José Antonio Lemos dos Santos
Volta e meia as ideias divisionistas voltam à luz. Houve tempo em que tinham enorme facilidade de disseminação em Mato Grosso. Hoje, porém, o estado é forte e tem um governador que se diz convencido de que aqueles dias se foram, dispondo-se a ser o governador da integração, consolidador da unidade mato-grossense, mais produtiva a cada ano que passa. Já fui contra as propostas divisionistas por patriotismo, amor à terra natal e tudo aquilo que se aprendia nos colégios e que hoje parece tão antigo e distante. Continuo contrário às propostas divisionistas, só que agora por motivos bem concretos e pragmáticos. Entre outros, por exemplo, acho que um país que paga em impostos, em média, quase 40% do que produz só para sustentar suas ineficientes e perdulárias estruturas político-administrativas, não pode desejar, nem permitir a criação de mais governos. Ao contrário, melhor seria se discutíssemos a redução deles. Que tal a extinção das cadeiras do Senado criadas na ditadura para os senadores biônicos?
Absurdo maior tratando-se da divisão de um estado campeão em produção e desenvolvimento. Aplicando a fórmula apresentada em 2009 pelo IPEA para cálculo do custo mínimo de um estado, Mato Grosso se destacava à época com uma das melhores relações do país entre arrecadação e custos, com 2,2 de índice. Mato Grosso, após séculos amargando dificuldades, hoje além de ter condições de bancar sua subsistência, ainda lhe sobrariam recursos superiores a 120% desse valor, para investir no desenvolvimento da qualidade de vida de sua gente. Este suado e valioso superávit, fruto do trabalho duro do mato-grossense de todos os seus rincões, não pode ser desperdiçado em novas pirâmides faraônicas de cargos públicos. E é isso que interessa à classe política com suas propostas divisionistas. Não importa se o estado perca sua atual posição de líder e volte para o final da fila, sem vez e sem voz. Outro dia empurraram aos cuiabanos, à socapa, mais uma meia dúzia de novos e caros vereadores. É isso que querem!
Aqueles que por boa fé apóiam as propostas divisionistas na esperança de ter mais escolas, hospitais, estradas, segurança, vão receber para sustentar mais 3 senadores, 8 deputados federais e 24 estaduais, 20 desembargadores, 7 conselheiros do TCE e mais 8 do TRE, mais secretários, diretores, etc., todos com seus séqüitos e sinecuras. E, pior, as propostas não se limitam à criação de um, mas de dois ou três novos estados! Uma festa para os políticos, com cargos a mãos cheias para acomodação de seus cupinchas e correligionários, com mais segurança nas eleições futuras. Desperdício de recursos preciosos que deveriam ser aplicados diretamente em obras e serviços públicos, inclusive com melhoria na remuneração e qualificação dos funcionários e servidores para um melhor atendimento ao povo.
Em pleno século XXI, na era do avião a jato, asfalto, comunicações via satélite, internet, Mato Grosso prova ter a dimensão territorial exata para o êxito. Campeão nacional na produção de grãos, algodão, biodiesel, rebanho bovino, diamantes, calcário, Mato Grosso está ainda entre os maiores em diversas outras culturas, entre os maiores exportadores do país, e é um dos poucos estados superavitários na balança comercial brasileira. Embora com muito a corrigir, Mato Grosso mostra que o Brasil não precisa de redivisões, com mais governos e mais políticos. Mato Grosso é para ser imitado, e não dividido. O fabuloso esforço produtivo do mato-grossense de todas as suas regiões é para ser aplicado de fato em favor de sua qualidade de vida e não ser destinado ao ralo dos antigos ou novos currais eleitorais que precisam ser definitivamente banidos de nossa história.
(Publicados pelo Diário de Cuiabá em 15/11/2011)
José Antonio Lemos dos Santos, arquiteto e urbanista, é professor universitário aposentado . Troféu "João Thimóteo"-1991-IAB/MT/ "Diploma do Mérito IAB 80 Anos"/ Troféu "O Construtor" - Sinduscon MT Ano 2000 / Arquiteto do Ano 2010 pelo CREA-MT/ Comenda do Legislativo Cuiabano 2018/ Ordem do Mérito Cuiabá 300 Anos da Câmara Municipal de Cuiabá 2019.
"FIRMITAS, UTILITAS et VENUSTAS" (Tríade Vitruviana)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
DIVISÃO PARA QUEM? II
Marcadores:
Brasil,
custo,
ditadura,
divisão,
estado,
impostos,
integração,
Ipea,
Mato Grosso,
política,
superávit,
unidade
domingo, 13 de novembro de 2011
DIREITO AO DELÍRIO
Veja no link abaixo que bela reflexão de Eduardo Galeano:
http://www.youtube.com/watch?v=m-pgHlB8QdQ&feature=share
http://www.youtube.com/watch?v=m-pgHlB8QdQ&feature=share
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
OBRAS DA ARENA DO PANTANAL EM 07/11/11
Veja no link abaixo a situação das obras da Arena do Pananal:
http://www.copanopantanal.com.br/?p=fotosconstrucao
http://www.copanopantanal.com.br/?p=fotosconstrucao
terça-feira, 8 de novembro de 2011
DIA MUNDIAL DO URBANISMO
José Antonio Lemos dos Santos
A cidade constitui a maior, mais complexa e mais bem-sucedida das invenções do homem. Surgida há 5 mil anos, com ela surge a civilização transformadora e aceleradora da evolução humana. De lá para cá o mundo foi se urbanizando e a partir de 2008 a população global urbana supera a população rural, com muitos países com percentuais superiores a 80%, como o Brasil.
Na história da cidade a grande mudança foi com a Revolução Industrial. Até então ela não fora questionada, ainda que tenha enfrentado importantes crises em seu desenvolvimento. Com a industrialização, a urbanização acelera e as cidades se desequilibram gravemente, exigindo controle e intervenções em seu desenvolvimento. Surge então a ciência do Urbanismo, que evolui e supera a etapa do urbanismo modernista da Carta de Atenas, passa pelas experiências pós-modernistas do Novo Urbanismo, e chega a uma nova Revolução, a da informática e da globalização, com os desafios da compatibilidade ambiental, da inclusão e das possibilidades das cidades inteligentes, verdes e sustentáveis.
De extrema complexidade, a cidade é comparável a um organismo vivo em dimensões imensas, que vão das pequenas vilas até as megalópoles, chegando a centenas ou milhares de quilômetros quadrados com dezenas de milhões de habitantes. A cidade é um enorme recipiente, articulado regionalmente, onde acontecem as relações urbanas em toda sua múltipla diversidade. Sua função é permitir que tais relações aconteçam da melhor forma com sustentabilidade, conforto, segurança e, sobretudo, justiça. Ajudá-las no cumprimento desta função é o objetivo do Urbanismo.
Em evolução contínua, o Urbanismo reflete a complexidade de seu objeto de trabalho e abrange os diversos campos de conhecimento que a cidade envolve. O urbanista não é mais um especialista, mas um generalista voltado a entender o organismo urbano com um todo. Não se pode tratar os problemas da cidade sem antes tratar da cidade com problemas. O urbanista precisa saber um pouco de tudo para enxergar o todo, e, em especial, saber que esse conhecimento é quase nada sem a companhia das diversas especializações técnicas nas múltiplas facetas da cidade.
8 de novembro é o Dia Mundial do Urbanismo, criado em 1949 para uma reflexão global sobre o assunto. As cidades de novo vivem uma Revolução com as perspectivas da informática, do ciberespaço, e a iminência do colapso com a água, lixo, transportes, poluição, energia, emprego, uso do solo e segurança. As cidades falhando, a civilização explode. O problema maior do século XXI são as cidades. Inaceitável que no Brasil o Urbanismo e o urbanista sejam tão desconsiderados. Como pode uma cidade como Cuiabá ter nos quadros de sua prefeitura apenas seis arquitetos? E quantos dedicados ao Urbanismo? Como pode Cuiabá extinguir seu órgão específico de planejamento urbano? Como pode uma nova lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano ser aprovada por unanimidade em apenas um dia de tramitação na Câmara de Cuiabá? E a marginalização dos urbanistas na preparação da cidade para a Copa? A falta do Urbanismo asfixia as cidades brasileiras, estressando, mutilando e matando seus cidadãos. Mas ainda são os locais da diversidade e da inovação. Crise é risco e oportunidade, e a crise urbana é o grande desafio global e local. Ao lado da aparentemente inevitável tragédia urbana global está a oportunidade da reinvenção urbana em busca de cidades mais justas, seguras, sustentáveis e humanas.
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 08/11/2011)
Marcadores:
Brasil,
cidade,
Copa,
Cuiabá,
Dia Mundial do Urbanismo,
mundo,
ocupação,
tragédia,
urbanista,
Uso do Solo
terça-feira, 1 de novembro de 2011
PEQUENAS GRANDES OBRAS II
José Antonio Lemos dos Santos
Já tratei do assunto 2 anos atrás e ele continua válido e urgente. Destacava que em relação à Copa eram sempre lembradas as obras de maior vulto em detrimento das de pequeno porte, que embora menores, não deveriam ser desconsideradas. Ao contrário, alertava que sem estas seria muito provável que as grandes obras, também importantes, não dessem os resultados esperados. Talvez continuem sendo postergadas pelo fato de serem obras “mais baratas”, portanto, em tese, mais fáceis de serem viabilizadas a qualquer momento. O fato, entretanto, é que, não sendo realizadas, problemas menores se tornam maiores, impondo à população situações de desconforto, insegurança e de prejuízo na qualidade de vida. De uma extensa lista de pequenas obras necessárias, como exemplos cito novamente algumas que considero entre as de melhores benefícios para hoje e para a Copa.
A primeira trata de um retorno na Avenida Miguel Sutil, entre as rótulas do Centro de Convenções e a do Santa Rosa, ficando sua localização precisa dependendo de maiores estudos dos órgãos municipais responsáveis pelo planejamento do trânsito e da cidade. Sua geometria pode suprimir em um trecho as faixas de estacionamento, bem como contar com a faixa de domínio da antiga rodovia perimetral, cedida pelo governo federal à responsabilidade da prefeitura municipal. A existência neste trecho de instalações residenciais, comerciais e hospitalares fortemente geradores de tráfego ajuda a sobrecarregar a rótula do Santa Rosa e o crônico engarrafamento de veículos no sentido Centro de Convenções - Santa Rosa. Independente de pesquisas, pode-se afirmar que grande parte desse fluxo teria como destino as regiões do CPA, do Coxipó e da UFMT/Unic e só chegam à rotula do Santa Rosa, a contragosto, por absoluta falta de alternativa. O retorno liberaria parte considerável do tráfego engarrafado, permitindo a volta pela própria Miguel Sutil, sem o sacrifício de ter que se chegar à rótula do Santa Rosa sobrecarregando-a, para só então fazer o contorno e seguir no rumo originalmente desejado. Uma pequena obra como esta poderia dar uma sobrevida àquela importante rótula e um alívio para muita gente.
De forma semelhante no trecho entre esta mesma rótula do Santa Rosa e a do Círculo Militar, cabe uma nova rótula, na interseção da Ramiro de Noronha com a Miguel Sutil. Soube que teria entrado nos planos para a Copa. Esta nova rótula funcionaria como retorno, e também como acesso à Avenida Ramiro de Noronha, via de ótimas dimensões e praticamente ociosa. Articulada com a Thogo Pereira, 8 de Abril e Estevão de Mendonça, pode se transformar em importante via alternativa de distribuição central, em apoio a Avenida do Lavapés, também aliviando a carga da rótula do Santa Rosa. Ligaria direto a Miguel Sutil à Coronel Duarte, no Porto, sem demandar o centro.
Foi boa a pavimentação da travessa que sai da Avenida República do Líbano, bem em frente ao Terminal Rodoviário de Cuiabá, ligando à Rua Tereza Lobo. Mas ficou faltando o principal, que seria sua continuidade até a Miguel Sutil. Seria um generoso desafogo à Rua Jules Rimet e à chamada rótula da Rodoviária, também em colapso nas horas de pico. Poderia ser combinada com a construção de um pequeno parque envolvendo a última nascente viva do córrego da Prainha, beneficiando a região do Alvorada e Consil, uma das únicas desprovidas de área verde na cidade. Fechando esta pequena lista de sugestões, outra obra minúscula, mas de grande resultado seria a ligação da Travessa Monsenhor Trebaure à Marechal Deodoro, dependendo apenas da desapropriação de um pequeno terreno. Ajudaria muito à Mato Grosso.
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 01/11/2011)
Já tratei do assunto 2 anos atrás e ele continua válido e urgente. Destacava que em relação à Copa eram sempre lembradas as obras de maior vulto em detrimento das de pequeno porte, que embora menores, não deveriam ser desconsideradas. Ao contrário, alertava que sem estas seria muito provável que as grandes obras, também importantes, não dessem os resultados esperados. Talvez continuem sendo postergadas pelo fato de serem obras “mais baratas”, portanto, em tese, mais fáceis de serem viabilizadas a qualquer momento. O fato, entretanto, é que, não sendo realizadas, problemas menores se tornam maiores, impondo à população situações de desconforto, insegurança e de prejuízo na qualidade de vida. De uma extensa lista de pequenas obras necessárias, como exemplos cito novamente algumas que considero entre as de melhores benefícios para hoje e para a Copa.
A primeira trata de um retorno na Avenida Miguel Sutil, entre as rótulas do Centro de Convenções e a do Santa Rosa, ficando sua localização precisa dependendo de maiores estudos dos órgãos municipais responsáveis pelo planejamento do trânsito e da cidade. Sua geometria pode suprimir em um trecho as faixas de estacionamento, bem como contar com a faixa de domínio da antiga rodovia perimetral, cedida pelo governo federal à responsabilidade da prefeitura municipal. A existência neste trecho de instalações residenciais, comerciais e hospitalares fortemente geradores de tráfego ajuda a sobrecarregar a rótula do Santa Rosa e o crônico engarrafamento de veículos no sentido Centro de Convenções - Santa Rosa. Independente de pesquisas, pode-se afirmar que grande parte desse fluxo teria como destino as regiões do CPA, do Coxipó e da UFMT/Unic e só chegam à rotula do Santa Rosa, a contragosto, por absoluta falta de alternativa. O retorno liberaria parte considerável do tráfego engarrafado, permitindo a volta pela própria Miguel Sutil, sem o sacrifício de ter que se chegar à rótula do Santa Rosa sobrecarregando-a, para só então fazer o contorno e seguir no rumo originalmente desejado. Uma pequena obra como esta poderia dar uma sobrevida àquela importante rótula e um alívio para muita gente.
De forma semelhante no trecho entre esta mesma rótula do Santa Rosa e a do Círculo Militar, cabe uma nova rótula, na interseção da Ramiro de Noronha com a Miguel Sutil. Soube que teria entrado nos planos para a Copa. Esta nova rótula funcionaria como retorno, e também como acesso à Avenida Ramiro de Noronha, via de ótimas dimensões e praticamente ociosa. Articulada com a Thogo Pereira, 8 de Abril e Estevão de Mendonça, pode se transformar em importante via alternativa de distribuição central, em apoio a Avenida do Lavapés, também aliviando a carga da rótula do Santa Rosa. Ligaria direto a Miguel Sutil à Coronel Duarte, no Porto, sem demandar o centro.
Foi boa a pavimentação da travessa que sai da Avenida República do Líbano, bem em frente ao Terminal Rodoviário de Cuiabá, ligando à Rua Tereza Lobo. Mas ficou faltando o principal, que seria sua continuidade até a Miguel Sutil. Seria um generoso desafogo à Rua Jules Rimet e à chamada rótula da Rodoviária, também em colapso nas horas de pico. Poderia ser combinada com a construção de um pequeno parque envolvendo a última nascente viva do córrego da Prainha, beneficiando a região do Alvorada e Consil, uma das únicas desprovidas de área verde na cidade. Fechando esta pequena lista de sugestões, outra obra minúscula, mas de grande resultado seria a ligação da Travessa Monsenhor Trebaure à Marechal Deodoro, dependendo apenas da desapropriação de um pequeno terreno. Ajudaria muito à Mato Grosso.
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 01/11/2011)
Marcadores:
Alvorada,
Consil,
Copa,
Cuiabá,
Prainha,
Santa Rosa,
Tereza Lobo
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
CAU: RESULTADO DAS PRIMEIRAS ELEIÇÕES
Resultado das primeiras eleições para o CAU-MT. Parabéns aos competidores eleitos e não eleitos, aos votantes e a todos os arquitetos e urbanistas do Brasil e em especial de Mato Grosso. Já somos parte da história do CAU.
CAU/MT Eleitores 1.274
Chapa Votos Percentual % Válidos Vagas Vagas Corrigido
Chapa 1 523 69,92 73,66 6,63 7
Chapa 2 187 25,00 26,34 2,37 2
Brancos 12 1,60 1,69 0,00 0
Nulos 26 3,48 3,66 0,00 0
Total 748 100,00 9,00 9
(Extraído de http://www.cau.org.br/noticias.php?cod=78 onde poderá ser visto os oitros resultados pelo Brasil)
CAU/MT Eleitores 1.274
Chapa Votos Percentual % Válidos Vagas Vagas Corrigido
Chapa 1 523 69,92 73,66 6,63 7
Chapa 2 187 25,00 26,34 2,37 2
Brancos 12 1,60 1,69 0,00 0
Nulos 26 3,48 3,66 0,00 0
Total 748 100,00 9,00 9
(Extraído de http://www.cau.org.br/noticias.php?cod=78 onde poderá ser visto os oitros resultados pelo Brasil)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
MUSEU DE HISTÓRIA DE NINGBO, CHINA
Saiu na Arcoweb:
Museu na China mistura aço, vidro, materiais locais tradicionais e materiais reciclados. Um neobrutalismo descontrutivista?
Clique no link abaixo:
Marcadores:
aço,
China,
materiais locais,
Museu,
neobrutalismo,
Ningbo,
reciclados,
vidro
terça-feira, 25 de outubro de 2011
MATO GROSSO, BR-163 E FERRONORTE
José Antonio Lemos dos Santos
O dia 19 passado marcou os 35 anos da inauguração da BR-163. Muito embora ainda não tenha sido concluída, essa grandiosa obra construiu um estado. Graças à BR-163, Mato Grosso conseguiu enfrentar e vencer os impactos da criação do Mato Grosso do Sul e a perda de parte significativa de seu território. Quando efetivada a divisão do estado, o estado remanescente já contava com o esboço de um eixo estruturante para seu desenvolvimento. A BR-163, junto com o Prodoeste, Prodepan, Polamazônia, Polocentro e depois o Polonoroeste, programas especiais de desenvolvimento então criados pelo governo federal, gerou uma plataforma estrutural mínima que veio se ampliando e consolidando progressivamente, sobre a qual se desenvolve hoje um dos estados mais produtivos do país. Tendo vivido aquela época como técnico da Sudeco e da Comissão Especial da Divisão do Estado, no antigo Minter, entendo ter sido esta base a grande razão do sucesso de Mato Grosso, que alguns creditam apressadamente à própria divisão. Com ou sem divisão está região norte do antigo Mato Grosso explodiria em desenvolvimento.
Papel especial tem a BR-163 nesse processo, pois ela se implantou como a espinha dorsal do estado, no eixo vertical de seu território, destinada a integrá-lo de norte a sul e de leste a oeste, promovendo e distribuindo por ramificações o desenvolvimento em todo o estado. A BR-163 colocou Mato Grosso em pé, em posição para enfrentar e vencer os desafios que viriam pela frente. E venceu. Em pleno século XXI, na era do avião a jato, asfalto, comunicações via satélite, internet, Mato Grosso prova ter a dimensão territorial exata para o êxito, alcançando títulos nacionais de maior produtor de grãos, algodão, biodiesel, maior rebanho bovino, diamantes, ouro, calcáreo, e é um dos maiores exportadores do país.
Em 1989, sai concessão federal para um amplo sistema ferroviário tendo Cuiabá como centro, ligando São Paulo e Minas ao Pará e Rondônia, ganha pela Ferronorte. O principal eixo desse sistema seria o trecho entre Cuiabá e Santarém com bifurcação prevista a oeste em direção a Porto Velho e ao Pacífico. Poderia ser através de Cáceres, ou de Tangará, ou mesmo de Lucas/Sapezal. Que visão extraordinária dos planejadores de então! A leste se chegaria ao Araguaia e daí a Goiás, e até ao porto da Bahia. Tratava-se de um projeto de grande visão, coerente com o que já vinha sendo desenvolvido com as BRs 163, 364, 70 e 158 e as demais intervenções dos programas federais de desenvolvimento. O sistema ferroviário viria para consolidar a nova disposição geopolítica do estado, que já se mostrava exitosa, como um sistema logístico para levar e trazer o desenvolvimento, não apenas como uma esteira exportadora de soja. À ferrovia Cuiabá-Santarém, cabia o papel de reforçar a ainda incipiente espinha dorsal do Estado, que se formava celeremente ao longo do eixo da BR-163.
Por alguns anos a Ferronorte foi abandonada pelos governantes em favor de outra ferrovia no sentido horizontal, a Fico, desagregadora do estado, agora suspensa por irregularidades já antevistas desde seu início. Acertadamente o governador Silval, que quer ser o governador da integração, abraça de novo o projeto da Ferronorte, logo aparecendo grupos chineses dispostos a investir na ferrovia Cuiabá-Santarém, não só para exportar, mas também para trazer para o Brasil os produtos chineses e da Zona Franca de Manaus. A hora é de seguir urgente com os trilhos. De Rondonópolis até Cuiabá (200 Km), de Cuiabá a Lucas (360 Km), já está muito perto. E de Lucas, seguir a Sinop e Santarém. Já!
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 25/10/2011)
O dia 19 passado marcou os 35 anos da inauguração da BR-163. Muito embora ainda não tenha sido concluída, essa grandiosa obra construiu um estado. Graças à BR-163, Mato Grosso conseguiu enfrentar e vencer os impactos da criação do Mato Grosso do Sul e a perda de parte significativa de seu território. Quando efetivada a divisão do estado, o estado remanescente já contava com o esboço de um eixo estruturante para seu desenvolvimento. A BR-163, junto com o Prodoeste, Prodepan, Polamazônia, Polocentro e depois o Polonoroeste, programas especiais de desenvolvimento então criados pelo governo federal, gerou uma plataforma estrutural mínima que veio se ampliando e consolidando progressivamente, sobre a qual se desenvolve hoje um dos estados mais produtivos do país. Tendo vivido aquela época como técnico da Sudeco e da Comissão Especial da Divisão do Estado, no antigo Minter, entendo ter sido esta base a grande razão do sucesso de Mato Grosso, que alguns creditam apressadamente à própria divisão. Com ou sem divisão está região norte do antigo Mato Grosso explodiria em desenvolvimento.
Papel especial tem a BR-163 nesse processo, pois ela se implantou como a espinha dorsal do estado, no eixo vertical de seu território, destinada a integrá-lo de norte a sul e de leste a oeste, promovendo e distribuindo por ramificações o desenvolvimento em todo o estado. A BR-163 colocou Mato Grosso em pé, em posição para enfrentar e vencer os desafios que viriam pela frente. E venceu. Em pleno século XXI, na era do avião a jato, asfalto, comunicações via satélite, internet, Mato Grosso prova ter a dimensão territorial exata para o êxito, alcançando títulos nacionais de maior produtor de grãos, algodão, biodiesel, maior rebanho bovino, diamantes, ouro, calcáreo, e é um dos maiores exportadores do país.
Em 1989, sai concessão federal para um amplo sistema ferroviário tendo Cuiabá como centro, ligando São Paulo e Minas ao Pará e Rondônia, ganha pela Ferronorte. O principal eixo desse sistema seria o trecho entre Cuiabá e Santarém com bifurcação prevista a oeste em direção a Porto Velho e ao Pacífico. Poderia ser através de Cáceres, ou de Tangará, ou mesmo de Lucas/Sapezal. Que visão extraordinária dos planejadores de então! A leste se chegaria ao Araguaia e daí a Goiás, e até ao porto da Bahia. Tratava-se de um projeto de grande visão, coerente com o que já vinha sendo desenvolvido com as BRs 163, 364, 70 e 158 e as demais intervenções dos programas federais de desenvolvimento. O sistema ferroviário viria para consolidar a nova disposição geopolítica do estado, que já se mostrava exitosa, como um sistema logístico para levar e trazer o desenvolvimento, não apenas como uma esteira exportadora de soja. À ferrovia Cuiabá-Santarém, cabia o papel de reforçar a ainda incipiente espinha dorsal do Estado, que se formava celeremente ao longo do eixo da BR-163.
Por alguns anos a Ferronorte foi abandonada pelos governantes em favor de outra ferrovia no sentido horizontal, a Fico, desagregadora do estado, agora suspensa por irregularidades já antevistas desde seu início. Acertadamente o governador Silval, que quer ser o governador da integração, abraça de novo o projeto da Ferronorte, logo aparecendo grupos chineses dispostos a investir na ferrovia Cuiabá-Santarém, não só para exportar, mas também para trazer para o Brasil os produtos chineses e da Zona Franca de Manaus. A hora é de seguir urgente com os trilhos. De Rondonópolis até Cuiabá (200 Km), de Cuiabá a Lucas (360 Km), já está muito perto. E de Lucas, seguir a Sinop e Santarém. Já!
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 25/10/2011)
Marcadores:
BR-163,
Cuiabá,
desenvolvimento,
divisão,
Ferronorte,
ferrovia,
Lucas,
Mato Grosso,
Rondonópolis,
Santarém,
Silval,
Sinop,
território
domingo, 23 de outubro de 2011
SAGRADA FAMÍLIA
Nada melhor para um domingo do que uma visita à Catedral da Sagrada Família de Gaudi, em Barcelona, ao som da Ave Maria na voz de Celine Dion. Muito belo e muito doido. Basta acessar p link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=43DoArF9hgI
http://www.youtube.com/watch?v=43DoArF9hgI
Marcadores:
Ave Maria,
Catedral,
Gaudi,
Sagrada Família
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O CAU SOMOS TODOS NÓS
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O RIO EM 360 GRAUS
VALE A PENA - QUE BELEZA!
A imagem tem 138.286 x 36.532 Pixels, ou seja,mais de 5 Gigapixels "reais".
Esta gigafoto do Rio de Janeiro , composta a partir de 685 clicks cobre 190 graus de visão, foi produzida no dia 10 de janeiro de 2011.
Cliquem no link:
http://multimedia.odiaonline.net/
e depois acompanhem alguns detalhes clicando nas fotos embaixo.
A imagem tem 138.286 x 36.532 Pixels, ou seja,mais de 5 Gigapixels "reais".
Esta gigafoto do Rio de Janeiro , composta a partir de 685 clicks cobre 190 graus de visão, foi produzida no dia 10 de janeiro de 2011.
Cliquem no link:
http://multimedia.odiaonline.net/
e depois acompanhem alguns detalhes clicando nas fotos embaixo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
CAU: POR UMA NOVA ARQUITETURA
José Antonio Lemos dos Santos
Na faculdade leciono História e Teoria da Arquitetura e do Urbanismo e a primeira de minhas aulas é sobre um texto do psicanalista alemão Erich Fromm explicando que o homem ao surgir rompeu uma situação de equilíbrio com a natureza, e a partir daí passou a viver situações de necessidades diversas, algumas das quais fundamentais à sua sobrevivência. O desenvolvimento da inteligência permitiu-lhe inventar formas de suprir suas necessidades garantindo o sucesso da espécie humana, justo aquela cujo indivíduo “é, ao nascer, o mais desamparado dos animais”. Às necessidades vitais ligadas à sede, fome, equilíbrio térmico, segurança, junta-se a necessidade do abrigo, sem o qual o homem também não sobrevive. Esta é a essência da Arquitetura, o atendimento às necessidades do abrigo, fundamental à sobrevivência humana desde que o homem deixou a barriga materna, o Jardim do Éden ou o ventre da mãe Natureza.
A Arquitetura não é fútil, não é luxo, mas uma das artes – capacidade de fazer - mais necessárias à sobrevivência humana. Seu desenvolvimento é uma conquista e patrimônio de toda a humanidade, e o abrigo digno virou um direito universal do ser humano sacramentado em nossa Constituição. Seu desfrute, entretanto, está muito longe da universalidade. Ao mesmo tempo em que assistimos às maravilhas da arquitetura e do urbanismo contemporâneos, vergonhosamente convivemos com cidadãos do Brasil e do mundo se abrigando em condições subumanas, inferiores às paleolíticas. Milhões subvivendo pelas ruas, debaixo de pontes, viadutos, marquises ou banco de praças. Milhões em barracos construídos com restos da sociedade, no pau-a-pique, instalados em locais impróprios, áreas de risco, encostas, áreas inundáveis, etc.. Este é o maior dos desafios da Arquitetura e do arquiteto cidadão do mundo. No Brasil, por exemplo, o verão chega e nos lembra das repetidas e absurdas tragédias das viradas de ano. O que foi feito de sério para evitá-las? Quantos morrerão agora? Onde?
No próximo dia 26 os arquitetos de todo o Brasil estarão escolhendo os primeiros dirigentes do seu novo Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU. Fruto de uma luta de mais de meio século, o CAU não foi criado para ser apenas mais um órgão de classe. Os arquitetos e urbanistas do Brasil convenceram a sociedade brasileira a criar em lei o CAU – corporativo, mas não corporativista - para ser uma ferramenta dela, da sociedade, em prol da efetivação no Brasil desse direito universal ao espaço seguro, sustentável, belo, saudável e antes de tudo digno. A técnica e a arte da Arquitetura e do Urbanismo têm que estar disponíveis a todos, não apenas para uma parcela da sociedade. Esta a meu ver a primeira e hercúlea responsabilidade do CAU.
Vamos votar todos para exigir das autoridades a presença e a responsabilidade dos arquitetos e urbanistas nos assuntos que envolvem a Arquitetura e o Urbanismo, com remuneração e condições técnicas viabilizadoras do correto exercício profissional. Cobrar a implantação imediata da Lei da assistência técnica pública e gratuita aos cidadãos de baixa renda. Nossas cidades e a moradia de seus habitantes não podem mais prescindir dos suportes técnicos especializados e tratadas apenas como um butim de negociação na politicagem que assola o país. Re-dignificar a Arquitetura. As primeiras eleições para o CAU serão o início de outra luta, a luta por uma nova Arquitetura e um novo Urbanismo, buscando a justiça de uma distribuição mais equânime de sua produção e de seus avanços, não mais para alguns.
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 18/10/2011)
Marcadores:
abrigo,
arquitetos,
arquitetura,
Brasil,
CAU,
cidades,
moradia,
urbanismo,
Urbanistas
sábado, 15 de outubro de 2011
65 ANOS DE CINEMA
VEJAM QUE TRABALHO CATALOGRÁFICO!!!!!
Sensacional !!!!!!!!!!!!!!!!! Entrem no link, cliquem no filme que escolherem e depois no vídeo e verão os filmes na íntegra.
Para pessoas especiais - todos os filmes! Uma preciosidade!
Um presente para você. Sabe aquele filme que gostou, mas cujo título não lembra ??? Nem dos nomes dos atores e das atrizes ??? Pois bem, tudo o que quiser saber (ou lembrar) sobre filmes estrangeiros em 65 anos está catalogado e ao seu alcance. Ficha completa . Antes de pegar um filme na locadora, consulte este site. Um trabalho de alta qualidade! Acesse o link abaixo:
http://www.65anosdecinema.pro. br/index.htm
Sensacional !!!!!!!!!!!!!!!!! Entrem no link, cliquem no filme que escolherem e depois no vídeo e verão os filmes na íntegra.
Para pessoas especiais - todos os filmes! Uma preciosidade!
Um presente para você. Sabe aquele filme que gostou, mas cujo título não lembra ??? Nem dos nomes dos atores e das atrizes ??? Pois bem, tudo o que quiser saber (ou lembrar) sobre filmes estrangeiros em 65 anos está catalogado e ao seu alcance. Ficha completa . Antes de pegar um filme na locadora, consulte este site. Um trabalho de alta qualidade! Acesse o link abaixo:
http://www.65anosdecinema.pro.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
CUIABÁ NA SAPUCAÍ
Leia a notícia abaixo. Acho uma boa estratégia de marketing para a cidade, principalmente se as obras da Copa estiverem em fase de conclusão em 2013. Aliás, o maior marketing da cidade serão as obras sendo inauguradas uma a uma. Agora uma brincadeirinha: após a leitura da notícia responda a enquete que coloco após a matéria.
Escola de samba vai homenagear Cuiabá no carnaval de 2013
13/10/2011
Cuiabá, a sede da Copa do Pantanal, será tema de enredo da escola de samba Beija Flor de Nilópolis no Carnaval de 2013, no Rio de Janeiro. A informação foi passada nesta quarta-feira (12) pelo prórpio Neguinho da Beija Flor, que fez show reservado em Cuiabá.
Segundo o cantor, apesar de Cuiabá ser o tema central, a escola também vai falar de Mato Grosso, Chapada dos Guimarães e Pantanal Mato-grossense. Uma boa mídia espontânea para o estado, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Fonte: Copa no Pantanal/Com Repórter MT
ENQUETE:
1 - QUEM SERÁ O DESTAQUE NO PRINCIPAL CARRO ALEGÓRICO DA BEIJA-FLOR?
(Respostas como comentário no Blog ou por e-mail)
r
Escola de samba vai homenagear Cuiabá no carnaval de 2013
13/10/2011
Cuiabá, a sede da Copa do Pantanal, será tema de enredo da escola de samba Beija Flor de Nilópolis no Carnaval de 2013, no Rio de Janeiro. A informação foi passada nesta quarta-feira (12) pelo prórpio Neguinho da Beija Flor, que fez show reservado em Cuiabá.
Segundo o cantor, apesar de Cuiabá ser o tema central, a escola também vai falar de Mato Grosso, Chapada dos Guimarães e Pantanal Mato-grossense. Uma boa mídia espontânea para o estado, que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Fonte: Copa no Pantanal/Com Repórter MT
ENQUETE:
1 - QUEM SERÁ O DESTAQUE NO PRINCIPAL CARRO ALEGÓRICO DA BEIJA-FLOR?
(Respostas como comentário no Blog ou por e-mail)
r
Marcadores:
Beija-Flor,
Copa,
Cuiabá
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
CUIABÁ DEBATE A COPA DE 2014
(Do site do SINAENCO)
Depois de passar por oito cidades-sede da Copa, o Road Show promovido pelo Sinaenco e pelo Portal 2014 chega a Cuiabá, em evento a ser realizado no dia 19 de outubro, no Deville Hotel.
Na pauta do encontro, o andamento das obras da Arena Pantanal, a infraestrutura turística da cidade e as questões que envolvem o aeroporto e a mobilidade urbana.
Para conhecer detalhes do evento, que é gratuito, e se inscrever, clique aqui.
Depois de passar por oito cidades-sede da Copa, o Road Show promovido pelo Sinaenco e pelo Portal 2014 chega a Cuiabá, em evento a ser realizado no dia 19 de outubro, no Deville Hotel.
Na pauta do encontro, o andamento das obras da Arena Pantanal, a infraestrutura turística da cidade e as questões que envolvem o aeroporto e a mobilidade urbana.
Para conhecer detalhes do evento, que é gratuito, e se inscrever, clique aqui.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
AMBULANTES, CAMELÔS E TRANSEUNTES
José Antonio Lemos dos Santos
Ainda que comemorando as vitórias seguidas do Cuiabá Esporte Clube e do Cuiabá Arsenal, rumo à série C do Campeonato Brasileiro e ao bicampeonato nacional de futebol americano respectivamente, não há como deixar de comentar a questão dos camelôs na capital de Mato Grosso. Vale lembrar que, em princípio, ambulantes e camelôs são iguais conceitualmente, ambos exercendo seu pequeno comércio ambulando ou camelando, isto é, transitando de um lugar para outro sem ter um ponto fixo no espaço urbano. Junto a eles sempre esteve o transeunte, o cidadão no exercício de um de seus direitos básicos, o de ir e vir, a pé ou não. Os três têm como qualidade original o uso do espaço público de forma itinerante, transitando. Até aí, tudo bem. Só que em momentos de fragilidade no gerenciamento urbano a relação entre essas figuras entra em desequilíbrio gerando um sério conflito urbano.
Meu primeiro trabalho no assunto foi como superintendente do finado IPDU, em 1993, quando o então prefeito Dante de Oliveira cobrou uma solução permanente para esse problema que entravava o centro de Cuiabá. Vendo de cima já não se enxergava os pisos da Rua de Baixo e das praças da República e Caetano de Albuquerque, cobertas por lonas e plásticos coloridos emendados. Nos espaços públicos do centro de Cuiabá encontrava-se de tudo. De calçinhas, calções, óculos e bonés até roda-gigante, bancas de jogos, drogas, armas, etc., em barracas, algumas com telefone (só fixo então), luz elétrica e até nota fiscal. Para ir do Palácio do Comércio até a Travessa João Dias, o cidadão tinha que caminhar por baixo das lonas, meio recurvado, submetido ao mau-cheiro e ao risco de pisar em coisas desagradáveis. Não gosto de falar mal de minha cidade e só descrevo a situação para lembrar os que já se esqueceram dela e para os novos evitarem que aconteça novamente.
A situação extrapolava o urbanismo físico, colocando em cheque os demais segmentos urbanos, em especial as áreas social, sanitária, a segurança pública e o comércio. Não se tratava mais de uma questão de fiscalização e retirada de ocupantes ilegais de áreas públicas. Envolvia centenas de famílias de trabalhadores, a maioria fazendo um trabalho honesto, ainda que ilegal e o assunto não podia ser mais resolvido de “orelhada”. Foram então iniciados estudos que apontaram algumas conclusões importantes. Primeiro, os ambulantes verdadeiros que usam os logradouros vendendo loterias, flores, pipoca ou artesanatos, não eram problema, pois a legislação municipal de posturas tratava a questão a contento. Segundo, o verdadeiro problema era um vultoso comércio de produtos industrializados realizado através de micros pontos de venda (barracas), patrocinado por alguns grandes atacadistas externos. Explorando a miséria do povo, essa forma ilegal de comércio domina com rapidez os centros das grandes cidades diante de qualquer descuido das prefeituras quanto ao gerenciamento urbano. Além da ilegalidade, coloca em risco os transeuntes e compete deslealmente com o comércio local estabelecido. Pior, na época cada 4 barracas equivaliam à demissão de um comerciário com carteira assinada.
O fato é que a negligência da prefeitura havia criado um grave problema social envolvendo milhares de cidadãos e exigindo tratamento sério e digno. Os estudos culminaram em um Plano Setorial do Comércio Alternativo para Cuiabá que serviu de base para uma firme e convicta ação pública de relocação dos pequenos comerciantes, já com o prefeito Meirelles em 95, e que deveria ser o início da implantação de uma política para o setor. Assim surgiram o Shopping Popular e as galerias populares como ferramentas para uma política pública de promoção social contínua. Mas aí o assunto estica demais para só um artigo.
(Publicado pelo Diário de Cuiabá em 11/10/2011)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
STEVE NO ANDAR DE CIMA
CRIATIVIDADE
Homenagem de estudante de design a Jobs vira hit na internet
06/10/2011
Reprodução | ||
Homenagem do estudante de design Jonathan Mak a Steve Jobs |
O desenho se espalhou na internet, atraindo centenas de milhares de posts, além de aparecer em bonés e camisetas comercializadas no eBay. O logo chegou a ser usado como foto do perfil do ator Ashton Kutcher no Twitter.
"Foi um dia maluco para mim", disse Mak à Reuters. "Estou animado e assustado ao mesmo tempo."
O estudante contou que recebeu uma oferta de emprego por causa do desenho. "Realmente estou sem palavras", afirmou ele no Twitter.
O co-fundador da Apple, que criou produtos revolucionários e mudou a maneira como o mundo aborda a comunicação pessoal e usa os computadores, morreu na quarta-feira, aos 56 anos.
Mak, que inicialmente criou o logo depois que Jobs deixou o comando da Apple em agosto, disse que o design não havia feito tanto sucesso até ser novamente divulgado na quinta-feira.
"Originalmente, eu ia colocar o logo preto modificado sob um fundo branco", explicou Mak, que prestou homenagem a Jobs na loja da Apple em Hong Kong.
"Mas não pareceu melancólico o suficiente. Eu queria que fosse uma homenagem muito silenciosa. É a compreensão calada de que está faltando uma peça à Apple agora. "Ele mais ou menos sugere a sua ausência."
Marcadores:
Apple,
design,
logo,
Steve Jobs
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
STEVE JOBS MORREU
(Transcrevo abaixo e-mail recebido por mim e que retrata também meus sentimentos):
Faz tempo que não sinto a perda de uma pessoa publica de modo tão intenso somo estou sentindo a morte de Steve Jobs. Diversas vezes, nos anos 90, acompanhei a opinião do mercado de que ele podia ser tudo menos um empresário de sucesso, e vi, com admiração, como ele revolucionou o mercado criando novos paradigmas a partir de opiniões pessoais sobre o que um usuário comum gostaria de ter, e principalmente USAR, sem que estes mesmos usuários sequer sonhassem nisto.
Faz tempo que não sinto a perda de uma pessoa publica de modo tão intenso somo estou sentindo a morte de Steve Jobs. Diversas vezes, nos anos 90, acompanhei a opinião do mercado de que ele podia ser tudo menos um empresário de sucesso, e vi, com admiração, como ele revolucionou o mercado criando novos paradigmas a partir de opiniões pessoais sobre o que um usuário comum gostaria de ter, e principalmente USAR, sem que estes mesmos usuários sequer sonhassem nisto.
Deixo aqui meus sentimentos em relação à perda do Edison do século 21, pois no fundo esperava que ele ainda tivesse condições de puxar cada vez mais coelhos maravilhosos de sua cartola mágica.
Marcadores:
Edison,
morte,
paradigmas,
Steve Jobs,
usuários
terça-feira, 4 de outubro de 2011
VISIBILIDADE A LONGO PRAZO
Assinar:
Postagens (Atom)









