Não me surpreenderá se em breve aparecer um projeto ferroviário ligando Campo Grande a Rondonópolis.
     É bom frisar que quando falamos em Cuiabá referimo-nos à sua Região Metropolitana, cabeça da rede urbana estadual, onde estão disponíveis os principais fatores de localização, tais como energia, comunicações, posição estratégica com acessibilidade regional e nacional, inclusive ao porto de Cáceres, bem como a maior economia de aglomeração em Mato Grosso e a maior disponibilidade de mão-de-obra no estado com estruturas para seu treinamento. Cuiabá isolada, a maior parte da economia de Mato Grosso será beneficiada em outros estados, como já está acontecendo com velocidade crescente.
     Daí as ferrovias serem pensadas excluindo Cuiabá, apenas como esteiras exportadoras e não também como poderosas e imprescindíveis ferramentas para trazer o desenvolvimento. Fica clara uma articulação onde além da ferrovia não chegar, o aeroporto internacional não é concluído nem é internacionalizado de fato apesar do antigo interesse de uma grande empresa nacional na ligação com a Bolívia, e, pior, é paralisado depois de pronto e instalado o mais valioso complexo implantado em Mato Grosso, avaliado à época de sua implantação em U$ 1,0 bilhão (de dólares!), qual seja o gasoduto e a termelétrica que deviam há muito tempo estar bombando o desenvolvimento de Mato Grosso. 
     A verdade sobre a carga de retorno foi restabelecida pela Rumo e sua subsidiária Brado confirmando não só a viabilidade econômica da extensão da ferrovia até Cuiabá e sua continuidade até Sorriso bem como afirmando o interesse da empresa por sua implantação, desde que consiga a volta da antiga concessão da Ferronorte, muito estranhamente devolvida à União por sua antiga detentora, a ALL. Faltam só 200 Km, carga tem de sobra e tem quem queira construí-la. Basta os governos não atrapalharem e a sociedade civil organizada da Região Metropolitana de Cuiabá correr atrás e tomar o protagonismo de um processo que sem ela não avançará, conforme nos ensina um século ou mais de uma história na qual a capital mato-grossense já foi passada para trás uma vez, como corre o risco de ficar para trás de novo.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

VERTICALIZAÇÃO OU CELEIRO?

Fábrica de Calçados (Imagem TV Maná)
José Antonio Lemos dos Santos 

     O atual êxito da economia mato-grossense não é uma resultante da divisão do estado como insistem alguns e nem uma obra do acaso. Ao contrário, foi planejado nos anos 70 com os Programas Especiais de Desenvolvimento Regional, como o Prodepan, Polocentro, Polamazônia, Polonoroeste e Promat. Na verdade, vem de antes, da década de 50 com a Marcha para o Oeste, depois Brasília e depois o Programa de Integração Nacional (PIN) com os tais programas de desenvolvimento.
     Olhando de trás para frente as coisas ficam mais claras. Jovem recém-saído dos bancos teóricos da academia, com uma rápida, mas importante experiência no projeto do CPA em Cuiabá, o entusiasmo diante das possibilidades de intervenção real no processo de desenvolvimento da terra natal de certa forma empanava uma visão mais abrangente. A medida que o processo foi se distanciando no tempo, ficou cada vez mais nítido a coerência, a intencionalidade e, principalmente o sucesso daquele conjunto de medidas planejadas e implantadas de forma articulada com o estado e municípios.     
     Ocupar, estruturar, produzir, exportar e verticalizar, este é o roteiro claro de uma história bem-sucedida de desenvolvimento regional, aplicado com competência no Centro-Oeste, mas ainda não concluída em Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e Goiás é bastante nítido o avanço da verticalização de suas economias dando sinais de que em breve alcançarão a primazia da economia regional. Em Mato Grosso a história parece ter se estancado na etapa da produção primária, do slogan “Estado Celeiro do Brasil”, na qual se firmou como o principal produtor agropecuário nacional e um dos maiores do mundo, e ainda tem muito a produzir. O sucesso produtivo foi tão grandioso que o estado, ainda refém do modal rodoviário, se encalacrou no escoamento de sua produção fazendo com que a etapa da economia exportadora não tenha se concluído e continue sendo o único e principal foco de preocupação das lideranças produtoras, políticas e das autoridades governamentais. Comprometendo o futuro, a verticalização ficou à margem, quando devia ser o coroamento inicial de todo o processo. A verticalização é agregação de valor à produção, garantia de renda e empregos de qualidade, padrões mais elevados de vida, promoção urbana e o vestibular para novos voos civilizatórios.
     Mato Grosso chegou a ser pioneiro no assunto quando ainda em 70 implantou seus primeiros Distritos Industriais pensando já nos frutos da nova agropecuária que começava a ser implantada. Depois com Dante, que arrancou a ferrovia das barrancas do Paraná e a trouxe a Mato Grosso, trouxe o gás e a Termelétrica, destravou a construção de Manso, viabilizou o Porto Seco, internacionalizou o aeroporto, tentou a ZPE de Cáceres e sua hidrovia, tudo isso pensando nas condições para a verticalização da explosão da economia primária já prevista. Mas tudo ficou travado. Enquanto isso Mato Grosso do Sul e Goiás agradecem e voam rumo à verticalização de suas economias e, se bobear, da nossa.
      Seguir o mesmo bom caminho, concluir as etapas e verticalizar antes que seja tarde. Aceitar ser celeiro nesta altura do campeonato é atraso. A logística, tão fundamental e urgente à economia exportadora, é também fundamental à verticalização. Fundamental para levar a produção, trazer insumos e mercadorias, e distribuir a produção pelos diversos polos urbanos estaduais onde pode ser consumida e beneficiada. É básico para verticalizar e para exportar. Mato Grosso não pode mais ver a logística só como uma esteira exportadora, mas como a ferramenta chave para culminar um processo de desenvolvimento que não pode ficar pelo caminho em prejuízo de seu povo.

sábado, 11 de agosto de 2012

NOVO SHOPPING EM CUIABÁ


Investimento de R$ 270 mi

Quarto empreendimento da Capital nasce focado nos públicos A, B e C. Centro será maior em lojas
MARIANNA PERES
Da Editoria

Cuiabá ganhará um novo shopping Center, o Royal, que começará a ser construído entre abril e maio de 2013 e com previsão de inaugurar a primeira etapa em setembro do ano seguinte. Cerca de R$ 270 milhões serão aplicados no projeto total que será erguido na Avenida Miguel Sutil, em um terreno que fica entre o Hipermercado Modelo e o Círculo Militar, à direita ao lado de uma concessionária de veículos, sentido Várzea Grande.

Em oferta de lojas, o Royal Shopping Center Cuiabá, será o maior entre os três já existentes na capital. Serão 270 lojas espalhadas por uma área construída de 130 mil metros quadrados (m²), oito lojas âncoras (principais), cinema, praça de alimentação, mix variado de oferta de produtos e serviços e dois subsolos de estacionamento com mais de mil vagas. Durante a execução das obras deverão ser gerados de 400 a 450 empregos diretos e após o funcionamento do centro de compras a estimativa é agregar cerca de 2,6 mil trabalhadores. 


Ler mais em http://www.diariodecuiaba.com.br/